28/02/2015

Envie sua fanfic: A dama e o vagabundo por @myworldzVEVO

Um comentário: | |
Nome da autora: Grazy Souza
Idade: 14 anos
Blog: http://fanfics-bizzle.blogspot.com.br
Twitter: @myworldzVEVO



POINT OF VIEW — NARRADOR ONISCIENTE.

Seus lábios estavam contornados por um batom rosa. Os olhos se destacavam na sombra cintilante — assim como o esmalte em suas unhas longas e bem lixadas —, além dos cílios alongados pela quantidade excessiva de rímel. O corpo curvilíneo era bem moldado pelo vestido preto que vestia e o salto em seus pés a deixava com um ar mais elegante. Colleen Summer estava deslumbrante.
Confirmou com sua prima, Carson, a boate na qual iriam. Spider Club. Colleen borrifou seu perfume Chanel no corpo, sentindo o aroma invadir todo o quarto. Pegou quinhentos dólares em sua cômoda e o guardou em uma bolsa-carteira. Conferiu suas mensagens no WhatsApp e respondeu-as, postou uma foto no Instagram e guardou o iPhone dentro da bolsa. Olhou-se no espelho uma última vez e sorriu brevemente com o resultado.
— Colleen, querida, aonde está indo? — sua mãe questionou, olhando-a.
— A Carson me chamou pra ir a uma boate hoje, mãe. Posso ir? — ela pediu, com os olhos azuis brilhando.
— Por mim, tudo bem — a bela mulher de longos cabelos castanhos concordou, olhando sugestivamente para seu marido.
— Seu vestido está muito curto, Colleen. Troque-o, por favor — seu pai disse, com uma carranca no rosto.
— Desculpa, pai, mas — o som alto de uma buzina interrompeu a fala da garota — Ops, Carson chegou. Tchau, tchau, beijos — disse rapidamente, saindo às pressas.
Do outro lado da cidade, Justin Bieber se encontrava devidamente arrumado e pronto para mais uma noitada. Trajava as melhores roupas de seu guarda-roupas, usava seu melhor tênis. Seu rolex de ouro — o qual ainda pagava as prestações — se mantia firme no pulso e o perfume amadeirado e másculo estava impregnado em suas roupas e em todo o ambiente. Ligou para Luke e Shane, confirmando qual seria a boate da vez. Luke repetiu que seria a Spider Club. Justin agradeceu mentalmente por seu amigo ser filho do dono da tal boate, o que significava entradas VIP's grátis.
Após descer do ônibus na esquina, Justin caminhou até a entrada da Spider Club. Trocou algumas palavras com Shane e Luke, antes dos três adentrarem a boate. As luzes neon dominavam o local, colorindo tudo de verde e vermelho. Passaram para a área VIP, onde o fluxo de pessoas era menor que na área comum, onde todos se espremiam uns nos outros em sincronia à música que tocava. Justin seguiu até o bar dali, pedindo uma long neck de Stella Artois. Sentado num dos bancos altos do bar, ele se virou para olhar a movimentação feminina no lugar.
Justin era um homem atraente e sabia disso. Por onde passava atraía a atenção para si, seja ela de mulheres ou homens. Apesar de sua condição financeira não ser favorável, ele fazia o máximo para andar sempre bem vestido e bem arrumado. Não era o tipo de cara que se prendia à uma mulher só. Preferia estar solto no mundo. Voando como um livre beija-flor.
Depois de dar um gole em sua cerveja, os olhos de Bieber a encontraram. Sorrindo despojadamente, enquanto conversava com duas amigas e bebia em goles curtos um copo de Sex on the beach. Ela notou seus olhares e também o fitou. Mel e água. Malícia e inocência. Ele sorriu, levantando a garrafa long neck num cumprimento. Ela retribuiu o sorriso de uma forma mais inocente, dando um gole em sua bebida sem tirar seus olhos do belo homem que a encarava.
— Prazer, me chamo Justin, e você? — ela ouviu e virou-se para fitar o dono da bela voz rouca e grave.
— Me chamo Colleen — ela disse, se sentindo intimidada com o olhar de uma profundidade imensa que o loiro possuia.
— Um nome bonito para uma moça mais bonita ainda — ele soprou, galanteador.
Ela riu.
— Essa é velha — Colleen pontuou, rindo fraco e sendo acompanhada por Bieber.
— Tudo bem, admito que essa foi péssima. Mas dá um crédito, eu sou péssimo com cantadas — ele admitiu — Geralmente, não é preciso dizer uma única palavra.
— Imagino — ela murmurou, um pouco embaraçada com a situação.
— Desculpa se te deixei sem jeito. Como eu disse, sou meio péssimo com as palavras — Bieber coçou a nuca — Acho que estraguei tudo, né?
— Um pouquinho — Colleen disse, gesticulando com dois dedos. Justin riu.
— Então, você vem sempre aqui?
Ela o olhou, arqueando a sombrancelha.
— A boate foi inaugurada ontem, então, tecnicamente, essa é a primeira vez que eu venho aqui — ela respondeu, com um sorriso torto.
— Ok, vou parar de te cantar, porque não está funcionando — ele disse, rindo.
Sorriram um pro outro. Um sorriso que provavelmente dizia todas as palavras necessárias naquele momento. Um sorriso puro, da parte dela, o sorriso que dizia o quão encantada ela estava com aquele rapaz de misteriosos olhos castanhos. Já ele, possuia seu sorriso sacana de sempre, o sorriso da qual mostrava o desejo que ele sentia por ela.
E, com tantas histórias narradas, afirmo que, ao primeiro olhar, um sentimento muito conhecido por mim se acendeu em cada um. Era o famigerado amor. A chama que estava apagada em seus corações fora acesa e queimava, queimava dolorosamente. Mas o amor é assim. Incendeia seu corpo de uma forma dolorosa e, ao mesmo tempo, te deixa em êxtase. É complexo.
Seus corpos suados sobre a cama de casal delatavam o que havia acontecido naquele quarto. A sincronia que possuiam um com o outro era simplesmente incrível. Se completavam. Um arrocheado na região do pescoço dela e os arranhões nas costas dele os entregavam. O sorriso não abandonava ambos os rostos.
Permaneceram juntos pela noite toda. Às cinco da manhã, durante o pôr-do-sol, Justin levou Colleen até um cais. Ele abraçou-a delicadamente por trás, enquanto ela apoiava sua cabeça no ombro dele. Um suspiro foi solto. E, depois daquela noite, talvez nunca voltassem a se ver. Colleen, antes de entrar em um táxi para partir, entregou um pequeno papel para Justin. Nele, havia uma sequência numérica. O número do celular dela, é claro, ele pensou, dando um tapa em sua própria testa.

◈◈◈

Na manhã do dia seguinte, ela acordou com seu celular tocando freneticamente sobre o criado-mudo. Pegou o iPhone em mãos e fitou a tela, confusa. Era um número de orelhão. Deslizou a tela e atendeu em seguida. Seu sorriso nervoso e a expressão confusa se foram de seu rosto assim que ela reconheceu a voz rouca e melodiosa de Justin. Ele sorriu ao ouvir a voz doce e suave de Colleen e praguejou mentalmente sobre as malditas borboletas que bagunçavam seu estômago.
Marcaram de ir à praia. Se encontraram por lá mesmo. Colleen trazia uma bolsa com tudo o que ela julgava necessário e uma cadeira feita artesanalmente. Justin carregava uma prancha de surf, somente. Ele deixou seus chinelos desgastados sobre a areia, ao lado das coisas dela, e logo depois correu para o mar. Colleen colocou seus óculos, pegou o protetor solar e o espalhou uniformemente em seu corpo. Olhou para o mar e lá estava ele, surfando sobre as ondas — não tão grandes quanto ele queria.
— Você não vai entrar? A água tá deliciosa — ele chamou-a, bagunçando seus cabelos molhados.
Ela prendeu a respiração, com a visão das gotículas de água escorrerem lentamente pelo peito e abdomen dele.
— Hã... Eu... Eu — ela perdeu a fala. Ele riu — Ok, vamos — concordou, erguendo o vestido florido que usava e deixando a mostra seu corpo coberto apenas pelo biquini azul escuro.

◈◈◈

O dia havia sido bem divertido para ambos. Curtiram um ao outro. Almoçaram em um restaurante escolhido por ele, era um lugar bem simples, diferente do que ela estava acostumada. Mas, apesar de ser um lugar bem simples e um tanto quanto "pobre", Colleen havia gostado da hospitalidade e atendimento da idosa senhora dona do restaurante, e, principalmente, adorou os pratos apresentados na refeição. Num resumo, foi tudo às mil maravilhas.
E assim os dias foram se passando pouco a pouco para eles dois. O tempo parecia congelar enquanto eles se amavam e — praticamente — fundiam seus corpos suados sobre uma cama. Ela era suave aos toques. Ele era bruto, apertava-lhe as coxas com força, deixando visivel a marca de seus dedos na pele pálida da menina. Os gemidos que saiam da boca de Colleen eram semelhantes a uma sutil melodia. Já Justin soltava sons animalescos, devorando o pescoço dela.
Os gostos não coincidiam, na maior parte das vezes. A personalidade era completamente diferente um do outro. Ela era do tipo que gostava dos romances trágicos e tristes; ele os repudiava, preferia um bom e velho filme de ação. Ela era colorida como o arco-íris; ele era tão sem-graça como o preto e branco. Ela era Yang, ele era Yin. Ela era início, ele era o fim. Eram opostos, mas se completavam, como as peças que faltavam no quebra-cabeças da vida. Opostamente iguais.

