14/05/2017

Sapphire: chapter 2 - black

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 Era raro ter um cliente como aquele, que a inspirava a dançar e a fazia esquecer onde estava e porquê. Aquele cara na primeira mesa conseguira sua atenção como nenhum outro fazia há tempos. Era bonito, sofisticado e misterioso… O tipo de cara do quem ela mantinha uma distância segura, mas gostava de provocar. Ele nunca estivera ali antes e enquanto ela penteava os cabelos cor de céu em frente ao espelho no “camarim” coletivo, apenas conseguia pensar na próxima vez em que o veria e na próxima música que dançaria especialmente para ele. Sabia que ele voltaria, tinha visto aquilo no fundo de seus olhos. Sapphire  causava aquele efeito nos homens, eles simplesmente não conseguiam deixar de voltar, uma vez que a tinham visto.
 — Primeira mesa de frente para o palco. Você viu? — Kimberly chegou perguntando alto, sobressaltando a amiga. — Deus, que homem!
 A morena tinha a franja úmida de suor colada à testa e os cabelos na altura dos ombros estavam emaranhados por conta dos movimentos frenéticos feitos anteriormente no pole dance. As botas de cano alto pretas a deixavam muito mais alta do que realmente era e a calcinha minúscula da mesma cor, a única peça de roupa que usava, destruía a imagem delicada que seu rosto passava. Ela se largou na cadeira ao lado da outra que, ao se virar, deu de cara com os seios da mesma.
 — Céus, Kim! Como você pode ficar tão à vontade com isto? — Sapphire desviou o olhar. Aquela parte do corpo da menor era um tanto chamativa. — Vista algumas roupas quando não estiver no palco.

 — Perca de tempo, eu já vou voltar para lá. E eu não tenho problema algum com meu corpo. É apenas pele… — ela revirou os olhos e girou na cadeira. — Viu ou não viu aquele deus grego?
 — Vi. Era bonito, mesmo — a trivialidade em sua voz fez Kimberly arquear as sobrancelhas, ofendida.
 — Bonito? Vá se foder, Sapphire! — a reação dela fez a outra rir e o sorriso apenas se tornou mais largo quando o rumo da conversa mudou. — Quando vai ver Connie de novo?
 — Amanhã. Ele tem um teste para o coral do colégio e quer que eu assista, está ansioso — o orgulho em sua voz era quase palpável, mas havia um tom melancólico na mesma. — E eu também. Sinto falta de estar com ele.
 — Oh, querida, logo vocês vão estar juntos, eu tenho certeza — Kimberly segurou as duas mãos de Sapphire e naquele momento ela não se importava com o fato de que a amiga estava praticamente nua. Elas se apoiavam, sempre. — Não esqueça de levar os doces que eu fiz para ele e de dizer que a tia Kim está com saudades.
 Ela assentiu sem muita vontade, colocando uma mecha azul atrás da orelha, enquanto a outra se levantava e curvava sobre ela, beijando suavemente o topo de sua cabeça.
 — Agora eu tenho que ir, o dever me chama. Ah, como eu queria ser a poderosa Sapphire que apenas tem de se apresentar uma vez por noite…
 Kimberly deixou o camarim agitado com o entra e sai de garotas seminuas e Sapphire suspirou. Preferia não se apresentar nem sequer uma vez por noite. O fazia porque não tinha outra opção, era aquilo ou nada. Era deixar que diversas pessoas desejassem e fantasiassem com seu corpo ou acabar nas ruas imundas de Las Vegas. Enfim, não era seu emprego dos sonhos, mas ela estava acostumada. Ao menos, ninguém tinha permissão para tocá-la. Não novamente.
 Tirou toda a maquiagem carregada, se livrou dos saltos que apertavam seus pés e, por fim, passou os braços pelas mangas do sobretudo com amarração na cintura, deixando também o camarim. Seguiu para as escadas de acesso restrito aos clientes, que davam nos quartos das garotas da casa e logo que adentrou o seu, que dividia com Kimberly, jogou-se na cama. Queria que aquele dia acabasse logo, para que pudesse ver seu irmãozinho mais rápido. Mas o sono demorou a chegar e enquanto ela tentava desligar sua mente, os olhos cheios de desejo daquele rapaz ficavam voltando à ela.


