26/12/2015

All Yours: Capítulo 15 - I don't wanna lose you

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"Garota você é o meu tudo, você é tudo que eu sempre quis. Nós podemos fazer isso se tornar realmente muito grande, grande como você nunca teve antes. Você estará acima de qualquer outra coisa, outras garotas nunca estarão em cima. Eu quero isso pra sempre, eu juro, eu posso fazer qualquer coisa para isso acontecer." (Best I Ever Had - Drake)

Janeiro de 2015 - Segunda quarta-feira do mês
Antes mesmo de abrir meus olhos eu já estava sorrindo. Os braços de Justin estavam em torno da minha cintura e seu rosto estava na curvatura do meu pescoço, me dando uma sensação maravilhosa de calma. Passei minha mão lentamente em seus cabelos e em seu rosto sentindo cada centímetro de pele, cada detalhe dele. Justin era tão lindo que doía.
Minha intenção era voltar a dormir, mas o barulho da campainha me fez sentar rapidamente na cama. Quem viria na minha casa às 9 horas da manhã? Meu pai obviamente. Eu estava ferrada, bem ferrada.
Levantei da cama com cuidado para não acordar Justin e saí do quarto, fechando a porta em seguida. Eu não queria que meu pai descobrisse dessa forma que nós estávamos realmente juntos, queria ter planejado um jantar ou algo tão clichê quanto, mas parece que meu plano não iria ocorrer.
- Liv! - Meu pai falou me abraçando logo após eu abrir a porta.
- Oi, pai! Bom dia. - Disse lhe dando espaço para entrar no apartamento. Ele sentou em um dos sofás e eu sentei no outro esperando ele começar a falar.
- Estou bem triste por você ter me trocado pelo seu namorado. - Disse. Ele sorria, então cheguei a conclusão de que estava só brincando, o que não tirou da minha cabeça o pensamento de que eu era uma péssima filha.
- Pai, eu não te troquei. E ele não é meu namorado.- Falei. - Me desculpa ter sumido, eu estou me sentindo péssima por isso e prometo que não irá acontecer novamente.
- Eu estou só brincando. Eu também estive muito ocupado com o trabalho, agora que deu uma aliviada e eu pude vim aqui. - Disse. - E sobre o Justin: eu espero que você tenha pensado sobre o que eu te disse em relação a vida dele. Não quero que você sofra.
- Eu pensei. E eu sei que é difícil, mas não precisa se preocupar. Sei que a vida dele não é fácil, mas eu estou disposta a tentar fazer que dê certo.
- Uau. - Ele falou sorrindo. - Eu nunca vi seus olhos brilharem tanto ao falar de alguém. Está mesmo apaixonada, né? - Sorri timidamente.
- Muito.
- Eu espero de verdade que dê certo, Liv. E caso não dê, eu estarei aqui por você, ok? - Sorri, pulando em cima dele e o abraçando. Não me lembrava mais de como era bom ter meu pai por perto. - Mas me conta o que está acontecendo entre vocês? Já estou cansado de ler tantas especulações na internet. - Ri.
- Você pesquisa sobre eu e o Justin na internet, Ryan? - Ele riu.
- É um modo de ficar de olho em você. - Ri novamente e quando ia abrir a boca pra falar algo, ouvi o barulho da maçaneta da porta do quarto se movendo e meu olhar e o do meu pai se moveram diretamente para a figura sonolenta parada em frente a porta. Justin tinha o cabelo bagunçado todo jogado pra trás, estava sem camisa, usando apenas a calça jeans de ontem e não fez nenhum esforço para esconder a cara de surpresa ao ver meu pai. Pelo menos ele tinha lembrado de vestir uma calça.
- Ryan? - Justin falou passando a mão nos cabelos.
- Bom dia, Justin. - Meu pai falou o fitando. Pela sua cara, ele não tinha gostado muito de saber que Justin tinha dormido com sua filha. Acho que nenhum pai gostaria.
- Bom dia. - Justin falou se aproximando. - Nossa. - Ele sentou no sofá que eu estava sentada antes. - Que situação constrangedora. - Ri. - Olha Ryan, em minha defesa eu digo que respeito sua filha demais e que ela é muito importante pra mim. - Ri novamente, mas dessa vez mais alto. Meu pai também riu, mas discretamente. Provavelmente queria mostrar seriedade.
