21/01/2015

All Yours: Capítulo 6 - Beach

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"Sim, quando meu mundo está caindo aos pedaços e não há luz para quebrar a escuridão é quando eu, eu, eu olho para você. Quando as ondas estão inundando o litoral e eu não consigo encontrar o meu caminho de casa é quando eu, eu, eu olho para você."
(When I Look At You - Miley Cyrus)

E lá estava eu, no carro do Justin, indo em direção à minha casa. Como eu vim parar aqui? Nós estávamos no restaurante e enquanto meu pai e Justin pagavam a conta, o celular do meu pai tocou. Era da West Coast Customs daqui de LA e eles estavam com um problema para receber umas tintas, o que fez meu pai ter que ir pra lá. Eu ia com ele, mas Justin se ofereceu para me levar em casa e eu meio que fui obrigada a ir, já que era melhor voltar pra casa numa Ferrari do que ir de ônibus.
Justin estava dirigindo aquele carro super potente numa velocidade permitida por lei e seu guarda-costas nos seguia com uma SUV preta. Eu meio que sentia pena por ele, pois ele tinha que ficar o dia todo seguindo Justin. Isso deveria ser chato.
- O que foi? - Justin perguntou e eu passei a olhá-lo.
- Por que pergunta? - Falei não entendendo o porque da pergunta. Eu estava normal.
- Você tá quieta o caminho todo. - Ele me olhou rapidamente mas logo voltou sua atenção pra estrada.
- Não é nada. - Falei. - E você também tá quieto.
- Ok, vamos conversar então. - Ele trocou a marcha e me olhou mais uma vez. - Quantos anos você tem? - Senti vontade de rir, mas me controlei. Que modo mais clichê de começar um assunto.
- Tenho 20.
- Sério? Achei que você tinha uns 19.
- Eu tinha há quase dois anos atrás. - Falei fazendo graça e ele riu.
- Muito engraçado. - Arqueei a sobrancelha assim que ele virou em uma rua que não me levaria até minha casa.
- Pra onde estamos indo?
- Dar uma volta.
- E minha opinião não conta nisso?
- Eu sei que você recusaria então to te sequestrando. - Ele me olhou com um sorriso divertido nos lábios e eu revirei os olhos. - Não tenho nada pra fazer em casa e sei que você também não, então vamos sair um pouco.
- E pra onde vamos?
- Praia.
- Você sabe que estamos no inverno né? E está uns 15ºC, eu vou congelar. - Dessa vez ele que revirou os olhos.
- Ai que chata, só reclama. - Bufei. Justin então ligou o rádio e uma música que eu não conhecia começou a tocar. O caminho todo Justin foi cantando baixo e eu tentando me concentrar em algo que não fosse sua voz.
[...]
- Finalmente chegamos. - Falei descendo do carro e me espreguiçando. Levamos quase uma hora entre o centro de Los Angeles e Santa Monica por causa do trânsito e eu já não aguentava mais ficar dentro do carro.
- Odeio quando o trânsito tá assim. - Justin falou colocando a touca que ele pegou no banco de trás do carro. Pude ver a SUV parar atrás do carro do Justin e logo o guarda-costas desceu. - E aí, Hugo! - Falou se aproximando do tal Hugo.
- Cara, que trânsito horrível. - Ele também se espreguiçou. - Como vai ser?
- Eu vou andar um pouco pela praia, mas não vou longe. Pode ficar olhando dali. - Justin apontou para um banco no calçadão da praia, indicando onde Hugo deveria ficar.
- Show. - Hugo disse e colocou o capuz do casaco na cabeça, indo para onde Justin disse.
- To com pena. - Falei observando Hugo sentar no banco e Justin riu.
- Relaxa. Hugo é pago pra me vigiar e eu não costumo abusar muito disso. - Ele apertou um botão na chave do carro e o alarme foi ligado.
- Ou, abre esse carro. Vou guardar meu sapato. - Tanto dia pra usar salto e eu fui usar logo no dia que Justin Bieber me leva pra caminhar na praia.
- Sim, senhora. - Ele fez o que pedi e eu joguei meu sapato dentro do carro. - Toma. - Ele tirou sua touca da cabeça e me entregou. Sorri em agradecimento e então nós começamos a andar em direção a areia. - Isso é loucura. - Ele falou rindo e eu o olhei.
- Agora que você percebeu? - Perguntei e ri em seguida. - Se eu ficar doente a culpa é sua!
- Já disse que você é chata? - Ele me empurrou de leve e eu o empurrei de volta, causando risadas em nós dois. - Seu pai vai ficar puto comigo se você ficar doente. - Ele riu fraco.
- Meu pai é tranquilo. - Falei abraçando meu corpo quando um vento frio passou, fazendo meu cabelo voar.
- Eu espero. - Falou e eu ri. - Mas me diz... Como se saiu nas provas da faculdade? - Ele colocou o capuz do casaco e depois enfiou as mãos no bolso.
- Bem. Tirei acima de 8 em todas. - Ele me olhou espantado. - O que foi?
- Você é uma nerd. - Ri.
- Medicina é algo que deve ser levado a sério. - Falei e ele concordou.