 — Foi só uma vez, eu juro — Justin se defendeu, enquanto Christian o encarava boquiaberto. — Pare de me olhar desse jeito. Você vai a clubes de strip-tease pelo menos duas vezes por semana, pelo amor de Deus!
 — Mas eu sou completamente solteiro, é diferente — Christian contra-atacou e Justin bufou. Sabia que estava errado, mas mesmo assim, odiava que o amigo quisesse lhe dar lições de moral. — O que estava procurando num clube de strip? Você tem uma mulher, com todo o respeito, maravilhosa em casa. Não precisa disso, cara.
 — Eu não estava procurando nada. Selena e eu brigamos e quando vi, eu estava entrando. Apenas queria aliviar o estresse e não fiz nada demais — ele dá de ombros e ajeita os óculos de descanso no rosto, bebericando do café extra-forte, enquanto Beadles ainda parecia incrédulo, então ele tentou desviar o foco do assunto. — Você não está precisando de um fotógrafo para alguma campanha na empresa?
 — Desculpe, cara, mas não. — ele sugou ruidosamente o restinho do frapuccino do fundo do copo e olhou o amigo. — Posso estar te indicando para colegas de outras empresas, se quiser.
 — Qual a vantagem de ter um amigo que é diretor de arte de uma agência de publicidade, se ele não me contrata para nenhum job? — pergunta, se largando no encosto da cadeira e o outro apenas revira os olhos.
 — Não é assim tão fácil. Tem muita burocracia envolvida, você sabe. — Chris disse e se curvou sobre a mesa, apoiando-se nos cotovelos para ficar mais próximo ao amigo. — Talvez você devesse deixar o orgulho de lado e pedir seu emprego de volta na Vogue.
 — Eu não posso fazer isso, você sabe. Não é apenas questão de orgulho, eu fui demitido, lembra? — Justin desviou o olhar para a câmera profissional sobre a mesa.
 — Justin, todos sabem que ninguém fotografa como você. Você só precisa voltar a ser o profissional que era antes.
 O profissional que era antes, ele repetiu mentalmente e riu nasalado. Desejava ter um copo de whisky à sua frente em vez de café para enfrentar aquela conversa. Christian falava do profissional que ele era antes de seu casamento ruir. Antes de ele ficar acordado a noite inteira e, no dia seguinte tirar fotos péssimas por conta da exaustão. Antes de ele beber o tempo todo e ir trabalhar bêbado. Antes que ele fosse dispensado porque sua conduta não condizia com uma revista como a Vogue. Ele não poderia voltar a ser o “profissional que era antes” enquanto sua vida não fosse como era antes. Fotografia era arte e a arte retrata os sentimentos do autor. Seus sentimentos ultimamente estavam uma bagunça, seu trabalho não podia ser muito melhor.
 — Eu… preciso ir agora — Bieber se levantou, colocando alguns dólares sobre a mesa do café onde sempre se reunia com o amigo, mas não realmente precisava ir. Ele não tinha nada para fazer. — Vou pensar sobre isto.
 E realmente ele iria. Ele não conseguia tirar aquilo da cabeça. Talvez ele não devesse esperar o casamento melhorar para ter o emprego de volta, talvez devesse ter o emprego de volta para que o casamento melhorasse. Caminhando pela calçada sem rumo certo, acabou numa praça, onde se sentou num banco e ficou olhando os pombos comendo restos de comida. Tirou a câmera do bolso e mirou os pássaros, mas não era algo que realmente despertasse sua atenção. Justin gostava de retratar a beleza humana. Então quando viu uma garota num sobretudo preto e vestido rodado amarelo, disfarçadamente virou a câmera para ela. Click.
 O disparo soou mais alto do que ele se lembrava. Fazia tempo que não fotografava, embora andasse com a câmera o tempo todo. O som atraiu o olhar da garota, mas ela não realmente o viu e por um momento, Justin pensou que estava vendo uma miragem. Sua cabeça estava lhe pregando peças, só podia ser, porque embora o rosto daquela garota fosse exatamente o mesmo que o da stripper da outra noite, seus cabelos eram negros como o céu noturno, em vez de azuis como o diurno.
 Ele abaixou a câmera, fingindo estar ajustando algo, mas quando ergueu de novo, ela estava seguindo seu rumo. Sapphire… Ela tinha algum poder hipnótico, ele tinha certeza e pôde constatar quando seu corpo agiu sozinho, se levantando e passando a trilhar o mesmo caminho que aquela garota fizera. Ele não sabia o motivo para estar seguindo-a, talvez nem sequer fosse mesmo ela, era o mais provável, mas ele não podia simplesmente ignorar. Acendeu um cigarro, tentando não parecer tanto um stalker e seguiu andando. Rua após rua. Até parar em frente a um colégio interno religioso, vendo-a entrar. Não podia ser ela, seria um tanto irônico. Ele se sentou numa mesa externa de um bistrô do outro lado da rua e cruzou as pernas, esperando que ela saísse. Sabia que estava agindo como um louco, mas não se importava. Não naquele momento.