- Justin, fica tranquilo. - Meu pai disse. - Eu não sou o tipo de pai controlador. A Liv já é uma adulta e pode tomar suas próprias decisões. - Pude perceber Justin relaxar e quis rir novamente, mas me controlei. - Mas aproveitando que por acaso nos reunimos, vocês poderiam me explicar o que está acontecendo entre os dois? Acho que tenho o direito de saber. - Justin me olhou e eu retribuí o olhar, balançando a cabeça indicando que era pra ele falar.
- Nós estamos nos descobrindo. Apesar dos nossos sentimentos um pelo outro evoluírem rapidamente, estamos tentando fazer as coisas andarem o mais devagar possível. Minha vida não é fácil, você sabe, e eu não quero colocar a Liv no meio de tudo isso de uma vez só. Ela precisa ir se acostumando aos poucos. - Eu já disse que ele é incrível?
- Que bom que você se preocupa com isso porque é a única coisa que me deixa receoso sobre esse relacionamento.
- Não precisa se preocupar em relação a isso, eu não deixarei nada acontecer com sua filha. - Justin me olhou sorrindo e eu retribuí o sorriso.
- Eu espero. - Meu pai disse e eu ri, vendo Justin ficar sem graça. - Mas enfim... eu tenho que voltar pra New Jersey amanhã à noite, Liv, então queria que a gente fosse jantar hoje à noite. Você também, Justin.
- Já vai voltar? - Perguntei.
- Já? Tem mais de um mês que estou aqui.
- Por mim poderia ficar pra sempre. - Falei sorrindo fraco.
- Eu queria ficar com você, mas por enquanto eu não posso. Futuramente, quem sabe, eu não me mudo definitivamente pra cá.
- Sim! Ótima ideia. - Disse animadamente, o fazendo rir. - Que horas vamos sair?
- Depois que você sair da faculdade.
- Tudo bem. Você vai, Justin?
- Eu queria, mas vou ficar até tarde no estúdio hoje.
- Vamos, nós precisamos conversar antes de eu ir embora. - Meu pai falou.
- Tudo bem então, eu vou tentar terminar mais cedo.
- Eu encontro vocês no Madeo às 8 horas. - Meu pai disse levantando. - Vou resolver umas coisas da empresa agora. - Ele beijou minha bochecha. - Até mais tarde. - Cumprimentou Justin e eu levantei para levá-lo até a porta. O abracei mais uma vez antes dele ir e então fechei a porta, sentando ao lado de Justin em seguida.
- Que cagaço que eu passei na hora que saí do seu quarto e vi seu pai aqui. - Ele falou e eu ri.
- Você o conhece, sabe que ele é tranquilo.
- Sim, mas ele viu um cara saindo do quarto da filha dele, qualquer pai ficaria bem bravo, achei que ele ia me matar. - Ri novamente.
- Ele te conhece, sabe que você é uma boa pessoa.
- Espero mesmo. - Falou passando um de seus braços em volta dos meus ombros e me puxando para mais perto de si. - A noite de ontem foi incrível. - Disse sorrindo, me fazendo sorrir também. Aproximei meu rosto do seu e o beijei.
- O que eu vou dizer é bem melancólico, mas qualquer segundo que eu passo com você é incrível. - Falei e ele fez uma cena de que ia vomitar, mas logo depois começou a rir.
- Brincadeira. - Disse. - Eu penso o mesmo. O que eu disse ontem antes de dormirmos não foi da boca pra fora, eu realmente te amo. - Sorri.
- Eu sei. Eu também não te respondi só por responder, eu também te amo. Muito. - Ele sorriu, me abraçando e juntando nossos lábios.
Todos nós esperamos um dia encontrar aquela pessoa que nos fará sentir completos, aquela pessoa que fará seu coração bater tão forte como se fosse sair de dentro de seu peito e que fará seus olhos brilharem como nunca, certo? Eu também esperava, eu também queria sentir essa sensação pelo menos uma vez na vida, e então Justin entrou na minha vida e eu finalmente pude sentir tudo isso. A cada dia que passava eu tinha mais certeza de que Justin me completava, eu sabia que nunca sentiria nada tão forte por alguém da mesma forma que eu sentia por ele.
- Vamos sair pra tomar café? - Justin perguntou.
- Sim, estou morrendo de fome. - Falei levantando do sofá e estendendo minha mão para que ele a segurasse.
- Eu também. Acho que poderia comer uns três sanduíches de 30 centímetros do Subway. - Ri.
- Por quê será que eu não duvido disso? - Justin riu irônico enquanto andava na minha frente em direção ao quarto, me dando uma visão de suas costas que estavam cheia de marcas das minhas unhas, o que me fez rir alto. Será que meu pai viu isso? - O que foi? - Justin perguntou me olhando.