- Que bom que pensa assim. É uma droga ver pessoas exercendo a profissão só por causa do dinheiro e tratando pacientes de qualquer jeito. - Sorri com o que ele falou.
- Exatamente. - Falei. - E você? Me fala um pouco sobre o que você acha da sua profissão. - Ele sorriu. Justin parou de caminhar e sentou na areia, de frente pro mar. Sentei ao seu lado.
- Eu amo o que eu faço. - Falou orgulhoso. - Tem muitas coisas ruins nisso como a falta de privacidade ou os julgamentos, mas eu não trocaria por nada. Não há nada melhor do que trabalhar com o que você ama. - Sorri o observando. Seus olhos brilharam e naquele momento eu percebi que eu nunca conheci alguém que amasse tanto o trabalho quanto Justin.
- Tem uma frase... - Parei para lembrar qual era. - Faça o que você ama, ame o que você faz. É uma das minhas favoritas.
- Eu também gosto dela. Quando se faz o que você ama isso deixa de ser um trabalho. É como uma diversão. - Assenti e passei a olhar o mar. O céu estava nublado, mas eu ainda conseguia ver o Pacific Park de onde eu estava. A vista ali era muito bonita. - Olivia... - Justin chamou minha atenção e eu o olhei. - Tem algo que eu queria perguntar, mas não precisa responder se não quiser. - Ele falou e eu fiz um sinal para que continuasse. - Aquele dia que eu fui na sua casa você deu a entender que não fala com a sua mãe. Por que? - Senti um aperto no peito ao pensar nisso. Não gostava desse assunto e nunca me sentia a vontade pra falar sobre. Continuei em silêncio tentando segurar as malditas lágrimas que queriam cair. - Ei, não fica assim. Não precisa falar se não quiser. - Suspirei tentando tirar aquela coisa ruim que eu sentia no peito de dentro de mim.
- Eu parei de falar com ela por que ela é estúpida. - Uma droga de lágrima escorreu, mas eu a limpei rapidamente. - Meus pais se separaram porque minha mãe traia meu pai. Ela fez isso com ele durante uns 2 anos, até que ele descobriu e se separou. Eu tinha 11 anos na época, mas eu nunca vou esquecer do quanto meu pai ficou mal, ele quase chegou no fundo do poço. Ele fazia tudo que ela queria, não deixava nada nos faltar e é assim que ela retribuiu. - Eu limpei mais uma maldita lágrima que escorreu. Senta muita falta da minha mãe, a mulher que ela era antes de me magoar tanto, mas eu não queria chorar, ainda mais na frente de Justin. - Assim que meu pai saiu de casa, ela levou o amante dela para morar conosco. Naquele dia eu senti tanto ódio, de uma forma que eu nunca senti antes, eu queria acabar com os dois e ir morar com meu pai, mas eu só tinha 11 anos, não havia nada que eu pudesse fazer a não ser ter que suportar aquilo. - Suspirei profundamente engolindo o choro e me surpreendi ao sentir o braços de Justin envolvendo meu corpo. Seu abraço me transmitia um sentimento bom de sinceridade e segurança e isso me amoleceu, me fazendo liberar as lágrimas que eu tanto prendia.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu. - Ele falou sem terminar o abraço. - Não há nada de mal em chorar por causa disso. Às vezes as pessoas têm que chorar todas as lágrimas para dar espaço a um coração cheio de sorrisos. - Eu sorri em meio as lágrimas. Eu nunca havia falado sobre isso com ninguém e me sentia aliviada que finalmente tinha feito isso.
- Obrigada. - Eu falei baixo, me afastando dele e secando as lágrimas. - Por me ouvir e me consolar, você sabe. - Ele sorriu, me abraçando novamente.
- Não precisa agradecer e... eu fico honrado por ter confiado em mim e me contado. - Falou e sorri. - Você é uma garota forte, Olivia. - Terminamos o abraço e ele passou a me olhar. - Você tem só 20 anos e vive nessa cidade louca, sem um familiar que você possa confiar por perto, tendo que crescer e amadurecer sozinha. Não deve ser fácil.
- Eu acabei aprendendo a me virar. - Sorri fraco, limpando a última lágrima que escorreu dos meus olhos. - Me desculpa por toda essa cena. - Ele riu.
- Para com isso. Eu já senti um pouco do que você sente. - Arqueei as sobrancelhas. - Meus pais também são separados, mas é uma longa história.
- Você pode me contar tudo, mas dentro do carro, porque eu não aguento mais esse frio. - Falei levantando e estendendo a mão para ajudá-lo a levantar, mas ele me puxou e eu caí esticada na areia. - Justin! - Gritei e ele saiu correndo rindo de forma escandalosa.
- Não resisti. - Falou rindo já longe de mim e eu corri pra alcançá-lo.
- Vai ter troco. - Cheguei ao lado dele batendo a areia da minha roupa e ele riu mais uma vez vendo meu estado. - Você é uma criança. - Acompanhei seus risos. - Droga, meus pés estão congelando.
- Veste isso. - Ele tirou sua jaqueta e me entregou. Sorri em agradecimento.
