15/05/2015

All Yours: Capítulo 11 - You're the best for me

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"Algumas pessoas querem tudo mas eu não quero absolutamente nada se não for você, querido, se eu não tiver você, querido. Algumas pessoas querem anéis de diamante, algumas apenas querem tudo mas tudo não significa nada se eu não tiver você."
(If I Ain't Got You - Alicia Keys)

Justin's POV
A casa dos meus avós nunca pareceu tão acolhedora. Sentado na varanda, vendo a neve cair e bebendo o café feito pela minha vó, eu não conseguia parar de pensar nela. Seus olhos verdes, sua risada, seu cheiro... nada disso saía da minha mente. Ela já havia tomado conta de mim por completo.
Há alguns meses atrás eu tinha prometido pra mim mesmo que nunca mais ia me apaixonar, que nenhuma mulher ia me dominar novamente, então ela aparece e fode com tudo, bagunça todos os meus sentimentos.
- Você parece distante. - Meu avô falou sentando do meu lado. Nem tinha percebido ele chegar.
- Estou pensando em algumas coisas.
- Sempre com a mente cheia, né? - Sorri fraco. - Posso saber o que está acontecendo?
- Pode, claro. - Bebi um pouco do café e então suspirei, criando coragem para falar sobre meus sentimentos. Depois do meu último relacionamento, que foi meio conturbado, eu me fechei para qualquer coisa que envolva esse tipo de amor. Até... bem... até ela aparecer. - É uma mulher. - Meu avô me olhou com um sorrisinho torto no rosto, mas ficou em silêncio para que eu continuasse a falar. - Eu a conheci há algumas semanas atrás e nós nos tornamos muito amigos. Tipo... muito mesmo.
- É aquela Olivia? Sua avó me mostrou fotos de vocês na internet. - Assenti.
- É essa mesmo. Ela é incrível, vô. Nunca a disse isso, mas eu me identifico muito com ela. Assim como eu, ela é apaixonada pela profissão que irá exercer e ela também foi forçada a amadurecer rápido.
- Acho que meu garoto está finalmente dando uma nova chance pro amor. - Ele disse me olhando com aquele mesmo sorriso no rosto e eu me senti um pouco envergonhado.
- Infelizmente eu não posso escolher se vou me apaixonar ou não.
- Justin, você não pode deixar de se apaixonar só porque teve um término difícil no passado. As coisas são assim mesmo. Se você lutou pra dar certo e mesmo assim não deu é porque não era pra acontecer.
- Mas é tão difícil esquecer. Eu tenho medo de acontecer tudo novamente.
- Eu sei disso. Já tive vários términos difíceis quando era jovem, até encontrar a mulher da minha vida. É assim que a vida é, Justin, e nós não podemos nos deixar abalar por isso. Claro que no começo dói, terminar um relacionamento nunca é fácil, mas depois passa e temos que seguir a vida. - Sorri, me sentindo muito orgulhoso do avô que tinha.
- Você é o melhor avô do mundo. - Disse, o fazendo rir. - Pode ter certeza que suas palavras me ajudaram muito.
- Fico feliz por isso. Há algo mais em que eu possa te ajudar?
- Na verdade tem. Olivia é uma pessoa comum e meu maior medo é atrapalhar sua vida de alguma forma por causa de quem eu sou.
- Isso é uma situação delicada. - Concordei. - É algo que deve ser bem pensado, mas tenho certeza que se ela gosta de você, ela vai entender o seu lado e vocês conseguirão encontrar um modo de ficarem juntos.
- Ela me entende, vô, e acho que ela também gosta muito de mim, do mesmo modo que gosto dela. - Falei pensando no que aconteceu ontem quando estava me despedindo dela. Eu queria tanto beijá-la, mas ao mesmo tempo eu tenho tando medo de me envolver com ela e acabar causando problemas em sua vida. Algumas vezes eu só queria poder ser uma pessoa comum, sem todas essas pessoas querendo se meter na minha vida.
- Então eu não vejo motivos para que você não siga em frente com isso. - Suspirei.
- Eu vou pensar melhor no que fazer. - Ele assentiu.
- Tudo bem. - Falou se levantando. - Só não vai deixar de viver por causa da sua profissão. Você tem o melhor emprego do mundo, Justin. - Ele disse dando tapinhas no meu ombro e com um sorriso no rosto ele entrou em casa novamente.
Eu sabia que meu avô estava certo, mas era tão difícil decidir o que fazer. Tudo na minha vida tem que ser bem pensado, um ato feito por impulso poderia trazer conseqüências indesejadas, como é o caso agora. Eu não podia simplesmente ir lá, dizer tudo que eu sinto pra Olivia, assumir um relacionamento e correr o risco de destruir toda sua privacidade. Não é assim que as coisas funcionam na vida de um astro pop.