- Suas costas estão cheias de marcas de unhas.
- Tá zoando. - Falou indo até o espelho do quarto.
- Não estou não. - Ele riu olhando as marcas.
- Você ultrapassou da sua cota de selvageria ontem. Vou te chamar de tigresa agora. - Mostrei o dedo do meio pra ele, o fazendo rir.
- Ainda bem que está fazendo frio porque não duvido nada que você iria querer desfilar sem camisa por aí. - Disse enquanto abria o guarda-roupa a procura de algo para vestir.
- Qual o problema? Todo mundo sabe que faço sexo.
- Não comigo.
- Você acha isso mesmo? Tá mais do que na cara. Só se for idiota pra não perceber. - Ri.
- Só não sai com essas marcas à mostra, beleza? - Ele deu de ombros.
- Tanto faz. - Disse. - Será que seu pai viu?
- Espero que não. Ia ser bem constrangedor.
- Nem sei se conseguiria olhar pra ele de novo. - Ri.
- Vou tomar banho, já volto. - Ele assentiu.
Tentei tomar o banho mais rápido que eu consegui porque não queria deixar Justin me esperando por muito tempo. Depois de me secar, eu me vesti e terminei de me arrumar no banheiro mesmo, voltando para o quarto apenas para calçar meu sapato. Justin já estava vestido com a mesma roupa de ontem e seu cabelo estava um pouco mais arrumado mas ainda assim meio bagunçado.
- Eu estava pensando aqui e lembrei que o Khalil vai dar uma festa numa boate semana que vem. Vamos? - Perguntou assim que eu entrei no quarto. Ele estava deitado na cama, com o celular em mãos.
- Vamos. - Falei começando a me maquiar. - Pra que que é essa festa?
- Pra nada, só por diversão.
- Vocês gostam mesmo de festas, né?
- É bom pra pegar umas gatinhas. - Disse me fazendo olhar pra ele.
- Sério mesmo, Justin Bieber? - Ele riu.
- Estou brincando. Agora tenho você, não preciso pegar mais ninguém. - Olhei séria pra ele por mais alguns segundos e então voltei a focar na minha maquiagem. Não ia fazer nada extravagante, era só algo para tampar as imperfeições da pele, aliás, eu não estava indo para nenhum lugar chique.
Após terminar, arrumei minhas coisas da faculdade na minha bolsa e peguei meu celular. Justin ainda se mantinha concentrado em algo no seu celular, mas sorriu assim que eu disse que estava pronta.
- Está linda. - Falou beijando meus lábios e eu sorri.
- Obrigada.
- Que horas eu tenho que te deixar na faculdade? - Perguntou enquanto caminhávamos até a porta de entrada da casa.
- Qualquer horário. Não tem nada de importante agora de manhã. - Ele assentiu enquanto eu trancava a porta.
- Eu preciso passar no escritório do meu empresário daqui a pouco, tudo bem? Ele quer falar comigo.
- Tudo bem. - Disse sorrindo pra ele.

[...]

- É uma música eletrônica. - Justin falou. Ele estava me explicando sobre uma música que ia lançar em parceria com dois DJ's, Skrillex e Diplo. - É uma música bem diferente de tudo que já lancei e eu estou bem orgulhoso dela. - Disse antes de beber um pouco de sua bebida. Estávamos em um café em Beverly Hills e tudo estava tão calmo por aqui que eu até me perguntava onde estariam os paparazzis.
- Nunca imaginei ver Justin Bieber lançando uma música eletrônica. - Ele riu. - Suas músicas têm evoluído cada vez mais.
- Você não esperava que eu cantasse Baby pra sempre, né? - Ri.
- Claro que não, é só que você cresceu rápido demais. Não parece que já se passaram seis anos desde quando você ficou famoso. Aliás, eu gostava muito daquela sua música One Time.
- Obrigada. - Disse. - One Time é uma boa música, mas é mais comercial, sabe? Era só o que a gravadora mandava eu gravar, assim como todos os álbuns. Dessa vez eu quero fazer tudo do meu jeito, quero lançar algo que tenha vindo de dentro de mim, deixar os fãs saberem o que eu sinto.
- É incrível saber isso. Muitas pessoas acham que os famosos só fazem o que fazem por dinheiro e eu fico feliz em saber que ainda há os que fazem por que amam.