- Obrigada. - Ele retribuiu o sorriso e nós voltamos correndo para dentro do carro. - Agora temos bastante tempo pra você me contar sua história.
[...]
Justin me deixou em casa após as duas horas que ficamos rodando por aí de carro. Durante esse tempo nós conversamos muito, eu até estava cansada de falar. Ele me contou toda sua história, desde a gravidez conturbada de sua mãe até o momento que ele percebeu que estava ficando famoso. Eu já sabia como ele tinha ficado famoso, mas vê-lo contando a história de forma detalhada e demonstrando todos os sentimentos que ele sentiu, me fez ficar encantada.
Ao entrar no meu apartamento, larguei minha bolsa em cima do sofá e fui direto tomar um banho. Eu estava congelando, não sentia meus pés e minhas mãos direito, e se não me esquentasse eu ficaria doente com certeza.
Depois do banho me vesti e preparei algo para comer. Enquanto comia meu celular tocou e eu o peguei, vendo no visor que era Hailey. Atendi rapidamente, curiosa com o que ela tinha para dizer.
- Oi, Hailey!
- Liv, que fotos são aquelas?! - Ela gritou, me fazendo afastar o telefone do ouvido. - E aquele abraço?! Meu Deus, Olivia! Não to acreditando. - Hailey falava alto e rápido, o que me fez rir. Ela realmente estava empolgada. Ativei o viva-voz e coloquei o celular no braço do sofá, voltando a comer.
- Hailey, calma. - Ela riu.
- Como ter calma, Olivia? Me diz! - Ri. - Eu vi você chorando. Pode me explicar o que aconteceu? - Ela falou alto novamente.
- Vou explicar. - Dei uma pausa para comer mais um pouco. - Eu tava na oficina esperando meu pai pra almoçar e Justin chegou lá querendo falar com meu pai. Até aí tudo bem, mas o cara lindo que eu chamo de pai chamou ele pra almoçar com a gente.
- Que sorte! Justin é um babaca, mas ele é um gato!
- Ele não é babaca, Hailey. Ele é meio infantil e chato às vezes, mas não é nada do que falam na televisão.
- Ih, já tá o defendendo? - Ela falou me provocando e eu revirei os olhos.
- Deixa eu continuar minha história. - Ela riu. - Então meu pai recebeu uma ligação da loja e ele teve que ir embora porque estavam com um problema lá. Eu podia ter vindo pra casa de ônibus, mas Justin se ofereceu pra me trazer e eu aceitei porque, você sabe, é melhor andar de Ferrari do que de ônibus. - Hailey riu novamente.
- Essa história tá cada vez mais interessante. Continua. - Ri.
- Quando estávamos no caminho Justin veio com um papo de que não tinha nada pra fazer em casa e sabia que eu também não, então decidiu me sequestrar e me levar pra Santa Monica, onde eu quase congelei. - Falei fazendo drama.
- Que difícil sua vida, quase congelou ao lado do Justin Bieber. - Ela ironizou e eu ri. - Mas e a parte do choro e do abraço?
- Ele queria saber sobre uma história do passado que mexe comigo, eu contei, não consegui segurar as lágrimas e ele me consolou.
- Ai que lindo. - Falou histérica. - Liv, as fotos estão maravilhosas! O mundo deve estar morrendo de inveja de você. - Suspirei.
- Eu odeio isso. - Falei. - Toda essa atenção e falta de privacidade. Aposto que vão falar que estamos tendo um romance.
- E vão, mas é melhor você ignorar se quiser continuar essa amizade com o Justin.
- Não tem amizade, Hailey. Depois que meu pai entregar o carro aposto que nós nem vamos nos ver mais. - Só percebi o peso dessas palavras depois que elas saíram da minha boca. Eu não queria deixar de falar com Justin, ainda mais depois de hoje que eu fui tão sincera como nunca fui com ninguém.
- Duvido! - Ela falou alto. - Vocês moram na mesma cidade, mesmo se não planejarem um encontro vão acabar se esbarrando por aí, como já aconteceu muitas vezes. - Tive que concordar. Quando se mora em Los Angeles nós acabamos encontrando muitos famosos e Justin é um deles. Eu já perdi as contas de quantas vezes eu o vi em alguma loja ou mesmo passando do meu lado na rua.
- Nisso você tá certa.
- Eu sempre to certa. - Ela se gabou e eu ri. - Vou desligar, Liv. Tenho que vigiar o pirralho do meu irmão.
- Ok, vai lá. Manda um beijo pro Dennis. - Falei me referindo ao irmãozinho de Hailey.
- Vou mandar. Tchau, Liv!
- Tchau!
Finalizei a ligação e joguei o celular em cima da mesa de centro, indo para o quarto em seguida. Peguei o notebook e o que eu fiz foi estranho, mas eu pesquisei sobre Justin na internet. Li toda sua página do Wikipedia, li alguns fã-sites e escutei todas as músicas que eu achei, tentando saber mais sobre ele. Depois de hoje, minha opinião sobre ele estava totalmente mudada, eu passei a achá-lo incrível e cheguei a conclusão de que eu realmente tinha virado uma fã. É, eu não estava no meu estado normal.