◈◈◈

Naquela manhã de sábado, Justin acordara tenso. Precisava causar uma boa impressão aos pais de sua, ainda não oficial, namorada. Levantou-se da cama cedo, às sete, se higienizou devidamente e seguiu até a cozinha, para preparar um simples café. O dia estava claro, o céu limpo e sem nuvens, dando espaço para o sol brilhar livremente. Olhando para o céu, ele lembrou dos olhos dela e um sorriso involuntário tomou conta de seus lábios.
— Que diabos você fez comigo, Leen? — ele murmurou para si mesmo, rindo fraco e dando uma golada em seu café quente.
Às nove e meia da manhã, ele já havia saído de casa. Rodou cada canto de Los Angeles, procurando um terno barato o suficiente para que ele pudesse comprar, mas bonito o bastante para agradar os pais de Colleen. Parou, por um segundo, e pensou consigo mesmo. Talvez se ele usasse um pouco do seu estilo do dia-a-dia numa mistura com a classe e elegância, funcionasse. No fim da tarde, já havia comprado todo o necessário. O jantar seria às oito da noite, o que significava que ele teria uma hora e meia para se arrumar e chegar ao restaurante na hora marcada.
Tomou um banho razoavelmente demorado. Secou o corpo com a toalha e vestiu sua cueca branca, da marca Calvin Klein. Vestiu uma calça jeans escura, uma regata preta — que deixava suas tatuagens a mostra — e um blazer azul. Ergueu as mangas do blazer até os cotovelos e colocou o rolex no pulso. Calçou um tênis branco, um dos pares que ele havia comprado. Seus cabelos foram ajeitados milimetricamente em um topete, sem que nenhum fio de cabelo escapasse do lugar. O perfume amadeirado de sempre preencheu o ambiente e seu corpo também. Por fim, olhou-se no espelho. Estava magnifico.
O caminho para o restaurante reservado pela família Summer havia sido bem calmo. Desceu do ônibus na esquina e seguiu até o lugar incrivelmente grande e iluminado. Lá dentro, tudo parecia ser feito de ouro. Até mesmo os pequenos detalhes das paredes. Pôde avistar Colleen em uma das inúmeras mesas do local, junto com sua mãe e seu pai. Bieber olhou brevemente no relógio, constatando estar atrasado cinco minutos. Bufou.
— Ei, Justin! — ele ouviu a voz melodiosa de Colleen o chamar e sorriu, caminhando calmamente até lá.
— Desculpem o atraso, o ônibus que eu vim se atrasou no caminho — ele se desculpou, não percebendo o olhar reprensivo de Colleen.
— Você anda... de ônibus? — Mackenzie, o pai de Colleen, disse, com um tom de repúdio na voz.
— Ando, algum problema? — Justin replicou, arqueando uma de suas sobrancelhas.
— Nenhum. É que — Mackenzie bebeu um gole de seu vinho tinto — ônibus são utilizados por gente pobre, e pobres, como sabemos, são uma raça nojenta.
Bieber o olhou, incrédulo, mas resolveu não retrucar.
— Então, rapaz, o que você quer da vida? — Jessica, a simpática mulher, questionou.
— Eu quero a vida toda — ele respondeu, com um sorriso espreitando nos lábios.
— Como assim, meu jovem? — Mackenzie fitou-o, confuso com tais palavras.
— É incompreensível, senhor. Nem mesmo eu sei explicar — Bieber confessou, brincando com seus dedos.
— Mas com o que você trabalha? Deixe-me adivinhar, é um empresário? — Mackenzie perguntou, com um sorriso nos lábios.
— Na verdade, eu sou... — ele hesitou — eu sou rapper — sorriu torto.
Mackenzie e Jessica se entreolharam rapidamente. Mas antes que pudessem questionar algo mais, o garçom entregou o cardápio, que fora totalmente ignorado por Mackenzie. Escargot. Este fora o prato escolhido por Mackenzie para todos. Justin suou frio. Um arrepio percorreu sua espinha e um suspiro pesado escapou. Quando a refeição finalmente chegou, Bieber se embaralhou com os talheres todos.
— Eu não sei comer isso — ele sibilou para Colleen, que comia facilmente.
Ela ergueu os talheres adequados e fez uma básica demonstração de como comer aquela coisa. Justin respirou fundo. Olhou para todos na mesa, que comiam aquele bicho como se fosse algo normal. Fitou seu prato, suspirando e apanhando o alicate próprio para escargots na mão esquerda. Pegou o "casulo" com o alicate e, com o pequeno garfo, espetou a carne do animal, fazendo uma expressão enojada. Levou o garfo à boca e mastigou — com muito nojo — a carne do caracol.
Sinceramente, para ele, aquela merda não possuia um gosto específico. A textura da carne era como um simples coração de frango, do qual ele sempre comia, quando possível. O gosto que ele sentia era apenas o das ervas misturadas no azeite. Olhou de relance para Colleen, vendo-a virar delicadamente a concha do escargot sobre um pedacinho pequeno de pão. Resolveu fazer o mesmo. Virou a concha do caracol lentamente, deixando o pouco molho contido ali se derramar sobre a superfície macia do pão.
Sorriu satisfeito.
Justin já havia conseguido comer metade dos escargots que lhe foram servidos e, modéstia parte, acreditava estar se saindo bem. Quando apenas um caracol lhe restava, um erro grave foi cometido. Ao tentar pegar a concha do animal, o alicate escorregou e, consequentemente, o escargot voou, caindo acidentalmente no colo de Mackenzie. Bieber arregalou seus olhos e tossiu, percebendo a grande merda que havia feito.

◈◈◈

Após o fracasso total do jantar, Colleen e Justin não se viram mais. Ela sentia falta do perfume dele. Ele a queria em seus braços o mais rápido possível, para apreciar o aroma de camomila que ela possuia. A saudade apertava o coração de ambos. Porém nada poderia ser feito quanto a isso. Tudo por um simples motivo: Mackenzie havia proibido que Colleen visse Justin novamente.
Colleen se via presa dentro de casa. Sentia-se como a Rapunzel, que vivia reclusa em uma torre, sem chance de sair dali. O condominio na qual morava, lhe parecia minúsculo, comparado a imensidão do mundo. E quando se sentava no jardim, sob a sombra de uma árvore, ela fechava os olhos e imaginava. Imaginava suas mãos unidas firmemente às de Justin, enquanto eles corriam alegremente num campo aberto e florido. Sonhava, sonhava com o sorriso do amado. E tudo o que ela fazia era sorrir.
Justin sentia falta dela e nunca pensou que fosse dizer isso. Mas a vida nos prega peças, não é mesmo? Com ela, ele tinha as sensações mais puras, os sorrisos mais sinceros, os olhares mais genuínos. Mas sem ela... era como se o mundo houvesse perdido as cores, como se as flores dos canteiros tivessem murchado. Ele sentia que uma parte do seu coração estava vazio, e que essa parte só voltaria ao normal quando ela estivesse em seus braços novamente.

◈◈◈

Duas semanas haviam se passado. Colleen não recebia notícias de Justin e, sinceramente, ela começava a desistir da ideia que continuar a lutar por um amor impossível. Doeu tomar essa decisão, com certeza doeu. Mas era necessário. Ela ainda gostava — amava — Justin, mas nutrir esse sentimento estava sendo inútil.
Prestes a dormir, ela suspirou. Olhou para as estrelas através do vidro da janela. Elas brilhavam tanto quanto os olhos de Justin. Oh, droga, e novamente estou pensando nele, ela repudiou seus pensamentos. Comprimiu os lábios e cobriu-se até o pescoço, fitando o teto tediosamente. O silêncio predominava o ambiente, até Colleen começar a ouvir um ruído baixo em sua janela. Achou que era coisa da sua cabeça e ignorou. O som foi repetido mais quatro vezes, até ela se levantar, ligar o abajur em sua cabeceira e ir até a janela.
Um sorriso iluminou seu rosto e seus olhos brilharam tanto quanto as estrelas assim que ela abriu a janela. Adivinha? Visita pra dama, o vagabundo

Notas finais da autora: Oi, então, eu não tenho muito a dizer sobre. Eu só queria agradecer ao blog pela oportunidade de poder postar aqui minha oneshot.
Sobre ela (a oneshot, quero dizer), foi inspirada na música "A dama e o vagabundo", do Oriente. Eu espero que vocês gostem dela tanto quanto eu gostei de escrevê-la.




Não deixe de mandar sua oneshot! É só acessar esse link.