- Se eu não amasse eu não faria isso porque, sinceramente, as coisas que eu passo não valem o dinheiro que eu ganho. Tem que ser muito forte para não enlouquecer. - Ia respondê-lo, mas seu celular apitou, o fazendo voltar a atenção para o aparelho. Enquanto ele falava com alguém no telefone, eu terminava de beber o meu café. - Nós precisamos ir. Scooter já está me esperando. - Assenti.
- Podemos continuar essa conversa depois? Eu quero saber mais sobre a sua carreira. - Ele sorriu, enquanto segurava minha mão para irmos até o carro. Me surpreendi, já que nunca tínhamos andado assim em público, mas não soltei minha mão. A essa altura eu já não me importava mais se o mundo soubesse ou não sobre nós dois.
- Claro. - Ele falou. - Fico feliz por você querer saber sobre a o outro lado da minha vida. - Disse destrancando o carro e abrindo a porta para que eu entrasse. Ele então deu a volta no carro e sentou no banco do motorista.
- Eu me importo com você. - Falei, o fazendo me olhar sorrindo.
O escritório de Scooter Braun ficava em um prédio comercial em Beverly Hills. Justin me contou que a SB Projects era uma empresa que administrava a carreira dos artistas que assinaram com Scooter e ela ficava localizada no terceiro andar desse prédio.
Logo que adentramos o luxuoso prédio já podíamos ver a recepção, onde uma mulher loira estava digitando algo em um computador. Justin a cumprimentou com um aceno de cabeça e um sorriso e então entramos em um enorme elevador, o qual nos levou diretamente para outra recepção. Atrás do balcão havia uma enorme placa com o logo da SB Projects e uma outra mulher estava ali.
- Bom dia. - Justin falou se aproximando.
- Bom dia, sr. Bieber. - A mulher falou e então passou a olhar pra mim. - Senhorita Abberton. - Sorriu pra mim e eu retribuí. Será que todos já me conhecem?
- Já estão todos lá dentro? - Justin falou.
- Sim. Estão esperando pelo senhor.
- Ok. - Disse. - Liv, me espera aqui, tá? Não vou demorar. - Assenti. Justin então caminhou até um corredor, sumindo do meu campo de visão.
Fiquei ali por vários minutos esperando. Era um local bem parado, nunca chegava e nem saía ninguém, o que era bem tedioso. A recepcionista ficava o tempo todo no computador e só saía para entrar no mesmo corredor que Justin entrou, levando água ou café. Parecia ser um emprego bem chato.
- Você trabalha aqui faz muito tempo? - Perguntei, fazendo ela me olhar.
- Deve ter uns três anos. - Falou. - É um bom emprego apesar de ser tedioso às vezes.
- Parece mesmo. - Falei e ela riu. Ficamos em um silêncio profundo novamente, que logo foi quebrado pela recepcionista.
- Justin é uma boa pessoa. - Ela falou e eu a olhei confusa.
- O quê?
- O Justin. Ele é uma boa pessoa. - Repetiu novamente para que eu pudesse entendê-la.
- Ah sim. Ele é.
- Olha. - Ela disse abaixando o tom de voz. - Ele parece ser uma pessoa forte, mas na verdade ele é bem frágil. com um coração enorme e que se entrega totalmente ao relacionamento. Cuida bem dele, tá? - Ela terminou de falar e eu a olhei totalmente confusa. Qual o motivo dela me contar isso do nada? A única reação que eu tive foi assentir.
- Eu vou cuidar. - Falei.
 - Só estou te dizendo isso porque eu sei que você o ama de verdade, qualquer pessoa vê isso no jeito que você olha pra ele. - Disse. - Eu torço muita pela felicidade dele. Ele já passou e passa por muitas coisas difíceis na vida, ele merece muito encontrar alguém que o trate da forma que ele merece. - Fiquei em silêncio. Eu não estava entendendo nada. Por que essa mulher que eu nunca tinha visto na vida estava me contando essas coisas? - Você deve tá me achando uma louca, né? Me desculpe. - Falou.
- Está tudo bem. Só não esperava ouvir todas essa coisas.
- É só que eu odeio ver as pessoas o usando para se beneficiarem. Eu trabalho aqui tempo suficiente para ver o quanto já o traíram e não foram poucas vezes.
- Imagino. Ser uma celebridade não é fácil. - Ela assentiu. Ia dizer algo a mais, mas o telefone tocou e ela precisou atender. Fiquei mexendo no celular até Justin sair, já que a recepcionista entrou naquele corredor e não voltou mais.