 Sapphire odiava aquele lugar. Sentia que todos a estavam julgando quando passava pelos portões. As freiras a olhavam como se ela fosse Maria Madalena e, nem sabiam que ela era uma stripper para assim fazer. Mesmo que usasse os mais comportados vestidos, as irmãs entortavam o nariz ao vê-la passar. Os garotos, por sua vez, tinham o mesmo olhar que os clientes do clube, parecendo querer devorá-la. Mas ela jamais deixaria de ir. Conrad valia o esforço.
 — Olá, o que deseja? — a garota na recepção perguntou, simpática, diferente das senhoras do lugar.
 — Vim visitar o meu irmão, Conrad Walker — disse e acompanhou enquanto a mesma pegava a velha lista de visitas para que ela assinasse.
 A garota indicou onde ela deveria assinar e ela o fez. Lisy Walker escrito em letra cursiva.
 — Prontinho. Ele está no ginásio para um teste do coral. Fica à esquerda no próximo corredor — ela sorriu ao dizer e a outra retribuiu.
 — Obrigada.
 Os corredores eram longos e, vez ou outra, grupos de garotos passavam, encarando-a o que a fazia revirar os olhos. Ela agradeceu mentalmente quando se viu no ginásio e caminhou até a arquibancada, se sentando na fileira mais baixa, para que Conrad pudesse vê-la. Ao redor, apenas senhoras com saias até o pé e mangas ¾. Era fácil entender porque as freiras a encaravam naquele momento, mas ela não mudaria suas roupas por conta de alguns olhares.
 Um garoto terminava de cantar ‘Hallelujah’ e sua voz era impressionante. Ela sabia que Conrad estaria nervoso, então cruzou os dedos por ele e se levantou, aplaudindo quando ele entrou na quadra onde ocorriam as audições. Os olhos verdes do garoto encontraram os seus e ele sorriu, mesmo que ela fosse a única aplaudindo. Os outros pareciam mortos-vivos.
 — Conrad Walker. — Uma garota de no máximo quinze anos, de trancinhas e uniforme do colégio disse. — O que vai cantar?
 — Mary Did You Know. — ele disse e sua irmã quase riu. Conhecia o gosto musical do irmão e não era nada como aquilo.
 — Quando estiver pronto… — ela disse e houve silêncio.
 A voz dele se ergueu em seguida. Ainda era um tanto fina para 11 anos e, aquilo apenas a fazia mais bela. Enquanto ele iniciava a música, Sapphire sentia seus olhos encherem-se de lágrimas, os braços arrepiados diante à potente voz do menor. A música era linda, não se ouvia o menor ruído na platéia, todos apreciando o momento. Quando ele cessou o canto, Sapphire não era mais a única aplaudindo de pé. O garotinho correu pela quadra, saindo para a arquibancada e abraçando a irmã, que o apertou contra si com o rosto úmido de lágrimas. Ela acarinhou os cabelos louros do mesmo e sorriu.
 — Muito bem, Connie, muito bem. — disse e afastou-o para olhar seu rosto. Foi só então que notou um hematoma debaixo de seu olho esquerdo, que ela acarinhou com o polegar. — O que houve com seu olho?
 Os olhos do menino dispararam para o chão e ela soube que algo estava errado.
 — Nada demais. Bati a porta do armário com muita força e ela voltou no meu rosto — ele não olhou pra ela enquanto disse, mas logo seu sorriso largo se fez notar enquanto ele a puxava pela mão. — Vamos para o meu quarto.
 — Não vai ficar para ver os resultados? — a menina perguntou e seu irmão negou.
 — Os resultados só saem amanhã.
 Passaram pelos mesmos corredores que ela percorrera sozinha anteriormente e ele entrou no corredor dos dormitórios, entrando em um que ela conhecia bem. Estava ali uma vez por semana. Ela se sentou em sua cama e ele a acompanhou, correndo as mãos por suas mechas negras.