18/02/2015

All Yours: Capítulo 9 - Never walk away from him

13 comentários: | |
"Eu vou te levar para qualquer lugar, eu vou te colocar em um trono. Vou sossegar meu coração, eu juro, e vou ter certeza de que você nunca vai estar sozinha. Só minha sombra sabe como eu me sinto sobre você. Só minha sombra vai onde eu sonho com você e eu. Devo ir ou esperar? É cedo demais, tarde demais? Só minha sombra sabe."
(Shadow - Austin Mahone)

Os flashes da noite passada rodavam na minha mente e eu abri os olhos assustada. Precisei de alguns segundos até descobrir onde eu estava e quando finalmente consegui a única reação que tive foi colocar o travesseiro na cara e gritar, tentando de alguma forma extravasar a frustração que eu estava sentindo. Isso não era pra ter acontecido. Eu não deveria ter deixado o desejo momentâneo falar mais alto, eu deveria ter pensando antes de deixar as coisas chegarem a esse ponto.
Rolei meus olhos pelo quarto luxuoso em que eu me encontrava e cheguei a conclusão de que eu estava sozinha. Que ótimo, como se já não bastasse eu ir pra cama com Justin Bieber, ele ainda tinha que sair antes mesmo de eu acordar.
Levantei da cama enrolada no lençol e recolhi toda a minha roupa, entrando na porta à minha frente. Era um banheiro e eu me troquei rapidamente, sem nem analisar o local. Tudo que eu queria era pegar o resto de vergonha na cara que eu tinha e ir embora daquela casa.
Por um momento pensei em Hailey e em onde ela estaria. Com certeza estava muito puta e talvez me mataria quando nos encontrássemos, então comecei a planejar o que eu diria quando o momento de encontrá-la chegasse.
Encarei meu reflexo no espelho e eu estava assustadora. Meu cabelo parecia um ninho de rato, então o prendi em um coque. Aproveitei também para lavar meu rosto e usei um pouco da pasta de dente do Justin para escovar meus dentes com o dedo mesmo. Cara, eu realmente preciso ir pra casa e tomar um banho.
Ao sair do quarto eu saí em um corredor. Não tinha como eu me perder, até porque além da porta do quarto, só havia a escada e o elevador, que era pra onde eu fui. Apertei o botão do primeiro andar e rapidamente eu já estava lá. Agora eu só precisava encontrar Hailey.
Caminhei até a sala em que estávamos ontem antes de tudo acontecer e a cena que eu encontrei me fez rir mesmo eu me sentindo tão mal. Ryan estava jogado no tapete dormindo e Khalil estava no sofá. Os dois pareciam estar em sono muito profundo. Peguei minha bolsa que eu tinha deixado no sofá e peguei meu celular, discando o número de Hailey. Tocou várias vezes e eu já estava quase desligando quando ela atendeu.
- Você não imagina o quanto eu quero te matar. - Sua voz soou rouca e sonolenta.
- Onde você tá? - Perguntei mudando de assunto. Não queria falar sobre isso por telefone.
- Eu to na casa do Justin dormindo.
- Eu to te esperando aqui no primeiro andar, vem logo. - Ela resmungou e assentiu depois.
Após finalizar a ligação fiquei sentada no pé da escada esperando Hailey descer e enquanto isso eu não conseguia parar de pensar no quanto eu me sentia uma babaca.
- Você sabia que tem um elevador nessa casa?! - Hailey chegou praticamente gritando. É, eu sabia. E como sabia.
- Para de gritar, Hailey. Vai acordar todo mundo. - Falei levantando da escada e indo em sua direção.
- Ah, mas você ainda não me ouviu gritar direito. - Falou. - Como assim você dormiu com o Justin Bieber e me largou? - Ela gritou mais alto dessa vez e eu fechei meus olhos instantaneamente.
- Hailey, por favor, vamos conversar em casa. Eu preciso ir embora daqui logo.
- Tá bom, mas só porque eu também quero ir embora. Só deixa eu me despedir da Anne. - Ela saiu antes mesmo que eu pudesse perguntar quem é essa tal de Anne.
Enquanto esperava ela voltar, um homem alto entrou na casa e eu logo o reconheci. Era Hugo e eu não sabia onde enfiar minha cara já que obviamente ele sabia o que tinha acontecido ontem a noite.
- Bom dia, Olivia. - Ele sorriu e caminhou até o sofá, onde ele se sentou. Pensei que Justin estaria com ele, mas felizmente eu pensei errado.
- Bom dia. - Disse timidamente.
- Justin pediu que eu te levasse em casa. - Falou. Ah, pelo menos nisso ele pensou.
- E onde ele está?
- Eu não sei. Justin me deu o dia de folga, só pediu que eu levasse você e Hailey em casa. - Assenti. Nós ficamos em silêncio até Hailey voltar e quando isso aconteceu finalmente pudemos ir embora.
Assim que adentramos o elevador do meu prédio Hailey começou o interrogatório, mas fiquei em silêncio apenas ouvindo ela falar. Seria melhor eu responder assim que estivesse na segurança do meu apartamento.
- Será que agora você pode me responder? - Ela resmungou assim que entramos em casa. Larguei minha bolsa no sofá e sentei no mesmo em seguida, soltando um suspiro. Que merda que eu fui fazer...
- Eu cometi em erro, Hailey...
- Amiga, transar com o Justin Bieber não é erro. Erro é você me largar pra transar. - Ela falou se largando no outro sofá.
- Me desculpa, sério mesmo. Eu não queria que isso tivesse acontecido.
- Mas é claro que te desculpo, Liv! - Ela jogou uma almofada em mim e eu ri. - Mas me conta como isso aconteceu.
- Sabe a hora que eu saí pra ir no banheiro? - Ela negou e eu revirei os olhos. - Tá, mas enfim, eu saí pra ir no banheiro e na hora que voltei encontrei com Justin no corredor. Então, não sei por que, mas ele me chamou pra ir conhecer um lugar da casa. - Ela fez uma cara maliciosa.
- O quarto dele?
- Não! - Falei rindo. - Era uma espécie de jardim de inverno, um lugar muito bonito no último andar. Nós ficamos conversando por pouco tempo e decidimos voltar, mas quando estávamos quase entrando na sala que vocês estavam ele me agarrou e aconteceu o que você já imagina.
- Olivia, já disse que você é sortuda?
- Não era pra isso ter acontecido, Hailey...
- E por que não? Você é solteira, não tem nada que te impeça.
- Eu me apego muito fácil as pessoas, não posso me envolver muito com ele...
- Ah, Liv, para com isso. Você não vai se apegar a ele, foi só um sexo.
- Agora foi só sexo, mas eu tenho medo de me aproximar mais e mais dele e acabar criando algum tipo de sentimento além da amizade.
- Eu acho bobeira toda essa sua preocupação, mas você sabe o que faz... - Falou.
- Os amigos do Justin falaram algo ontem? - Perguntei mudando um pouco o assunto.
- Mas é claro! Ryan e Khalil ficaram zoando, mas a Hailey não curtiu muito as brincadeiras não. Ela sente algo pelo Justin.
- Como você sabe disso?
- Ela foi embora com a Kendall pouco tempo depois que perceberam que vocês dois tinham sumido. Eu perguntei o que tinha de errado aí ela falou "é que eu sou uma idiota" e foi embora. Depois eu perguntei para o Ryan o que ela tinha e ele me contou que a Hailey gosta do Justin e até já disse pra ele, mas o Justin não quer se envolver com ninguém.
- Porra Hailey, eu só faço merda. A garota deve estar me odiando.
- Ryan também disse que não era pra se preocupar porque ela só fica com raiva na hora, mas depois passa.
- Eu espero... Mas e depois, o que aconteceu?
- Eu fiquei jogando com os meninos mas eles logo pegaram no sono, então o Hugo me apresentou pra Anne, que é a governanta da casa, e ela arrumou um lugar para que eu pudesse dormir. Ainda bem que ela estava lá porque senão eu ia invadir o quarto do Justin e acabar com a festinha de vocês. - Não pude deixar de rir, Hailey não era normal às vezes. - Eu vou pra casa agora pra descansar um pouco, depois nos falamos. - Ela me abraçou e então caminhou para fora do apartamento.
Eu continuei jogada no sofá, com meus pensamentos fixos em Justin e no que aconteceu. Ainda não tinha caído a ficha e provavelmente demoraria um tempo até eu aceitar isso. Me envolver com Justin é a última coisa que eu quero no mundo, não preciso ter toda aquela atenção em mim.