Olivia's POV - Uma semana depois
Era tão difícil aceitar que eu estava sentindo algo forte pelo Justin, algo muito além da amizade. Eu não queria sentir isso, ele é meu melhor amigo e nada além disso. Não devemos sentir essas coisas por nossos melhores amigos.
Havia alguns dias que Justin estava em Nova York e a saudade apertava mais a cada hora que passava. Eu só queria ser corajosa o suficiente para lhe dizer o que eu sinto, mas bem... eu sou uma covarde. Sinto medo dele me dizer não e sinto medo de tudo isso que sua vida envolve. Rolando o feed do Instagram dele uma foto chamou a minha atenção. Era uma foto do Justin, a última que ele havia publicado. Um enorme sorriso estava estampado em seu rosto e ao seu lado estava a bela garota loira, a qual eu sabia que compartilhava os mesmos sentimentos que eu. Hailey estava sentada ao seu lado, com a cabeça no ombro dele, e estava rindo.
Essa foto partiu meu coração. Não porque ele estava com ela, ele pode ter quantas amigas quiser, mas sim porque eu vi o quanto Justin estava longe do meu alcance. Ele tem tantas mulheres muito mais bonitas do que eu o desejando, mulheres com uma situação financeira melhor que a minha, que podem o acompanhar em suas viagens e estar sempre com ele, porque ele ia querer alguém como eu?
Suspirei, jogando o celular em cima do criado mudo e me cobrindo com o intuito de dormir, já que amanhã eu teria o primeiro dia de aula depois do recesso. Eu estava ansiosa, mas também receosa com o fato de me tratarem diferente por eu estar falando com o ídolo de muitas pessoas que estudam comigo. Eu não queria que nada mudasse.
O meu celular tocou, me tirando dos meus pensamentos e eu o peguei, vendo a foto de Justin sorrindo no visor. Sorri deslizando o dedo na tela e aceitando a ligação.
- Oi. - Ele falou e sua voz era claramente de sono.
- Nossa, que voz de cansaço.
- São duas horas da manhã aqui. Eu estava trabalhando, acabei de chegar no hotel.
- Podemos nos falar amanhã se você quiser...
- Não! - Ele praticamente gritou, o que me fez sorrir. - Eu quero conversar. Me conta como foi o seu dia.
- Foi divertido. Eu saí com meu pai de manhã e a tarde fiquei vendo filmes com a Hailey. E aí, como está sendo?
- Tá sendo bem produtivo e cansativo. - Nós rimos. - Eu adoro essa rotina maluca de trabalho, mas quero voltar logo pra LA.
- Fica um ano sem trabalhar e desacostumou com a rotina.
- Nem me fale. Canso só de pensar que isso é só o começo, mas é bom estar de volta. - Ouvi ele bocejar. - Animada pra aula amanhã?
- Mais ou menos.
- O que houve?
- Eu só estou meio receosa em como as pessoas vão me tratar. - Ele ficou em silêncio por um tempo e então suspirou.
- Me desculpe.
- Não, Justin, não precisa se desculpar.
- Preciso sim. É minha culpa e você sabe disso. Se não fosse o meu trabalho, você e nem ninguém próximo a mim precisaria se preocupar com essas coisas.
- Justin, para de dizer essas bobagens. Sua profissão é incrível e quando eu decidi que queria sua amizade eu sabia tudo o que isso incluiria, então você pode, por favor, parar de ficar pedindo desculpa?
- Desculpa... - Ele falou baixinho e eu revirei os olhos, rindo.
- Sério, não precisa se preocupar com essas coisas, ok?
- Tudo bem. - Falou. - Obrigada. Você é a melhor. - Um enorme sorriso invadiu o meu rosto.
- Disse o cara que ganha dezenas de prêmios e lota estádios no mundo todo. - Ele riu.
- É sério, Liv. Você é a melhor pra mim e sempre vai ser. - Você termina um relacionamento da pior forma possível, pensa que nunca mais vai querer outro homem, então chega um cara, te faz esquecer tudo que você pensava sobre relacionamentos e você fica querendo se entregar totalmente pra ele. É, a vida não faz sentido. Um silêncio se instalou depois dessa frase porque eu não sabia o que responder. Meu coração estava disparado e eu tinha certeza que se eu abrisse a boca ia ser pra falar merda. - Acho que vou dormir. Não to aguentando mais ficar com os olhos abertos. - Ele falou e gargalhou.
- Mas já?
- Sim, eu to com sono e você tem que acordar cedo amanhã.
- Ah, tudo bem... Boa noite então.
- Boa noite, Olivia. Durma bem.
- Você também. - E então a ligação foi finalizada, me deixando sozinha com meus sentimentos.