 — Seu cabelo azul é tão mais bonito que essa peruca idiota — Conrad resmungou e ela riu.
 — Eu sei, mas não posso entrar aqui com um cabelo azul — mentiu. Ela tinha motivos bem mais sérios para não deixar os cabelos azuis à mostra. — A tia Kim te mandou mais doces. Manjar turco dessa vez.
 — Como nas crônicas de Nárnia? — perguntou ele, animado e ela assentiu, revirando os olhos. 
 — Ela está te deixando mimado — ela ergueu o queixo e ele riu, atacando a sacola plástica que ela levara, abrindo o pote onde estavam os doces e enfiando um na boca, gemendo de satisfação.
 — É bom ter algo doce por aqui — o garoto disse com a boca cheia e ele falava de ambos: dos doces e da irmã. — Este lugar é um inferno!
 Aquilo fez ambos rirem imediatamente pela coincidência. Um colégio religioso comparado ao inferno… A garota achava que eles nem sequer tinham permissão para dizer aquela palavra em voz alta ali.
 — Quando vai me tirar daqui, Lisy? Não precisamos de muito, eu não me importo se a casa for pequena. Podemos dividir o quarto — o menino disparou de repente e a garota apenas encolheu os ombros, o puxando para um abraço.
 — É complicado, Con. Muito mais do que você pensa — ela suspirou, sentindo o nariz arder. Choraria a qualquer instante. — Eu trabalho à noite, não posso deixá-lo sozinho. Me tomariam sua guarda de qualquer forma e seria bem pior…
 — Por que a mamãe e o papai tinham que morrer? — perguntou e ela sentiu seu coração quebrar em mil pedacinhos.
 Os pais saíram para jantar em seu aniversário de casamento dois anos atrás e prometeram voltar logo… Mas eles nunca voltaram. Um adolescente bêbado ao volante entrou na contra-mão e se chocou contra o carro deles. Morreram juntos, no dia em que completariam 25 anos de casados, deixando os dois filhos para trás.
 — Deus quis assim — foi tudo o que ela conseguiu dizer.
 — Não me faça odiar Deus, Lisy — o garotinho pediu e eles ficaram em silêncio, abraçados.
 Logo o tempo de visita acabou e ela teve de se despedir. Toda vez que dizia "adeus", parte dela ficava para trás, com ele. Ela estava poupando dinheiro para conseguir um lugar para os dois e procurava outro emprego também, para que pudessem viver dignamente, mas era difícil. Enquanto não encontrava, tinham de ficar a quilômetros de distância, juntos apenas nos pensamentos antes de dormir.
 Ela ficou ali por exatas duas horas e, este foi o tempo que Justin Bieber passou esperando que ela cruzasse novamente os portões. Tomou outro café e comeu alguns croissants, sentindo falta de Paris. Sentindo falta exatamente de estar em lua de mel com Selena em Paris. Então ele se sentiu ridículo por estar ali, perseguindo uma stripper, enquanto a esposa trabalhava. Quando pensou em desistir, ela saiu e, ao ver seu rosto, ele teve certeza de que não estava enlouquecendo. Era ela. Para tirar a prova final, tornou a segui-la por ruas conhecidas e, quando acabou na viela que dava para a porta dos fundos do clube, ele soube. Aquela era Sapphire. Apertou os passos e antes que ela pudesse entrar, ele chamou seu nome:
 — Sapphire — disse e o nome soou quente em seus lábios, embora fizesse frio.