Após criar coragem, levantei do sofá e fui até o banheiro, onde tomei um banho longo e relaxante. Eu estava precisando muito disso. Depois coloquei uma roupa confortável e fui para a cozinha procurar algo para comer.
Enquanto preparava meu café da manhã ouvi a campainha tocar e pensei que fosse meu pai, então preparei um enorme discurso para o caso dele ter descoberto que eu passei a noite na casa do Justin, mas ao olhar pelo olho mágico da porta, vi que não era quem eu estava esperando. Justin estava parado ali, encostado no batente da porta e olhando para baixo. Pensei duas vezes antes de atender, mas decidi que abrir a porta era o certo a se fazer.
- Oi. - Ele disse assim que abri a porta.
- Oi. - Falei tentando não olhar dentro dos seus olhos. Eu estava envergonhada.
- Posso entrar? Preciso conversar com você. - Dei espaço para ele entrar e ele caminhou até o sofá, onde ele sentou antes mesmo de eu falar que ele podia. Eu então sentei no outro sofá e fiquei esperando que ele começasse a falar, já que eu não sabia como fazer isso. - Acho que nós nos precipitamos um pouco ontem. - Ri fraco.
- Você acha? Nós passamos dos limites, Justin. - Ele assentiu.
- Eu não sei o que me deu ontem, eu... me senti muito atraído por você. - Falou. - Não quero que as coisas fiquem diferentes entre nós por causa do que aconteceu. Não quero perder sua amizade. - Suspirei pensando no que falar.
- Eu também não quero, mas você sabe que se aconteceu uma vez pode acontecer de novo e eu não quero isso. Não quero me envolver demais. - Ele ficou em silêncio, provavelmente esperando que eu falasse mais. - Só... só vamos tentar fingir que nada aconteceu. - Falei mesmo sabendo que isso seria algo difícil de esquecer. Não é todo dia que você transa com uma celebridade que por acaso também é seu amigo.
- Você sabe que não vai dar né? - Ele falou rindo. - Só vamos aceitar que tivemos o melhor sexo de nossas vidas. - Revirei os olhos sentindo minhas bochechas corarem um pouco.
- Eu to falando sério.
- Eu também. Pra que fingir? Aconteceu, nós dois gostamos e agora não dá mais pra voltar atrás. Eu só não quero que isso interceda na nossa amizade. - Continuei em silêncio pensando no que dizer. Por que as coisas pra ele tinham que ser tão fáceis? Ele nunca via problemas em nada. - Vamos, me prometa que isso não vai mudar nada na nossa amizade.
- Tá, eu prometo. - Ele sorriu. - Mas não vamos deixar as coisas chegarem ao ponto que chegaram novamente. - Ele assentiu.
- Só tenta não se entregar apenas com um beijinho. - Justin disse e eu senti meu rosto todo ficar vermelho, o que o fez rir.
- Você é um babaca! - Falei saindo da sala e indo para a cozinha para não ter que olhar em seu rosto. Eu devia estar igual um pimentão.
- Hey Liv, foi só uma brincadeira, não precisa ficar toda vermelha. - Ele disse rindo e me seguindo. - O que você tá fazendo?
- Waffles. Quer? - Ele negou.
- Não, to sem fome. - Me servi e sentei à mesa para comer. Justin sentou de frente para mim.
- Posso te fazer uma pergunta meio invasiva? - Ele assentiu. - O que rola entre você e a Hailey?
- Qual o motivo da pergunta?
- Minha amiga Hailey disse que ela foi embora assim que descobriu sobre... "nós". - Fiz aspas com os dedos.
- Ela sente algo por mim e fica assim toda vez que eu fico com alguém, mas eu não quero me envolver de novo com ela.
- Envolver de novo?
- É, nós já ficamos algumas vezes no começo da amizade, mas chegou num certo ponto que eu achei que era hora de parar, sabe? Esse negócio de amizade colorida não dá certo.
- Ela é boba de ficar aí sofrendo ao invés de curtir a vida também. - Ele assentiu.
- Eu penso o mesmo. Apesar de tudo, ela é minha amiga e eu quero ver ela feliz, mas não posso fazer algo só porque ela quer, ainda mais algo tão sério como um relacionamento. - Concordei.
- E aquela garota que não largava do seu pé que você me pediu ajuda pra se livrar dela? - Ele riu.
- Nunca mais me procurou! Ainda bem. - Ri.
- Às vezes eu me pergunto se você não tem um coração. - Ele riu.
- Eu tenho, mas ele tá muito cheio de família, amigos e fãs, então não posso deixar qualquer um entrar nele. - Fiz uma careta.
- Isso foi mais gay do que fofo. - Justin riu.
- Obrigada pela sua sinceridade.
Levantei da cadeira e coloquei a louça que sujei na pia, depois fui para a sala e Justin me seguiu.
- Vou pra casa dormir um pouco, depois a gente se fala. - Ele falou me dando um abraço.
- Ok. Até depois então.
- Até. - Disse e então foi embora, me deixando sozinha com meus pensamentos. Eu não conseguia parar de pensar em Justin e no quão estranho era o fato de não conseguir me afastar dele. Eu estava decidida a nunca mais vê-lo, de não me envolver mais ainda na sua vida, mas então ele aparece aqui com aquele jeito encantador e acaba com todos os meus planos. Justin Bieber, você é um idiota.
[...]
- Então, vamos ou não? - Justin perguntou pela milésima vez. Ele estava decidido a me fazer sair da minha casa quentinha para ir ao McDonalds só porque ele estava com vontade de comer uma comida gordurosa.
- Eu to com preguiça. Tá muito frio na rua. - Falei rodando na cama. Eu estava enrolada no cobertor assistindo um filme na televisão.
- Passo aí em cinco minutos. - E então a ligação foi finalizada. Bufei irritada e joguei o celular no outro lado da cama. Justin sempre conseguia tudo que ele queria.
Contei até dez mentalmente tomando coragem de levantar da cama e assim que chegou no dez eu levantei em um pulo, correndo até o guarda-roupa e vestindo a primeira calça jeans que achei. Depois peguei uma blusa de manga comprida, uma jaqueta de couro e uma botinha. Não iria fazer uma super produção pra ir no McDonalds só por causa da minha companhia. [outfit here] Peguei também um óculos escuro e coloquei dentro da minha bolsa, para o caso dos paparazzis apontarem aquele monte de flashes para nós.
Cerca de dois minutos após eu terminar de me arrumar a campainha tocou e eu fui até a porta, a abrindo e dando de cara com um Justin sorridente e vestido com uma roupa toda preta. Era incrível o fato de que ele conseguia ficar bem com qualquer peça de roupa que ele vestisse.
- Eu quero te matar por me fazer sair da cama só pra comer besteiras. - Ele riu enquanto eu trancava a porta de casa.
- É que você não tem noção do quanto eu preciso comer um hambúrguer.
- Não era mais fácil você pedir pra algum restaurante entregar um hambúrguer na sua casa?
- Bem que eu queria, mas minha mãe ordenou que Guadalupe não deixasse eu comer esse tipo de comida. - Ri. - Isso é constrangedor. - Ele me acompanhou nas risadas. - Mas falando sério agora. Esse tipo de comida não faz bem para as minhas cordas vocais.
- E você está tentando viver intensamente enquanto quebra as regras de não comer fastfood. Acertei? - Ele riu.
- Sim! Às vezes eu gosto de fazer algumas rebeldias desse tipo. - Ri novamente.
A porta do elevador abriu e nós o adentramos. Durante todo o percurso até o térreo ficamos em silêncio, mas não um silêncio constrangedor, era só aquele tipo de silêncio que ocorre quando se entra em um elevador. Justin estava ocupado jogando o cabelo para o lado e depois o arrumando novamente enquanto eu me divertia vendo essa cena.
- Segura a porta do elevador pra mim. - Ele falou assim que eu ia saindo.
- Pra que?
- Pra eu arrumar meu cabelo. - Revirei os olhos rindo e fiz o que ele pediu. Demorou apenas alguns segundos e então nós podemos caminhar até sua Lamborghini que estava parada em frente ao prédio.
- Ainda tenho que me acostumar com o fato de que cada vez nós saímos você tá com um carro diferente. - Falei enquanto Justin dirigia e ele riu.
- Você ainda nem conheceu todos eles.