Dia seguinte...
Andando com Hailey pelo campus da faculdade enquanto ela tagarelava sobre eu estar apaixonada, eu tentava não reparar alguns olhares que eu recebia. As pessoas tentavam ser discretas, mas eu podia perceber os olhares sobre mim e os cochichos, o que me fazia sentir muito mal. Eu nunca gostei de ser o centro das atenções e ter tantas pessoas prestando atenção em mim era realmente um saco.
- Você tá me ouvindo? - Foi então que eu parei de prestar atenção nas outras pessoas pra olhar pra ela, que estava emburrada. - Eu to falando há horas e você não ouviu nada? - Perguntou parada na minha frente, me obrigando a olhar pra ela.
- Desculpa, Hailey. Eu não estou muito confortável com toda essa atenção. - Falei mudando o percurso e caminhando até um banco, onde sentei.
- Eu sei que você não gosta disso, mas não é nada demais, Liv. Eles não estão falando mal de você, só estão curiosos por causa do Justin.
- Eu sei, mas é desconfortável. - Falei dando de ombros. - Mas vamos falar de outra coisa. Quero esquecer que o motivo de todos esses cochichos sou eu. - Ela sorriu assim que eu disse isso.
- Assim que se fala. - Sorri sem a mesma animação dela. - Você vai sair comigo hoje à noite?
- Não sei. Hoje é segunda...
- Ah, qual foi! Amanhã só vamos ter aula à tarde, não tem motivo para não sairmos.
- Eu vou pensar, ok? - Ela assentiu.
- Tá, mas pensa direito. - Ri, levantando de onde eu estava sentada para pegar o caminho de volta até o prédio onde seria a próxima aula, que começaria em cinco minutos.
- Pensarei. - Falei enquanto nós duas caminhávamos lado a lado e eu tentava ignorar os olhares.
[...]
A última aula do dia foi Anatomia e eu fiquei parada em frente ao prédio de Medicina esperando Hailey sair de sua aula para ir embora com ela, já que ela estava com o carro dos pais. Umas meninas que passaram por mim me deram oi e eu tentei ser o mais educada possível, mesmo achando isso estranho já que eu nunca tinha visto elas na minha vida.
- E aí está a mais popular de toda UCLA. - Hailey falou parando do meu lado e eu revirei os olhos começando a andar.
- Que engraçada. - Ela riu vindo atrás de mim. Meu celular vibrou e eu o peguei vendo que era uma ligação de Justin. - É o Justin. - Falei e Hailey me olhou maliciosa, me fazendo a olhar negativamente.
- A que devo a honra da sua ligação? - Disse brincando e ouvi a risada de Justin outro lado da linha.
- Tenho uma surpresa pra você.
- Que surpresa?
- Eu! - Arqueei as sobrancelhas não entendendo onde ele estava querendo chegar.
- Não estou te entendendo.
- Eu to em LA, Liv. Aliás, você está muito bonita hoje.
- Justin! - Gritei, mas abaixei o tom de voz ao perceber que algumas pessoas me olharam. - Não acredito que você tá aqui. - Falei agora sussurrando.
- To, gostou da surpresa?
- Gostei, claro, mas não era pra você vim aqui na faculdade.
- Você é muito ruim comigo, Olivia.
- Desculpa, mas é que eu já recebi muita atenção hoje.
- Te entendo. - Falou. - To te esperando aqui no meu carro novo.
- Onde você tá? Eu to indo aí.
- Olha pra trás, é a única Lamborghini preto fosco. - Olhei onde ele indicou e realmente o carro estava lá. Um carro muito incrível, por sinal.
- Tá eu to indo aí, tchau.
- Tchau.
E então a ligação foi finalizada.
- Acho que vou voltar pra casa sozinha... - Hailey falou.
- Desculpa, mas tem dias que não o vejo.
- Ai que amor! - Revirei os olhos. - Vai lá, Liv. E aproveita. - Piscou pra mim, me fazendo rir. Me despedi dela e fiz o percurso até o carro de Justin que estava estacionado meio torto, chamando mais atenção ainda. Ouvi o barulho da porta sendo destravada assim que eu cheguei perto e quando eu entrei no carro e fechei a porta Justin praticamente se jogou em cima de mim, me abraçando um pouco forte demais.
- Estava com muitas saudades! - Ele falou me esmagando e eu sorri.
- Também estava. É bom ter você de volta. - Ele estava sorrindo quando terminou o abraço e então ligou o carro, o acelerando aos poucos. - Esse carro é incrível!
- Seu pai arrasou, né? Você gostou mesmo? - Assenti
- Eu adorei! Só não entendi essa estampa de onça no volante. - Ele riu.
- Eu gosto, tá? - Falou dando de ombros, me fazendo rir. - Pedi pra Guadalupe fazer alguma coisa pra gente comer.
- Ótima ideia.
- Eu ia te chamar pra ir em algum lugar diferente, mas não to com saco pra aguentar fotógrafo. - Falou trocando de marcha com um pouco de força demais.
- O que aconteceu?
- Não é nada demais, só to de mau humor.
- Depois de tudo que passamos você ainda insiste em tentar esconder algo? - Ele revirou os olhos, - Me conta logo o motivo do mau humor.
- Tá, eu conto. - Disse. - É a Hailey... ela fica me cantando e eu já disse que não gosto disso. - Senti um pouco de ciúmes, mas tentei não demonstrar isso.
- Nossa... e isso é motivo pra ficar com raiva?
- É porque nós já conversamos sobre o nosso tipo de relacionamento e ela disse que me entendia e que não iria forçar a barra, mas não para de jogar indiretas.
- Ela gosta mesmo de você...
- Gosta. - Ele falou e me olhou rapidamente.