Oi! :D
Ache a parte deles juntos na praia muito fofa *u* Fiquei feliz em ter escrito ela haha Espero que gostem.
Sobre o anônimo que vem aqui no blog reclamar, cansei de você ok? Infelizmente você não consegue ver o meu lado, então não há nada que eu possa fazer. Não vou conseguir mudar sua opinião e ficar te respondendo tá me estressando, então chega. Sinto muito se não consegui te agradar.
Queria agradecer por vocês que disseram que não vão me abandonar. Vocês me fizeram sorrir <33 Muito obrigada por tudo gente,
Teve uma pessoa que perguntou se eu li o blog, mas tava em anônimo e eu não consegui saber quem era e nem qual era o blog :( Deixa seu blog aí nos comentários que eu vou ver ^^
E Julie... MUITO OBRIGADA! Você quase me fez chorar, sua fofa <3 E eu quase não acreditei quando você disse que me acompanha desde LLG, faz tanto tempo hahaha Obrigada pelo carinho e pelo comentário maravilhoso. São pessoas como você que me motivam a escrever s2
Bom gente, por hoje é isso. Mais uma vez obrigada por tudo e vejo vocês no próximo capítulo ;*

9 comentários:

  1. Ameeeei muitao ❤️❤️❤️❤️
    Parabéns por maisss um capitulo lindo ☺️
    Beijao prin ��

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  2. Aaah ♡-♡ estou besta com esse capítulo! Kkkk adorei , continua my love ! Sorry por não poder comentar com o meu perfil , mas eu vou deixar a minha assinatura ok?! Voce esta cada dia melhor escrevendo Fanfic ♥♥♥
    Boom vou ter que para de falar 《escrever》 , mas continua ok?



    ::::::Ass: Beliebers Drew:::::

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  3. Owwnt ficou super fofo gente! Vc é uma ótima escritora! Já sou dua fã!!!

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  4. Amei esse capitulo,viajei na maionese me imaginando nos braços do Bieber... eu adoro esse blog... vcs são otimas, espero que continuem assim... e pfv... não deixa a Anna desistir naum, ele é perfeita escrevendo eu adoro ela... bjoos sua lindaa ❤

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  5. IMAGINE BELIEBER HOT DE CAPÍTULO ÚNICO, VEJAM http://imaginebeliebers23.blogspot.com.br/2015/01/ibhot-sexy-and-love-capitulo-unico.html#more

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  6. Eu entendo seu lado fofa, mas o lado da frescura porque tu é a única que não consegue ne às outras quando não da mais elas acabam a fic toda e param de escrever ou marcam dias faceis pra postar então é mesquinho da sua parte

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  7. Muito perfeitoo!!! <3 parabensss!!! Continua por favor!! Achei muito fofo os dois na praia! Não sei se é pedir muito mas comecei meu blog agora e queria saber se você faz divulgação? Obrigada linda!!! Aqui o blog: ficsfanfic.blogspot.com.br

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  8. Awwwwn meu Deus, chorei na parte da praia, que capítulo perfeito, continua por favor Diva, perfeita. <3

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