- Acho que se nós sairmos mais... sei lá, umas vinte vezes, talvez eu consiga andar em todos.
- Vinte vezes é pouco ainda. - Nós rimos.
Justin então ligou o rádio, onde uma música do Calvin Harris tocava. Comecei a balançar minha cabeça enquanto admirava a paisagem do lado de fora, mas uma cena fez meu coração parar por um tempo. Era Nick. E Bethany. E eles estavam de mãos dadas.
- Tá tudo bem? - Justin perguntou, provavelmente percebendo que eu fiquei tensa.
- Sim. - Falei sem conseguir tirar os olhos dos dois, que agora estavam rindo de algo enquanto caminhavam para dentro do McDonalds. Não, não podia ser, eles não podiam ir para o mesmo lugar que nós.
- Você ficou tensa do nada.
- Não... não é nada. Só vamos comer logo. - Ele me olhou mas não disse nada. Justin parou o carro no estacionamento e nós saímos do mesmo, indo rapidamente para dentro do restaurante que estava super vazio. Não havia fila, então fizemos nossos pedidos rapidamente.
Logo após sentarmos em uma mesa no canto, onde atrairíamos menos atenção, eu pude ver Nick e Beth numa mesa afastada da nossa, conversando sobre algo que eu não podia ouvir. Não conseguia acreditar que eles estavam juntos, eles não podiam ter feito isso comigo.
- Liv, dá pra me contar o que tá acontecendo? - Justin falou me fazendo desviar o olhar dos dois e passar a olhá-lo. Suspirei.
- Tá vendo aqueles dois ali? - Fiz um sinal com a cabeça na direção deles e Justin virou a cabeça para trás para olhar onde eu indiquei.
- O casalzinho que não para de rir? - Assenti. - Que que tem?
- Meu ex-namorado e minha ex-melhor amiga. - Os olhos dele arregalaram um pouco e ele me olhou em confusão.
- Tá brincando! - Dei um sorriso sem vida.
- Bem que eu queria.
- Que babaca! E que vadia! - Ele falou me fazendo rir. - Nós podemos ir para outro lugar se você quiser. - Neguei com a cabeça.
- Não precisa. Tenho que superar isso, aliás já se passaram umas duas semanas desde que tudo aconteceu. - Falei. - E isso me lembra uma coisa.
- O que?
- No dia que eu vi eles se beijando, eu acabei sendo uma idiota e fui pra casa do Nick depois. - Ele fez uma cara de nojo.
- Foi idiota mesmo.
- Tá, eu sei, não precisa confirmar. - Ele riu. - Aí quando eu estava indo pra casa vi uma movimentação em frente à uma boate e decidi parar pra olhar o que era, então eu percebi que era uma celebridade já que tinha, sei lá, uns 15 paparazzis enlouquecidos.
- Só falta você dizer que era eu. - Ri assentindo.
- Sim, era você mesmo. Estava com aquela sua Ferrari branca. Foi um dia antes da gente se conhecer.
- Cara, só pode ser o destino! - Ri novamente.
- Eu estava do outro lado da pista, aí depois que você fez o retorno e mudou pra pista que eu tava passou na minha frente, abaixou o vidro do carro e acenou.
- Eu lembro disso! Sério que era você? Eu achei que era uma fã já que estava chorando e olhando o tempo todo pra mim.
- Foi isso que eu imaginei.
- Então nós nos conhecemos antes mesmo de nos conhecermos. - Ri.
- Isso foi confuso, mas tá certo. Eu também já vi você algumas vezes na rua antes desse acontecimento, mas nunca parei pra pedir foto.
- Azar o seu. - Revirei os olhos rindo.
- Não perde uma oportunidade de se gabar.
- Mesmo se eu não fosse famoso, eu poderia me gabar, porque olha pra mim... eu sou um pedaço de mau caminho. - Ri alto dessa vez, mas não respondi. Ele tinha razão, mas eu não ia dizer isso pra ele, até porque eu já me sentia um pouco envergonhada perto dele às vezes por causa do que aconteceu entre nós. - Vamos tirar uma foto?
- Nem pensar.
- Nossa, que grosseria. Por que não?
- Por vários motivos, mas principalmente porque não quero meu lindo rostinho nas suas redes sociais.
- Eu não vou postar.
- Eu sei que vai. - Ele riu.
- Eu estou falando sério. É só uma foto de recordação.
- Tá, mas só uma. - Ele concordou. Então ele levantou de onde estava sentado e sentou do meu lado, passando um dos seus braços por cima do meu ombro e me puxando para mais perto de si.
- Sorria! - Disse e bateu a foto. Ele voltou para o seu antigo lugar e começou a mexer em algo no celular.
- Justin, não posta. É sério.
- Não estou postando. - Falou sem me olhar.
- Deixa eu ver a foto.
- Toma. - Me entregou o celular e eu sorri vendo a imagem na tela. Justin estava fazendo uma careta enquanto eu sorria. Era uma foto muito bonitinha. - Ficou muito boa, não acha? - Assenti.
- Claro que ficou, eu estou nela.
- Acho que você está passando tempo demais comigo. - Nós rimos. - Vamos embora? Daqui a pouco começa a chegar paparazzis. - Assenti.
- Sim, esse lugar não está sendo bem frequentado. - Falei olhando para Nick e Bethany e Justin riu. Acho que os dois não tinham nos notado aqui.
Nós levantamos dos nossos lugares e eu comecei a caminhar para a mesma porta que nós entramos, mas Justin foi para a outra porta e parou no meio do caminho para me esperar. Se eu passasse por aquela porta teria que passar na frente do casalzinho. Sem chances.
- Eu não vou por lá. - Falei quando Justin reparou que eu não saí do lugar e voltou até mim.
- Vem, por favor.
- Pra que isso? Por que simplesmente não passamos por essa porta e vamos embora? - Disse apontando para a porta que eu queria passar.
- Mostra pra eles que você está feliz, vamos lá. - Continuei parada com os braços cruzados na frente dele decidida a não segui-lo. - Vem. - Me puxou pelo braço e como eu era mais fraca que ele não consegui voltar. Ok, já que eu ia passar por ali, não ia parecer uma fracassada. Levantei minha cabeça e me passei pela pessoa mais orgulhosa do mundo.
Senti Justin segurar meu braço novamente, mas dessa vez não com força, ele segurou fraco e foi deslizando sua mão até encontrar a minha. Então nossos dedos foram entrelaçados e eu perdi toda aquela imagem que eu tinha feito minutos atrás, eu só queria me jogar nos braços daquele homem. Eu nem lembrava mais o que estava acontecendo, só fui lembrar quando sem querer meu olhar cruzou com o de Nick, que estava olhando com perplexidade para minha mão entrelaçada na do Justin. Bethany não estava muito diferente. Sua boca estava aberta e ela não tinha reação.
- Vocês querem uma foto? - Ouvi Justin perguntar e senti vontade de rir, mesmo achando toda essa cena super ridícula.
- É... não, não. Obrigada. - Bethany respondeu primeiro, saindo do "transe". - Oi, Liv. - Falou agora me olhando e eu revirei os olhos, puxando Justin pela mão para fora do McDonalds.
Assim que saímos ele começou a rir muito alto e eu o acompanhei.
- Isso foi ridículo, mas tenho que admitir que foi engraçado. - Eu disse enquanto nós começávamos a caminhar até o carro, com Justin ainda rindo.
- Você viu a cara deles? Estavam parecendo duas múmias.
- Sim! E o pior de tudo foi aquele "Oi, Liv". Falsa!
- Você tem é sorte deles terem saído da sua vida. Não valem a pena. - Concordei com ele.
Então ficamos em silêncio e eu pude reparar que ainda estávamos de mãos dadas. Não separei nossas mãos até chegarmos no carro. E Justin também não.
[...]
- Está entregue. - Justin falou assim que parou o carro em frente ao meu prédio.
- Obrigada pelo passeio. Foi divertido.
- E você não queria vim. Quando eu te chamo pra ir em algum lugar você tem que aceitar na hora. - Revirei os olhos rindo.
- Para de ser tão idiota. - Ele riu.
- Então... boa noite. - Disse e sorriu. - E até amanhã.
- Até. - Sorri também.
Já estava me preparando para sair do carro quando seus braços me envolveram em um abraço. Sorrimos quando nos separamos e eu pude sair do carro e subir para o meu apartamento. Ao deitar na cama para dormir meus pensamentos pararam nele e no quanto ele era incrível. Nessa noite eu tive uma certeza: mesmo com a vida intensa que ele leva, eu não queria me afastar nunca dele.