- E você nunca... pensou em tentar? - Me olhou novamente, mas dessa vez com a sobrancelha arqueada. - O que foi? Se ela gosta tanto de você não seria capaz de te magoar e talvez o relacionamento desse certo.
- A amizade dela é muito importante pra mim, Liv. Não vou me apaixonar por ela e correr o risco de estragar tudo, eu não faria isso. Nós seremos amigos, apenas isso, e agora vamos mudar de assunto. - Assenti, agora me sentindo um pouco melhor por saber que ele não sente nada além de amizade por ela e também triste por pensar na possibilidade dele também só querer a minha amizade. - Quer ir na sua casa antes?
- Se não for incomodar.
- Até agora você não está sendo um incômodo não, tomara que continue assim. - Ele me olhou rindo e eu o acompanhei.
- Olha quem tá falando.
- No dia que eu for incômodo é porque algo muito grave aconteceu.
- Sinto lhe informar que você não conhece a si mesmo. - Ele riu, mas não respondeu. - Como foi no Canadá?
- Maravilhoso. É sempre bom estar com a família. Todo mundo perguntou de você. - Me olhou rapidamente.
- Sério? Perguntaram o que?
- Quem você era e o que ocorre entre nós dois. - "Podia ser um namoro" Pensei, mas não falei nada, obviamente. Apenas ri.
- Espero que tenha falado bem de mim.
- Claro que falei. Contei sobre sua profissão de stripper, sobre aquele assalto no banco e sobre aquela vez que você tentou me matar. - Ri.
- Só esqueceu de falar sobre aquela surra que você me deu.
- Poxa, é mesmo. Na próxima vez eu conto. - Ri novamente e ele me acompanhou. - E o seu Natal e Ano Novo?
- Foi bom. No Natal fui com meu pai pra casa de uns amigos dele e depois fui na casa da Hailey. No Ano Novo eu e uns amigos fomos pra casa de um outro amigo aqui em LA mesmo.
- Amigos é?
- Sim. Qual o problema? - Antes que ele pudesse me responder, eu percebi o carro parando em frente ao prédio onde eu morava e essa foi a brecha que ele precisava para fugir do assunto.
- Chegamos. - Ele falou saindo do carro antes mesmo de eu falar algo.
Desci logo atrás e ele me seguiu até dentro do prédio. Ao passar pela portaria o porteiro quase me comeu com os olhos, como ele sempre fazia com qualquer mulher que passasse por ali, e durante todo o caminho até o meu apartamento eu tive que ouvir Justin xingar o cara.
- Vou tomar banho e já volto. Pode ficar à vontade. - Falei jogando minha bolsa em cima do sofá e indo em direção ao banheiro.
Tomei um banho bem rápido, vesti meu roupão e fui para o quarto, levando um susto ao encontrar Justin sentado na cama e mexendo na minha câmera que eu nem lembrava onde tinha deixado.
- O que você tá fazendo? - Perguntei sentando ao lado dele e vendo o que ele estava fazendo. Uma foto minha com Bethany estava no visor do aparelho e eu senti um aperto no coração ao lembrar do dia em que a foto foi tirada.
- Achei que você não se importaria se eu visse suas fotos. - Falou inocente, igual uma criança quando faz algo errado.
- Não, só que você deveria ter pedido antes. - Falei indo até o guarda-roupa e o revirando, tentando decidir o que vestir.
- Desculpa. - Dei de ombros e continuei revirando o guarda-roupa. Decidi priorizar o conforto e coloquei uma blusa de manga comprida e tênis, até por que eu só ia na casa do Justin, não precisava de uma super produção. [outfit here]
Peguei a roupa e voltei para o banheiro, onde me troquei, arrumei o cabelo e passei um pouco de maquiagem apenas para disfarçar as imperfeições.
- Você deveria apagar as fotos com esse cara que você chama de ex-namorado. - Ele falou assim que eu entrei novamente no quarto.
- Nem lembrava mais disso. Depois eu apago.
- Ele parecia gostar muito de você.
- Só parecia né. - Falei pegando a câmera e a colocando dentro da gaveta do criado mudo. - Por que está falando sobre ele?
- Só curiosidade. Vocês namoraram por muito tempo?
- Dois anos, mais ou menos.
- Às vezes as pessoas não são aquilo que imaginamos. - Ele falou olhando para os próprios pés.
- Seu último relacionamento também foi difícil? - Ele assentiu.
- Sim, eu gostava muito dela e ela correspondia, mas com o tempo ela mudou e passou a ser fria comigo.
- Foi com a Selena, né? Eu já vi umas fotos de vocês. - Falei e ele levantou da cama, local onde estava sentado.
- Vamos conversando no caminho. - Assenti.
- Uma vez eu li que vocês eram o casal iô-iô. - Falei enquanto tirava as coisas da faculdade da bolsa e colocava só o que eu precisaria. Justin riu após eu falar isso.
- Agora é engraçado, mas na época isso acabou comigo. Um dos motivos pra eu ter meio que enlouquecido no último ano foi por causa dela. - Disse enquanto eu trancava a casa e nós começávamos a caminhar até o elevador.
- Por que?
- Por causa de todas as vezes que ela voltava pra mim. Funcionava mais ou menos assim: ela ia lançar algo. Um filme, um single, um álbum, qualquer coisa. - Entramos no elevador e Justin começou a arrumar o cabelo enquanto se olhava no espelho. - Aí o que ela fazia? Vinha até mim, óbvio. Um novo encontro de Jelena causava uma euforia na mídia e ela conseguia a atenção que queria, então metia o pé na minha bunda e ia até um programa qualquer de televisão falar de mim. Às vezes falava mal, às vezes falava bem, e eu ficava igual um idiota sofrendo por ela. Eu era louco por aquela mulher, mas fico feliz de ter superado.