 A garota parou, mas não se virou imediatamente. Parecia tentar se convencer de que ninguém a tinha chamado. Quando se virou e encontrou o homem da noite anterior, sentiu como se seu coração pudesse rasgar o peito e pular para fora. Não conseguia reagir, não conseguia pensar no motivo de ele estar ali, chamando-a. Mas de uma coisa ela sabia: os homens nunca tinham boas intenções com ela. Num movimento rápido ela alcançou a maçaneta, mas antes que pudesse passar pela porta de ferro enferrujada, ele a fechou novamente. Rapidamente, estava atrás dela, a mão sobre a sua o corpo maior e mais forte tão perto que ela podia sentir sua respiração.
 — Sai de perto de mim — disse alto, amedrontada, mas tentando firmar a voz. — Meu nome não é Sapphire.
 Ele recuou um passo instantaneamente. Não queria assustá-la ou passar uma ideia errada. Ele nem sequer sabia exatamente o porquê de estar ali, mas definitivamente não era para lhe fazer algum mal.
 — Oh, eu sei que é — disse e, esticou a mão até sua nuca, puxando levemente dali uma mecha azul que escapava.
 — Tire a porra das suas mãos de mim. Não vou falar novamente — ela disse, de repente soando mais agressiva que assustada, virando-se para ele. Não gostava que a tocassem. — O que quer?
 — E-Eu... — ele gaguejou e mirou o chão.
 Era uma boa pergunta. O que ele queria com ela? O que o levara a seguir a mulher misteriosa por horas? O que o fizera invadir seu espaço pessoal? Então seus olhos pousaram sobre a bolsa carteiro onde estava a câmera e naquele momento ele formulou uma ideia. Uma ideia arriscada. Umedeceu os lábios e prosseguiu:
 — Eu gostaria de oferecer uma proposta de trabalho. 
 Ela permaneceu imóvel por um instante e logo revirou os olhos.
 — Olha, eu estou cansada de ouvir isso. Não faço programas, ok? Não é porque eu danço seminua que... 
 — Não estou falando disso — ele a interrompeu e enfiou a mão na bolsa, tirando a câmera de lá e a mostrando. — Sou fotógrafo. Acho que tem um bom perfil. 
 — Me desculpe, senhor, mas não vou cair nessa. Como posso saber que não vai colocar minhas fotos num site de michês ou algo assim? — ela perguntou, a mão ainda na maçaneta para que pudesse entrar se ele se aproximasse demais.
 — Eu trabalho... trabalhava para a revista Vogue — ele disse e tirou de dentro da bolsa uma edição da mesma em que tinha sido entrevistado. Não era narcisista, mas gostava de andar com a revista. Às vezes a folheava apenas para se lembrar de como era trabalhar ali. — Podemos fazer um ensaio.
 — Eu não tenho interesse. Com licença — disse e abriu novamente a porta e dessa vez ele não interviu fisicamente.
 — Te pago dez mil dólares — ele disse em vez disso e ela parou.
 Foi puro ímpeto, um meio desesperado de conseguir sua atenção e funcionou. Ela parou e voltou a olhá-lo. Dez mil dólares. Aquilo mais suas economias poderiam pagar por um lugar para ela e Conrad. Se conseguisse um emprego, ela poderia ter o irmão de volta. Poderia voltar a ter uma vida normal.
 — Venha para o show esta noite e conversaremos — foi tudo o que disse antes de bater a porta na cara dele.
 Ele seguiu seu rumo para casa completamente consciente de que era louco. De que não havia ninguém no mundo mais estranho que ele. De que ele não conseguiria agir de forma racional enquanto estivesse perto dela.

サファイア

N/A: Hello, sweeties! ♥ OMG, esse capítulo ficou enorme, espero que não se importem. Enfim um diálogo entre Justin e Sapphire (ou seria Lisy?). O que acham que vai acontecer agora? Algum palpite? Eu adoraria saber a opinião de vocês sobre a fic, então comentem, sim?

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Um comentário:

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