Ooooi!
Podem me xingar por ter demorado tanto, mas esse capítulo ficou tããããããão fofinho <3 To shipando muito esse casal hahaha Aliás, qual deve ser o nome do casal? O certo seria Jolivia, mas vocês podem dar ideias nos comentário :D
E o que foi aquele vídeo do Justin pro Comedy Central? To morrendo kasjdlsdnslksdj Não me lembro de quando foi que ele ficou tão gostoso assim
E obrigada pelos comentários no capítulo 8 <3
Também gostaria de avisar que to aceitando afiliados. Quem quiser é só me colocar como afiliado no seu blog que eu te coloco aqui ;)
Vou deixar minhas redes sociais no final do post. Me sigammmm hahaha Se quiserem que eu siga de volta em alguma delas é só deixar seu user aqui nos comentários.
Por hoje é isso gente, até o próximo capítulo ;*

Divulgando:
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Redes sociais:

15/02/2015

Envia sua fanfic: Animals

10 comentários: | |
Nome da autora: Ela não deixou nome, apenas colocou "Amélie Poulain", que obviamente não é o nome dela haha.
Idade: 15 anos
Blog: Ela deixou o blog fanfics-bizzlee.blogspot.com, mas ele não existe :(



- Isso querida, você esta linda. – Sussurrei acariciando delicadamente sua face gélida, após colocar o vestido favorito de minha falecida esposa em Lana. Nos olhos dela lágrimas de angústia se acumulavam, mas seu corpo continuava inerte, com o remédio que apliquei em sua veia ela ficaria quieta por um longo tempo.
- Você vai gostar de ser minha esposa. –Sussurrei outra vez.
Capturar Lana foi algo que me custou muito tempo, caçá-la me exaustou. Há meses venho analisando-a, vendo como ela se parecia com minha esposa, como ela era linda e delicada como Emma, a semelhança me assustava, a semelhança me fazia crer que Deus não tirou Emma de mim, e que ela ainda estava ali, no corpo de Lana. Mordi o lábio superior e me levantei, enquanto seus olhos me acompanhavam. Limpei a testa que respingava suor e observei minha obra de arte, observei minha boneca  de porcelana e esposa. A minha mercê, sendo completamente minha. Lembro-me a quanto tempo venho tentado, a quanto tempo venho esperado por isso, das noites em que a observei sair do estúdio de dança, das noites em que a observei dormir em seu quarto. Ela tinha uma mania, deixava as chaves de baixo do tapete e em seguida se certificava de que havia fechado a porta e que não passava ninguém na rua. Há um mês consegui tirar uma cópia daquela chave, e depois a coloquei no lugar. Então as melhores madrugadas eram quando eu a observava dormir, tinha sempre um sono pesado, não acordava com nem um barulho que eu fazia, e o melhor, gostava de dormir nua.
Mas havia um problema, um porém, um entretanto, um erro de cálculo que impediu desde o começo que eu me aproximasse. Lana fez a merda de ter um namorado, e ser fiel a ele, mas Emma me amava, então Lana teria de me amar também, Lana tem que ser minha, sem nem um porém. Lana tem que pertencer a mim, e ser minha boneca. Agora que consegui pegá-la, ela deve agir como Emma, e não Lana.
Respirei fundo, meus planos para Lana seriam postos a mesa neste momento, eu a reeducaria, e a partir de agora Lana não existiria mais, e sim Emma.
Ouvi a campainha tocar, os olhos de Lana pareceram criar algum tipo de esperança. Neguei com a cabeça e caminhei até ela dando-lhe um leve beijo nos lábios.
- Fique tranquila querida, ninguém vai te levar daqui. – Fechei os olhos ainda com a face junto a sua, sua respiração estava lenta, seu peito quase não se movia. Acariciei pela ultima vez sua face ao abrir os olhos.
- Eu te amo Emma, ninguém nunca mais vai tirar você de mim.
Me levantei, esfreguei as mãos nervosamente pensando quem poderia ser e caminhei até a porta. Após sair a tranquei e enfiei as chaves no bolso, subi as escadas que dava para o porão. Eu tinha um quarto subterrâneo feito exatamente para ela, no caso de que se ela gritasse ninguém poderia ouvi-la. E se um dia a procurassem aqui, ninguém saberia que poderia haver um quarto de baixo do porão. Passei as mãos no rosto e subi as escadas caminhando o mais rápido até a porta ouvindo o grunhido assíduo da campainha. Olhei no olho mágico e pude ver a imagem de mamãe, suspirei aliviado e abri a porta.
- Justin. – Ela ofereceu-me um pequeno sorriso enquanto acolhia-me em um abraço.
- Oi mãe.
- Está tudo bem? – Indagou enquanto adentrava em casa. Fechei a porta atrás da mesma.
- Sim mãe, o que esta fazendo aqui? Eu já disse que preciso de um tempo pra mim, preciso ficar um tempo sozinho.
- Você disse isso a dois anos Justin, você não acha que é tempo o suficiente pra superar? Seguir em frente.
- Não, eu não sei se quero superar. – Cocei os olhos sentando-me no sofá. Era a terceira vez só aquele mês que ela vinha com esse papo, eu não preciso seguir em frente, eu devo continuar exatamente de onde parei.
- Querido você precisa seguir, você não pode perder a vida isolado. Por que não volta pra cidade? Lá você pode se reanimar, mas aqui, aqui você não tem nem uma companhia, nem um vizinho, e o único mercado é a meia hora de carro. Você precisa de um novo começo meu filho, eu marquei uma consulta pra você em um médico que a minha amiga recomendou, eu preciso que vá.
- Eu não preciso de porra de médico nenhum, eu preciso da Emma mãe e se a senhora não entende eu quero que vá embora da merda da minha casa e me deixe em paz, me deixe não superar em paz.
- Eu não posso deixar que se deixe levar assim, você tem vinte e oito anos, e esta perdendo a vida apenas aqui, isolado de tudo, afastando seus amigos, as pessoas, seus primos.
- A Emma morreu por minha causa mãe. – Sussurrei, era minha culpa sempre foi minha culpa, eu aceitei deixá-la dirigir aquela noite, eu bebi o suficiente para que ela quisesse dirigir, eu estraguei tudo, e não merecia continuar uma vida sem ela. Eu precisava dela, sempre precisei, Emma foi meu verdadeiro começo, e seria meu fim.
- Não Justin, não foi, e você sabe disso. Sabe que não teve culpa.
- Eu quero ficar sozinho mãe, por que você perde seu tempo dirigindo até aqui? Por que? Sabe que não quero que venha, sabe que não preciso.
Escorei meus cotovelos nas pernas e pus as mãos no rosto impaciente. A presença de qualquer tipo de pessoa me incomodava, não suportava ficar mais de alguns minutos conversando com alguém, eu só queria estar com Lana, só queria conversar com ela, vesti-la, tê-la, cuidar e ama-la, era tudo que eu queria.
- A Emma não gostaria que fizesse o que esta fazendo, ela de onde esta quer que você seja feliz.
- Vai embora. – Tirei as mãos do rosto cheio de seu falatório, que era sempre o mesmo, seu monólogo que ela sempre ensaiava antes de vir pra cá no carro, nunca mudava, nem uma palavra, era sempre a mesma ladainha.
- Justin...
- Vá embora, eu quero sossego, é por isso que vim para cá, pra ter sossego. – Grunhi pausadamente.
Levantei-me e caminhei até a porta, mordi o lábio superior e apontei para fora.
- Vá embora.
- Eu sou sua mãe, você não pode falar assim comigo. – Seu olhar empático e maternal havia sumido, apenas a expressão de indignação tomava sua face.
- Não posso? Então olha só “Vai embora da merda da minha casa, eu preciso ficar sozinho”. – Falei impassível.
Ela tomou a bolsa, empertigou as costas se levantando e seus olhos brilharam enquanto caminhava até mim.
- Se você continuar assim, eu vou internar você Justin.
Ela murmurou antes de sair, respirei fundo e bati a porta a trancando, sem importar-me com o fato de que estava escurecendo. Por mim ela é que poderia sofrer o acidente e assim em fim eu teria um descanso, eu teria paz.
Caminhei de volta ao quarto de Lana, ela continuava na mesma posição, fitando o teto, inerte, vestida pelo vestido mais gracioso de Emma, sendo Emma a cada minuto que passava. Fechei a porta atrás de mim, sorri. Desde que Emma morreu conseguir ter Lana foi a melhor coisa que já me aconteceu, foi a única coisa que me fez realmente feliz, me fez sorrir de verdade.
Caminhei até o tocador de vinil ao lado da cômoda que haviam as roupas de Lana e coloquei um disco para tocar, eu gostava de ouvir música enquanto tinha meus momentos com Lana.
Sentei-me na beirada da cama e a olhei, era impossível não ver Emma ali, fui presenteado com certeza e precisava conceber aquele presente.
Inclinei-me em sua direção e puxei o zíper de seu vestido, que abria do lado. Delicadamente deixando nua a lateral de seu corpo inerte, em seguida a segurei para tirar seu vestido completamente, liberando seus relativamente robustos e redondos seios. Molhei os lábios e os admirei, eram firmes e duros, seus mamilos rosados instintivamente se endureceram, com meu toque. Tirei os sapatos, e me deitei na cama, subindo em cima de seu corpo com cuidado.
- Querida eu não gosto que me olhe assim. Se continuar me olhando assim, serei obrigado a te castigar.  
Inclinei-me até seus lábios molhados pelas lágrimas e beijei-a com astúcia, seu corpo estava gelado, parecia que ela estava morta, mas seu coração batendo me dava a certeza de que nada acontecia. Enfiei a língua em sua boca e acariciei seus seios, mesmo inerte eu sabia que ela estava reagindo ao meu toque. Apertei com mais força seus seios e entrei em meio a suas pernas.
Meu membro já crescia dentro das calças, eu precisava estar dentro dela, pois nos dávamos bem quando eu me mantinha dentro dela. Era como se fossemos Emma e Justin outra vez.
Beijei seu queixo e desci até seu pescoço, em seguida deslizando a língua por sua clavícula. Um gemido baixo ecoou por sua boca. Parei o que estava fazendo e a olhei
- Esta sentindo isso meu amor? Eu só quero comer você viva. – Ofereci-lhe outra vez um sorriso
Desci mais uma vez até seus seios, e abocanhei o esquerdo enquanto apalpava o direito, com a boca mordia seu mamilo, enquanto com a mão apertava-o sentindo os mesmo ficarem cada vez mais duros, reagindo ao meu toque, agora ela estava morna. Apertei-os com mais força e outra vez ouvi um gemido ecoando de sua boca, meu maior prazer era ouvi-la gemer e quando estava fora de substâncias, gritar para que eu parasse.
Sentei-me ao seu lado tirando a camiseta e em seguida minha calça moletom e minha cueca, liberando meu pau já ereto e pronto para Lana.
Voltei a ficar em cima de seu corpo, mas dessa vez eu me direcionei até sua calcinha.
Levantei e passei o nariz na mesma sentindo seu aroma tão delicado quanto a própria. Molhei os lábios e afastei com os dedos sua calcinha para o lado, deixando sua intimidade totalmente úmida e exposta para mim. Sem esperar mais passei a língua em suas extremidades, e com o polegar esfreguei seu clitóris. Fechei os olhos e deixei-me levar pela onda de prazer, deixei-me levar por Lana e seu gosto idêntico ao de Emma. Outra vez um gemido, eu a tinha na hora do sexo, e ele se renderia a mim, logo logo. Mas por algum motivo o prazer era maior quando ela resistia. Abri mais suas pernas e continuei com os movimentos até que ela gozasse, lambi cada canto de sua intimidade e subi até seus lábios lhe dando um beijo, a fazendo sentir seu próprio gosto. Seus olhos ainda brilhavam de lagrimas, dando-me mais prazer ainda.
Segurei meu membro ereto e rocei-o em sua entrada.
- Você será minha esposa querendo ou não, você será Emma querendo ou não, e não pense que resistindo me tirará o tesão. Pelo contrário, eu gosto de ser seu predador.
A penetrei sem dó, fortemente, vendo seu rosto sem expressão ter vontade de se contrair. Agarrei nas barras de ferro da cama e continuei com mais força, sentindo-me extraordinário dentro dela. Eu precisava dela, precisava da minha Emma, e Lana seria de agora em diante minha esposa. Esse era o nosso final, Emma nunca morreu de verdade, sempre esteve viva em Lana. Minha boneca de porcelana.

Notas finais da autora: Essa fanfic foi baseada no clipe e na música Animals. A personagem principal se chama Lana mas não é relacionado a cantora Lana Del Rey, foi criada apenas em um momento de tédio e a escrita esta um bocado meia boca por ser minha primeira oneshot.