- Nossa... - Ele sorriu fraco pra mim. Eu ainda tentava absorver toda aquela informação. - Me sinto até mal por ter sofrido por causa do meu término. - Ele riu.
- Terminar um relacionamento sempre é difícil, não importa como. - Falou enquanto íamos até seu carro. Ele destravou as portas e nós entramos. - Não estou dizendo que tudo que eu fiz foi culpa dela, mas esse joguinho idiota dela misturado com o fato de eu estar começando uma turnê mundial e ter que aguentar o mundo me julgando foi muito difícil de aguentar.
- Crescer nesse ramo é difícil, né? Você é muito forte, eu não sei se aguentaria. - Ele sorriu.
- Obrigado. Quando eu era mais novo era mais difícil, mas agora eu sei lidar melhor com isso. Vale a pena aguentar tudo. - Dessa vez eu que sorri, me sentindo orgulhosa dele.
- Você é irritante às vezes, mas não dá pra negar que é foda. Só tem 21 anos e olha o tanto de coisa que já conquistou. Até mesmo quem te odeia, lá no fundo sente um pouquinho de orgulho de você. - Ele riu.
- Por que não nos conhecemos antes, heim Olivia? Por que?
- Talvez se tivéssemos nos conhecido antes nós não teríamos nos tornado o que somos hoje.
- Melhores amigos. - Ele falou e eu sorri.
- Sim. Melhores amigos.
[...]
O resto do caminho fomos conversando sobre os irmãos de Justin, que ele prometeu que me apresentaria a eles. Quando chegamos à casa de Justin ele estacionou o carro de qualquer jeito na enorme garagem cheia de carros e nós entramos no elevador que nos levaria até o primeiro andar da casa. Depois fomos até a cozinha, onde uma mulher de meia idade estava lavando algo na pia.
- Chegamos. - Justin falou e ela parou o que tava fazendo para nos olhar.
- Chegou rápido. - Disse secando as mãos no avental.
- Queria ficar mais tempo longe de mim, é? - Justin disse e ela riu. - Essa daqui é a Olivia. - Falou me apresentando à senhora. - Liv, essa é a Guadalupe.
- Finalmente estou te conhecendo. Justin falou de você. - Guadalupe falou me abraçando e eu olhei sorrindo pro Justin. Então ele andava falando sobre mim?
- Falou é? Espero que tenha falado bem. - Justin me olhou envergonhado e eu senti vontade de rir.
- Falou bem sim. Fico feliz que ele tenha encontrado uma amiga tão boa. - Sorri agradecida e antes que eu pudesse fazer mais perguntas Justin me puxou pela mão.
- Lupe, depois você leva algo pra gente comer. - Gritou antes de sairmos da cozinha, enquanto eu tentava não rir tão descontroladamente. - Já pode parar de rir.
- Você estava tão envergonhado. - Falei em meio aos risos e ele revirou os olhos.
- Você está começando a ser um incômodo. - Falou me empurrando de leve e começando a subir as escadas.
- No dia em que eu for incômodo é porque algo muito grave aconteceu. - Repeti a mesma frase que ele me disse antes, o fazendo rir. - Poderíamos subir de elevador.
- Se eu puder evitar lugares fechados, eu evitarei. - Disse. - E além do mais, o lugar que iremos é no segundo andar.
- Ainda bem porque não estou com vontade de ficar cansada.
- Vou te jogar pela escada, Olivia. - Ele falou e eu não pude deixar de rir.
- Calma, moço. - Ele riu, abrindo uma porta branca que deu em uma espécie de estúdio. Não era um estúdio daqueles cheio de equipamentos onde os cantores gravam suas músicas, era tipo uma mini versão dele. Havia alguns instrumentos musicais, computadores e microfones apenas, mas mesmo assim era incrível.
- Bem-vinda ao meu lugar favorito da casa. - Falou fechando a porta atrás de si.
- É demais! - Eu disse tocando em um teclado, que emitiu um barulho e eu afastei minha mão rapidamente, fazendo Justin rir.
- É aqui que eu passo a maior parte do meu tempo livre. - Ele falou se jogando em uma das duas cadeiras do computador e eu sentei na outra. Ali deveria ser onde Justin escutava e produzia as coisas que ele gravava.
- Se eu fosse cantora eu iria querer um lugar desse na minha casa.
- Na sua casa pode ter uma mesa de cirurgia pra você atender os pacientes quando não estiver no hospital. - Ri.
- Seria só um pouco nojento, quase nada. - Dessa vez ele que riu, enquanto mexia em algum programa estranho no computador.
- Você quer se especializar em que área?
- Oftalmologia.
- Legal! Se eu fosse fazer medicina eu ia querer me especializar em ginecologia. - Ele falou sorrindo e eu ri.
- Quero ver se você iria gostar quando tivesse que atender as mulheres de 80 anos. - Ele fez uma careta.
- Ia ser bem estranho. Ainda bem que sou cantor. - Eu ri novamente e ele me acompanhou.
- E você já pensou em fazer faculdade?
- No começo da carreira eu até pensava nisso, mas com o rumo que as coisas tomaram não faz mais sentido.
- É, também acho. Sem contar que você seria assediado a aula toda. - Ele riu.
- Também tem o fato de que nenhum curso me ajudaria no que eu faço. Minha carreira já é um aprendizado. Já aprendi mais com as experiências que eu tive durante os últimos anos do que com o que eu aprenderia em uma faculdade. Se eu entrasse em uma faculdade seria apenas pra deixar minha mãe orgulhosa.