08/02/2015

All Yours: Capítulo 8 - Your body is a wonderland

13 comentários: | |
"E se você quiser amor nós o faremos, nadando um mar profundo de cobertores. Pegue todos os seus grandes planos e quebre-os, isso vai demorar."
(Your Body Is A Wonderland - John Mayer)

Ok, não vou mentir pra vocês falando que eu não estava nervosa com esse negócio de ir na casa do Justin. Eu estava sim. E muito.
Eu já estava pronta e Hailey tagarelava sem parar enquanto tirava e colocava roupas. Ela estava muito animada em conhecê-lo.
- Hailey, daqui a pouco o Justin chega. - Falei enquanto olhava as horas no meu celular. - Não precisa se arrumar muito, não vai ter demais.
- Como você pode falar isso! É o Justin Bieber! - Revirei os olhos. Ela estava parecendo uma adolescente louca.
- Grande coisa. Quando você conhecer ele vai ver que ele é tão normal como qualquer outra pessoa. - Disse. - Agora anda logo, não quero fazer ele ficar esperando. - Levantei de onde estava sentada e fui pra sala. Maldita hora em que fui chamar Hailey pra ir. Ela estava enlouquecendo!
- To pronta, calma. - Falou me seguindo.
- Quem tá precisando de calma não sou eu. - Ela deu uma risada irônica.
- Será que ficaria muito estranho se eu pedisse uma foto com as pessoas que estarão lá? - Perguntou.
- Ficaria sim. Hailey, por favor, age naturalmente. Deixa pra surtar quando chegarmos em casa. Justin tá confiando em mim que não vou levar nenhuma maluca. - Ela riu.
- Tá bom, mãe. Eu vou agir naturalmente, prometo. - Assenti sorrindo. - Nunca que eu ia imaginar que Justin Bieber te chamaria pra uma reunião de amigos na casa dela.
- Nem eu. - Falei. - É legal saber que ele confiou em mim a esse ponto. Eu até agora não consegui entender o porque disso.
- Deve ser porque ele teve a oportunidade de conhecer a ótima pessoa que você é. - Ela falou e eu sorri.
- Obrigada. É bom ouvir isso. - Ela sorriu em resposta.
Após isso o telefone fixo tocou e eu o atendi. Era o porteiro avisando que "aquele tal de Justin Bieber" estava me esperando lá embaixo.
- Ele chegou. - Falei pegando minha bolsa e a chave de casa.
- Ai meu Deus. - Hailey falou nervosa e eu ri. Pra que isso tudo?
Nós saímos e eu tranquei a casa. Enquanto esperávamos o elevador eu ficava falando pra Hailey não surtar e agir normalmente, o que ela prometeu que faria.
Logo após sairmos do elevador, já podíamos ver o carro do Justin parado em frente o prédio. Era o mesmo carro que ele estava usando hoje à tarde.
- Ai meu Deus, olha esse carro. - Ela falou baixo e eu ri. Não podia negar que era engraçado vê-la desse jeito.
Justin abaixou o vidro do carro e acenou sorrindo enquanto Hugo abria a porta para nós entrarmos.
- Obrigada, Hugo. - Falei e ele sorriu.
- Sem problemas.
Eu entrei no carro primeiro, de modo que fiquei no meio, e Hailey entrou depois. Justin me abraçou assim que eu entrei e devo admitir que ele cheirava muito bem.
- Achei que ia te encontrar de pijama falando que não ia mais. - Ele falou assim que nos separamos e eu gargalhei.
- Achou errado, Bieber. - Ele riu assentindo. - Essa aqui é minha amiga Hailey.
- Oi, Hailey! - Falou a cumprimentando. - Tudo bom?
- Tudo! - Falou um pouco animada demais e eu me segurei pra não rir. - E você?
- Estou ótimo! Obrigada por perguntar. - Ela sorriu. - Khalil pediu pra eu te passar uma mensagem.
- O que?
- "Cara, fala pra ela esquecer aquela imagem de mim bêbado. O que ela deve tá pensando de mim?" - Ri alto quando ele terminou de falar.
- É, eu não to pensando as melhores coisas sobre ele. - Justin riu.
- Ele é legal, vocês vão ver.
[...]
Meu queixo caiu quando chegamos na casa do Justin. Parecia que eu estava entrando em algum desses filmes futurísticos. A casa era toda de vidro e eu não conseguia ter ideia de quantos andares havia, mas eu tinha certeza que poucos não eram. Nunca tinha entrado em uma construção tão bonita.
Assim que nós entramos no primeiro cômodo, que era a sala de estar, pudemos ouvir uma gritaria em algum lugar da casa. Justin nos levou até uma espécie de salão de jogos, local de onde vinham os gritos.
- JB! - Um cara loiro gritou vindo até nós e passando um dos braços por cima do ombro do Justin. - Que bom que chegou. Nós estávamos em uma discussão importante e precisamos da sua opinião.
- Ryan. - Justin falou. - Posso apresentar minhas convidadas? - Ele disse balançando a cabeça em nossa direção, o que fez todas aquelas pessoas que estavam ali prestarem atenção em nós. Eu quase saí correndo dali com vergonha e acho que Hailey não estava muito diferente de mim.
- Ah sim, foi mal. - O tal Ryan disse agora nos olhando.
- Então pessoal, essas aqui são Olivia e Hailey. - Ele falou. - Esses aqui são Khalil, essa loira também é Hailey, aquela é a Kendall, esse é Hugo e esse que vocês acabaram de conhecer é o Ryan, mas pode chamar ele de Butsy. - Ri com o apelido. Quem chama o amigo de "peituda"?
- Hm... oi gente. - Hailey, a minha amiga, foi a primeira a se pronunciar. Eu até ia dizer algo depois, mas o Khalil levantou do sofá e veio até mim.
- Olha, eu sei que você não teve uma boa primeira impressão minha, mas eu juro que não sou daquele jeito quando to sóbrio. - Ele falou e eu ri.
- Tá tudo bem. - Khalil assentiu.
- Venham sentar com a gente. - Ele passou um braço por cima do meu ombro e o outro no ombro de Hailey e nos guiou para o grupo de amigos que estavam conversando antes da gente chegar. Eu e Hailey sentamos nos únicos lugares disponíveis, que era no sofá onde estava sentada a Kendall.
- Então, qual a discussão importante? - Justin falou se jogando em um dos pufes.
- Precisamos saber o que pedir pra comer. Até agora pizza está empatado com comida japonesa. - Ryan falou.
- Eu prefiro pizza, mas pede os dois.
- Você é o cara. - Ryan disse se afastando enquanto digitava algo no celular.
Os meninos então foram jogar sinuca e Kendall e a Hailey do Justin ficaram falando sobre o próximo desfile da Kendall. A minha amiga Hailey então se meteu no assunto, porque ela adorava assistir esses desfiles na internet e entendia, mas eu não sabia de nada, o que me fez ficar meio deslocada. Decidi me juntar aos garotos, mesmo não sabendo nada de sinuca também. Talvez eles estariam em um assunto legal.
- Ryan, você não sabe perder! - Justin disse rindo enquanto tomava alguma bebida que eu não sabia qual era.
- Olha quem tá falando. - Ryan disse. - Eu não perdi! Vocês armaram um complô contra mim. - Ele gritou, fazendo todo mundo rir.
- Mete o pé daí, Ryan. Minha vez. - Hugo falou empurrando Ryan, que bufou e entornou a bebida que estava em seu copo.
- O que está havendo? - Perguntei parando ao lado de Justin.
- Ryan perdeu mas não admite. - Justin balançou a cabeça na direção de Ryan, que agora comemorava algo que aconteceu no jogo. Ele não estava sóbrio.
- Acho que ele tá meio alterado. - Justin riu.
- Ele é fraco pra bebida. Você quer?
- O que é isso? - Perguntei olhando dentro do copo e vendo uma bebida vermelha.
- Um drink de morango que o Khalil fez.
- Quero. - Falei. - Onde fica o banheiro? - Perguntei.
- Na porta em frente à essa sala. - Assenti e ele se afastou para buscar a minha bebida.
Saí da sala e abri a porta de madeira à minha frente. Perdi alguns segundos olhando o enorme cômodo no qual eu entrei e então fiz o que tinha que fazer. Ao sair aproveitei que estava sozinha para olhar o corredor, o qual havia muitas portas, inclusive uma que me chamou atenção. Era uma porta dupla metálica que logo eu reconheci como um elevador. Fiquei imaginando o quanto essa casa deveria ser grande.
- O que houve? - Ouvi a voz de Justin e me assustei, o que o fez rir. Ele estava no começo do corredor e vinha caminhando na minha direção.
- Nada. - Falei sorrindo.
- Isso é um elevador mesmo. - Ele disse. Provavelmente me viu olhando para aquela porta.
- É, eu imaginei. - Ri. - Você mora em um palácio. - Falei brincando e ele riu.
- Vem comigo, deixa eu te mostrar uma coisa. - Ele me puxou pela mão e paramos em frente à uma escada, a qual começamos a subir.
- Por que não subimos de elevador? - Falei já na segunda escada.
- Porque sou claustrofóbico. - Ri baixo enquanto ele continuava me puxando. Nós subimos mais uma escada e paramos em frente à uma menor e mais estreita.
- Me diz que essa é a última. - Ele riu, mas não me respondeu.
Apertou um interruptor e as luzes se acenderam, o que me deixou mais curiosa e me fez acelerar os passos para chegar até o topo da escada. Não era nada luxuoso, mas era muito bonito, uma espécie de jardim de inverno, com muitas plantas, uma fonte e alguns bancos. Era todo de vidro e super silencioso.
- Esse é um dos meus lugares favoritos da casa. - Justin disse sentando em um dos bancos.
- É incrível. - Sentei ao seu lado. - Foi você que teve essa ideia?
- Não, essa casa é alugada, já tinha isso quando eu me mudei, mas eu descobri tem pouco tempo. Nunca tinha reparado que tinha uma escada a mais. - Falou. - Esse é o melhor lugar pra pensar e compor.
- Imagino. Se eu tivesse um lugar como esse ficaria nele o tempo todo. - Justin riu.
- É mais ou menos o que eu faço. - Disse e então ficamos um tempo em silêncio até ele se pronunciar. - Sabe... eu fico muito feliz em ter te conhecido. - Eu o olhei sem reação. Onde ele estava querendo chegar com essa conversa?
- Obrigada. Também gostei de te conhecer. - Falei.
- Não, é sério. Eu demoro muito tempo até conseguir confiar em alguém, mas com você as coisas fluíram tão naturalmente.
- Exatamente o que eu penso. Eu nunca tinha contado sobre a minha mãe pra ninguém e até agora não sei o que me levou a fazer isso. - Ele sorriu.
- Isso é estranho né? - Assenti. É, isso era muito estranho. Toda essa aproximação e confiança ocorreram de uma hora pra outra e mesmo eu não tendo certeza se devia seguir em frente com isso, algo me dizia que era o certo a se fazer. Sua presença me fazia bem e me causava sensações boas, isso eu não poderia negar. - Vamos voltar? Os outros já devem estar se perguntando de nós.
- Hailey deve estar brava que eu a deixei lá.
- Quando eu saí de lá ela estava jogando com os outros. - Ele levantou e eu fiz o mesmo. Desci a escada na frente e ele veio atrás de mim logo após apagar a luz. Descemos todas as outras três escadas e um pouco antes de chegarmos até a sala onde os outros estavam, Justin segurou meu braço.
- O que foi? - Perguntei o olhando com a sobrancelha arqueada. Ele não me respondeu, apenas ficou me olhando por alguns segundos. Já estava começando a achar que tinha algo de errado comigo quando ele me empurrou até a parede e juntou nossos lábios com urgência. Meus olhos se arregalaram e eu demorei até raciocinar o que estava acontecendo. Meu corpo todo se arrepiou e eu já estava quase o empurrando quando sua língua adentrou minha boca. Nesse momento eu já não sabia de mais nada do que estava acontecendo e muito menos se eu devia parar, só o que eu sabia era que aquilo era bom, muito bom, e eu poderia beijá-lo durante muito tempo.
Assim que o ar faltou, seus lábios foram de encontro ao meu pescoço, onde ele distribuiu beijos e algumas mordidas de leve, o suficiente para eu sentir minhas pernas amolecerem. Eu desabaria caso ele não estivesse me segurando tão forte.

Justin POV
O que eu estava fazendo? Eu não sabia, não fazia a mínima ideia, eu só sabia que precisava sentir o corpo daquela mulher contra o meu mais do que tudo que já quis na minha vida. Nada se passava na minha cabeça enquanto eu a beijava, só conseguia pensar em seu corpo, no quanto ele parecia incrível mesmo coberto com todas aquelas roupas.
Um gemido baixo e rouco saiu de sua boca quando eu dei um chupão em seu pescoço, que com certeza deixaria marcas. Esse som foi o suficiente para eu sentir meu amiguinho lá de baixo dar sinal de vida. A peguei no colo e ela entrelaçou suas pernas na minha cintura, então caminhei até aquela porta metálica que eu nunca usava. O elevador demorou poucos segundos até chegar no primeiro andar, mas quando chegou eu entrei nele rapidamente, apertando o botão do quarto andar em seguida.
- O que nós estamos fazendo, Bieber? - Ela perguntou baixo após separarmos nossos lábios para buscar um pouco de ar. Olhei em seus olhos e sorri.
- Eu também não sei, Liv. - A chamei por seu apelido pela primeira vez e ela sorriu, provavelmente reparando isso. Então a beijei novamente, sentindo ela remexer sua cintura me causando um enorme prazer.
Meu quarto era o único cômodo daquele andar então eu não errei a porta. As luzes se acenderam assim que nós entramos. Fechei a porta com o pé e a tranquei, pois não queria ninguém atrapalhando o que estava prestes a acontecer.
Sentei na cama com Olivia ainda em meu colo e ela separou nossos lábios, me empurrando na cama. Sorri com o ato e coloquei meus braços atrás da cabeça, deixando que ela tomasse o controle.
Olivia engatinhou por cima de mim até juntar nossos lábios novamente e enquanto nos beijávamos suas mãos foram ágeis em tirar a minha camisa. Ela tentou ser discreta, mas eu pude ver ela me analisando e depois mordendo o lábio inferior.
Nos virei na cama, agora ficando por cima. Não gostava de que me controlassem por muito tempo. Me encaixei entre suas pernas de modo que nossas intimidades se esbarrassem por cima daquele monte de pano, então a beijei novamente e levei uma das minhas mãos até um dos seus seios, o massageando e ouvindo seu gemido mais uma vez. Cara, ela estava me enlouquecendo!
Removi sua blusa e seu sutiã com rapidez e deixei meus lábios tocarem levemente seus seios, sentindo eles se enrijecerem imediatamente. Suguei um deles com vontade enquanto massageava o outro e ela gemia cada vez mais, me deixando cada vez mais excitado.
Após me certificar que seus dois seios estavam bem enrijecidos, fiz um caminho de beijos até o cós de sua calça, desabotoei-a e a tirei com rapidez, deixando Olivia apenas com uma calcinha preta, que também não ficou muito tempo ali.
Assim que minha língua tocou seu clítoris, Olivia arqueou um pouco o corpo, me fazendo dar um sorrisinho satisfeito por estar causando esse efeito nela. Fiz movimentos rápidos e precisos e quando senti que Olivia estava chegando ao seu ápice eu parei. Não queria que ela gozasse antes de me sentir dentro dela.
Ela me olhou emburrada por eu ter parado e eu ri enquanto subia novamente pelo seu corpo e a beijava. Olivia separou nossos lábios e me virou na cama, ficando no controle mais uma vez. Assim como eu, ela também retirou minha calça e minha cueca com rapidez. Quando sua boca tocou meu pênis, não pude deixar de soltar um gemido baixo. Parecia que já tínhamos transado milhares de vezes porque ela sabia cada lugar que deveria tocar e cada movimento que deveria fazer, me deixando cada vez mais enlouquecido. Eu precisava de um contato mais íntimo urgentemente.
- Olivia. - A chamei com a voz ofegante e ela me olhou sem parar o que estava fazendo. - Acho que já tá bom aí. - Falei e ela riu.
- Apressado. - Ela então deu um beijinho no meu pênis, o que me fez rir, e engatinhou novamente para cima de mim. Nós viramos mais uma vez na cama e eu a beijei, mas antes que pudesse penetrá-la, ela me parou. A olhei com a sobrancelha arqueada pensando no que ela diria. Eu não queria parar agora, queria ir até o fim.
- A camisinha. - Falou e eu suspirei aliviado. Estiquei meu corpo o suficiente para que pudesse alcançar o criado-mudo e peguei uma camisinha na primeira gaveta, entregando-a para Olivia depois.
- Não devemos pensar só com a cabeça de baixo. - Falei observando ela colocar aquele treco em mim e ela riu alto, deitando novamente após tudo pronto.
Me posicionei entre suas pernas e entrelacei nossas mãos antes de finalmente penetrá-la. Ela gemeu enquanto eu me movimentava lentamente dentro dela para acostumarmos e conforme os movimentos foram aumentado, seus gemidos foram ficando mais altos. Se eu soubesse que fazer sexo com ela era tão bom eu com certeza já teria feito isso antes.
- Justin... - Ela gemeu meu nome e... porra! Eu não tenho palavras para descrever o quanto ouvir ela gemer meu nome me enlouquecia. - Não para, por favor. - Falou ofegante, enquanto eu olhava seu corpo balançar para cima e para baixo conforme eu a penetrava.
- Eu não vou parar, babe. - Sussurrei no seu ouvido e ela gemeu mais alto.
Nos troquei de posição, dessa vez deixando Olivia por cima de mim. Apertei sua bunda com força enquanto sentia ela deslizar em meu membro. Seus seios pulavam enquanto ela cavalgava e aquela parecia a visão do paraíso.
Senti o corpo de Olivia enrijecer e tomei o controle da situação novamente, ficando por cima dela de novo. Aumentei a velocidade das entocadas e ela começou a ter espasmos, logo depois chegando ao seu ápice. Precisei penetrá-la mais algumas vezes, então meu membro enrijeceu mais e eu explodi dentro dela, soltando um gemido ao finalmente chegar ao meu ápice.
Caí ao seu lado na cama, exausto. Por um momento nós só ouvíamos o barulho de nossas respirações irregulares.
- Você foi incrível. - Falei sorrindo e virei minha cabeça para olhá-la. Ela fitava o teto e alguns fios de cabelo estavam colados em seu rosto. - O que houve?
- Não é nada, é só que...
- Shhh. - A interrompi juntando nossos lábios. Eu já sabia o que ela ia falar. - Vamos pensar nisso amanhã. - Ela assentiu e eu a puxei para meus braços, a envolvendo.
Apertei o interruptor que tinha do lado da cama e apaguei a luz, mas antes de dormir eu fiquei pensando um pouco. Talvez eu não tenha seguido o meu próprio conselho de "não pensar só com a cabeça de baixo" quando decidi transar com Olivia.



Ooooooi!
Talvez vocês estejam bravas pela demora, mas eu decidi compensar com esse capítulo! Finalmente algo aconteceu entre esses dois *u*
Espero que vocês gostem desse capítulo tanto quanto eu gostei :)
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior e pelos "Feliz aniversário" hahaha Já disse que vocês são demais? <3
Depois vou postar mais um "Envie sua fanfic", ok? Não deixem de enviar as oneshots de vocêsss!
E ah! Se quiserem ser afiliados, é só me colocar como afiliado no seu blog que eu te coloco aqui, ok? :D
Contem aí nos comentários o que vocês acharam desse capítulo e até logo!
Beijos ;*

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