- Isso foi bonito. - Falei sorrindo. - Sobre sua mãe. - Ele sorriu também, agora me olhando.
- Obrigada. - Alguém bateu na porta e Justin mandou entrar. Era Guadalupe com uma bandeja, que ela colocou em cima da mesa do computador e saiu. - Eu acho que você deveria perdoar sua mãe. - Ele falou me entregando um dos sanduíches e pegando o outro. Suspirei.
- Não é fácil assim, Justin. Ela me magoou muito, não consigo perdoá-la. Pelo menos por enquanto. - Mordi um pedaço do sanduíche e estava realmente bom.
- Você deveria começar a pensar em perdoá-la. Ela é sua mãe, você não pode ficar o resto da vida sem falar com ela.
- Eu sei, eu sei... só vamos mudar de assunto ok? - Ele me olhou desapontado, mas assentiu, voltando sua atenção para o computador.
- Eu escrevi essa música antes de viajar e gravei um pedaço da batida dela. Me diz o que você acha. - Falou me entregando um caderno com a letra da música e deu play nela no computador. Era uma batida bem animada, mas eu não conseguia definir qual era o ritmo. Talvez fosse pop, mas eu não tinha certeza. A batida tocou durante uns 15 segundos e então acabou. Justin me olhou parecendo animado pra saber o que eu achava. - E então? - Perguntou.
- É muito boa, mas não sei se combina com essa letra de música. Acho que se você fizesse algo acústico com ela ia ficar muito bom. - Ele pareceu pensar no que eu disse durante alguns segundos.
- Talvez você tenha razão. - Disse. - Quer ir pro estúdio comigo hoje? Quero te mostrar umas músicas e talvez você possa me dar mais ideias.
- Acho que não vai rolar. Hailey quer muito que eu saia com ela e eu fiquei de dar a resposta.
- Onde vão?
- Pra uma balada, eu acho.
- Balada segunda à noite? Você não tem aula amanhã?
- Só à tarde.
- De boa então, você vai comigo amanhã, pode ser? - Assenti e ele sorriu satisfeito.
- Me mostra algumas músicas suas que já foram lançadas, não conheço muitas. - Falei me acomodando na cadeira e ele assentiu enquanto fechava um programa e abria uma pasta com vários arquivos.
- Quais você conhece?
- Só as mais famosas. Baby, Boyfriend, As Long As You Love Me e esses dias eu ouvi uma chamada Catching Feelings. Bem boa. - Ele riu, balançando a cabeça negativamente.
- Você não conhece quase nada.
- Eu não sei nada sobre nenhum artista. Só sei o que eu vejo na página inicial de algum site ou as coisas que me contam. Músicas eu só conheço o que toca na rádio.
- Fico pensando em que mundo você vive. - Ele riu e eu o acompanhei.
- É só que eu passo quase todo o meu tempo livre estudando. Inclusive, era pra eu estar estudando, mas você está me desvirtuando.
- Ei! Você que aceitou vim. - Disse como se estivesse ofendido e eu ri novamente.
- Eu sei, to só brincando. Me mostra logo a música.
- Sim, senhora. - Falou e deu play em uma música. - Essa se chama Die In Your Arms. É do meu último álbum, ou seja, de três anos atrás. - Nós rimos.
- Seus fãs não devem estar aguentando mais esperar.
- Não mesmo, eles não param de me mandar mensagens falando sobre isso, mas vai valer a pena toda essa espera. - Sorri, pensando o mesmo. Só a batida dessa música que ele havia me mostrado já era incrível, imagine as músicas finalizadas.
Justin deu play na música Die In Your Arms e eu fiquei em silêncio para prestar atenção. O começo era bem legal, com uma batida animada, e então sua voz, um pouco mais aguda que a atual, começou a ecoar pela sala que estávamos. Era a primeira vez que eu realmente prestava atenção em sua música e eu estaria mentindo se dissesse que não me perguntei por que eu não fizera isso antes.
Ele me mostrou mais algumas músicas, as quais eu tentei memorizar o nome para ouvir depois, até que meu celular tocou, o fazendo pausar a música e ficar em silêncio para que eu pudesse atender.
Era Hailey, que tinha uma voz animada.
- Liv! Onde você está? Eu estou aqui no seu prédio e o porteiro disse que você não está em casa.
- Estou na casa do Justin. - Disse e, por impulso, olhei pra ele ao dizer seu nome. Justin estava concentrado no seu celular. - O que foi?
- Quero saber se você vai sair comigo hoje.
- Vou. Que horas?
- Sabia que você não ia negar uma noite com sua amiga favorita! - Ela disse e eu ri. - O Josh vai passar na sua casa umas 11:30. Não vá se atrasar.
- Não vou. Até mais tarde então.
- Até e aproveite bem aí com o Justin. - Ela praticamente gritou do outro lado da linha e eu corei levemente, pensando se Justin teria ouvido o que ela disse.
Assim que terminei a ligação, Justin desligou seu celular, o colocando na mesa ao lado do computador. Ele então voltou sua atenção à mim.
- Quer que eu te leve em casa?
- Tá me expulsando, é? - Ele riu, negando com a cabeça.
- Achei que você teria que ir embora. - Disse. - Você sabe que apesar de você ser bem chata às vezes, eu amo sua companhia. - Corei levemente, mudando minha atenção para o computador.
- Vamos lá, me mostre mais músicas. - Justin riu novamente, enquanto colocava mais uma música para tocar.



Aeeee gente! Olha só quem ressurgiu \o/
Sei que demorei e tals, mas já expliquei o motivo e fico feliz que vcs tenham entendido.
Já que demorei mais de dois meses pra postar um capítulo novo, eu decidi fazer esse bem grande e espero de verdade que vocês gostem. E já vou adiantando que teremos acontecimentos bem interessantes no próximo rsrsrsrsrs Vou tentar não demorar tanto dessa vez.
Enfim, o que acharam desse capítulo? Gostaram? Me contem aí nos comentários.
Espero de verdade que tenham adorado porque eu adorei escrever ele haha Achei bem fofinho :)
Mudando de assunto... sobre Jelena: aquilo que tá escrito nesse capítulo é o que eu penso sobre esse ex-casalzinho, então não me julguem, já é? É só o meu ponto de vista.
E gente... obrigada pelos comentários no capítulo anterior. Fico muito feliz em saber que vocês gostam da minha fic :D
Bem, por hoje é isso. Até o próximo capítulo ;*

Divulgando:
http://jerryinactions2.blogspot.com.br/

10/05/2015

The Exchange: Capítulo 4 (REPOSTANDO)

3 comentários: | |

Oi gente, aqui é a Bia! Em 2013 eu tava repostando essa IB aqui e nem sei porque parei, mas eu vou continuar a repostá-la :) Ela foi a segunda IB que eu escrevi então vocês já imaginam a bosta que está né? sdljnkfce Morro de vergonha dela, mas quero deixar aqui pra nunca perdê-la e também sei que vocês não vão me julgar hahaha
Enfim, já avisei que ela tá muito ruim, então vocês leiam por conta própria hahaa



[...] quando o homem apareceu.
Homem: Vamos fica... Oh, desculpe atrapalhar. Ele disse assim que percebeu que nós estavamos quase nos beijando.
Você: Não. Você não está atrapalhando nada. - Disse e se ajeitou na poltrona. O homem te interrompeu de fazer uma coisa que nunca ia dar certo. Ainda bem.
Justin: O que você estava falando? - Ele estava com vergonha. Pôde perceber pela suas bochechas que estavam rosadas.
Homem: Queria saber se pode servir o jantar?
Justin: Pode sim.
Homem: Vou trazer então.
Justin: Obrigada. - O homem foi lá pra dentro e Justin voltou a atenção dele à você.
Justin: Ée.. desculpa ter quase te beijado. Acho que estou indo rápido demais.
Você: Não se preocupe. Eu também quase te beijei.
Justin: Quando eu estou com você eu sinto algo que eu nunca senti antes. É estranho porque é a segunda vez que eu falo com você.
Você: Justin, vamos ser apenas amigos por enquanto ok? Eu estou em um novo país, em uma nova escola. Tudo isso é novo pra mim. Eu não quero que você se apaixone por mim, porque nesse momento eu não quero ter nada com ninguém.
Justin: Eu te entendo. Nós podemos ser amigos então né?
Você: Claro. Vou adorar. - Ele te abraçou e suspirou. Você ama ele, mas nao pode ter nada sério com ele. Não agora.
Justin: Porque lá na Argentina as vacas olham pro céu? Ele disse enquanto me mostrava umas fotos no iPhone dele.
Você: Não sei. Porque?
Justin: Porque lá tem Boi Nos Ares. (Buenos Aires. Entenderam né? haha) - Ele começou a rir e você não aguentou. Riu também.
Você: Essa com certeza é a pior piada do mundo. - Disse entre os risos.
Justin: Até que não é tão ruim assim.
Você: É pior. - Vocês riram.
O homem chegou com o jantar, serviu e vocês comeram. Você olhou às horas no visor do celular e já era 21h40min.
Você: Justin, tenho que ir embora. Amanhã tenho aula.
Justin: Tudo bem. Vou falar com o homem. (já que não pensei em nenhum nome pro cara que dirige a lancha, vou continuar chamando ele de homem. haha) - Ele entrou na cabine e foi falar com o Homem. Você ficou na beirada do barco, olhando a paisagem. O mar estava lindo à noite.
Justin: Lindo né? - Ele chegou do seu lado e ficou fitando a paisagem.
Você: Demais.
Justin: Precisamos tirar fotos. Você é minha nova amiga e amigos tiram fotos certo? - Ele pegou o celular que estava no bolso.
Você: É verdade. - Vocês tiraram milhaaares de fotos. Algumas engraçadas e outras normais, mas a maioria engraçadas. Vocês chegaram no cais e Justin pagou o aluguel. Não sabia quanto ficou, mas foi bem caro. Entraram no carro e ele te levou em casa.
Justin: Tchau. Nos vemos amanhã. - Ele te deu um beijo no rosto, enquanto estavam dentro do carro.
Você: Tchau Justin. Até amanhã. - Você saiu do carro e entrou em casa. Estava tudo apagado. Júlia já estava dormindo. Você tomou banho, colocou um pijama e deitou na sua cama. Dormiu pensando nele.


NÃO ZOEM HAHAHAHAHA

01/05/2015

Ressurgi!

4 comentários: | |
Oi gente, aqui é a Bia! Fico até com vergonha de aparecer aqui depois de tanto tempo rsrsrs
Então... vocês provavelmente devem estar sentindo falta de All Yours, né? (ou não?) Eu to me sentindo uma idiota por deixar vocês sem capítulo novo por tanto tempo...
Enfim, to aqui pra me explicar. Eu poderia inventar milhares de desculpas, mas acho que vocês ficariam mais bravas ainda comigo né? A verdade é que eu sumi por três motivos: desânimo, que levou a preguiça e a falta de criatividade. Quando a gente não se sente motivada pra escrever, não tem jeito, não vai sair nada decente. Eu até tentei escrever, fiz um capítulo enorme, mas apaguei metade dele porque não estava me agradando. Sou muito chata com as coisas que eu faço e se algo não estiver me agradando, dificilmente eu irei postar, que é o que tava acontecendo.
Mas agora, finalmente, eu voltei a escrever e estou tentando terminar o capítulo 11. Não vou dizer a data que irei postar porque nem eu mesma sei, o capítulo nem está pronto ainda, mas já posso dizer que vou fazer um capítulo grande pra compensar esse mês sem posts.
Espero que me entendam e mais uma vez quero agradecer vocês que continuam acompanhando o blog. Vocês são incríveis, de verdade e eu tenho um carinho enorme por vocês. Se eu pudesse abraçaria cada uma haha <3
Acho que disse tudo que queria... Mais uma vez obrigada e até logo ;*