Justin apareceu com um dos braços envolta do pescoço de uma mulher que aparentava ter uns 35 anos e ao lado deles havia um homem um pouco mais alto que Justin, o qual eu reconheci como sendo Scooter Braun.
- Essa aqui que é a Liv. - Justin falou assim que chegou perto de mim e eu sorri timidamente. - Liv, essa aqui é a Allison, minha gerente, e esse é o Scooter, meu empresário.
- Justin falou muito bem de você. - Allison disse enquanto me abraçava e eu sorri para Justin. Primeiro ele falou bem de mim pra Guadalupe e agora para Allison? Eu estava me sentindo super importante.
- Informação desnecessária, Allison. - Justin falou, nos fazendo rir.
- Mas você falou mesmo, Justin. - Scooter disse. - Muito prazer em conhecê-la, Olivia. - Ele falou enquanto apertava minha mão.
- Prazer. - Falei.
- Scott, eu tô querendo viajar no meu aniversário, tem como? - Justin perguntou, enquanto passava um dos braços por cima dos meus ombros, me puxando para mais perto.
- Eu vou dar uma olhada na sua agenda, mas acho que tem sim. Pra onde você quer ir?
- Não sei, eu tô pensando em alugar uma casa no Havaí e ficar lá com alguns amigos.
- Ótima ideia. Vai te fazer bem ficar um pouco longe dessa cidade.
- Se caso eu puder ir, você vê isso pra mim, Allison?
- O que eu não faço por você, Justin? - Ela falou rolando os olhos e Justin riu.
- Obrigada, equipe. Vou indo agora, tenho que deixar a Liv na faculdade. Tchau. - Ele falou abraçando os dois. Depois eu os abracei também e nós fomos embora.
- Como foi lá na reunião? - Falei assim que adentramos o carro.
- Muito bom. Eu vou no programa da Ellen no aniversário dela. Vai ser a primeira vez que vou aparecer na televisão desde a minha pausa. - Disse dando a partida no carro.
- Nervoso? - Perguntei e ele deu um sorrisinho.
- Muito.
- Não fique. Tenho certeza que você vai se sair bem.
- Não é com isso que fico nervoso. - Falou. - Eu tenho medo de não ser bem recebido. Eu fiz muita merda durante esse tempo, muita gente passou a me odiar. - Ele me olhou rapidamente e então voltou a prestar atenção na estrada.
- Você acha mesmo que não iriam te receber bem? Fala sério, Justin. Você fez merda sim, mas se arrependeu. E que diferença faz se um milhão te odeia, mas cinquenta milhões te amam? Acho esse seu nervosismo muito desnecessário. - Ele riu, o que me fez olhar confusa pra ele.
- Fica calma.
- Eu estou calma, só não gosto de te ver assim, com medo do mundo. Você é muito amado, Justin, e é isso que importa. - Ele sorriu e pegou minha mão, a levando até sua boca e a beijando, o que me fez sorrir.
Depois isso nós ficamos em silêncio até chegarmos na faculdade. Justin me deixou em frente ao prédio onde eu teria aula de química, nós nos despedimos com alguns beijos e então ele foi embora.
Fiquei a maior parte do dia fazendo trabalho com Hailey na biblioteca e enquanto isso nós aproveitamos para conversar sobre o fato do meu relacionamento com Justin estar ficando cada vez mais sério e também sobre Bethany, que estava tentando a todo custo voltar a andar com a gente, o que não aconteceria, claro.
Eu voltei para casa de carona com Hailey já que Justin não pode ir me buscar e assim que cheguei em casa - por volta das 6:00PM - eu fui comer alguma coisa e então fui tomar um banho bem demorado e terminar de me arrumar. Fiquei pronta na mesmo hora que Justin chegou aqui.
- Uau. - Falei assim que abri a porta, o olhando da cabeça aos pés. Ele riu e me beijou, entrando em casa em seguida. - Você tá diferente. - E estava mesmo. Ele estava com uma calça preta sem ser daquelas largas e rasgadas, uma camisa preta com detalhes em dourado que por incrível que pareça não era comprida, uma jaqueta de couro também preta e nós pés havia um tênis adivinhem que cor? Preto também. O cabelo estava penteado para trás, sem nenhum boné. Eu não sei me surpreendi mais pelo fato dele não estar usando roupas largas ou por ele estar sem boné.
- Você não esperava que eu fosse jantar com o pai da minha garota vestido pro dia-a-dia, né? - Ri. Ele me puxou pela cintura, juntando nossos corpos. - Você está maravilhosa. - Sussurrou no meu ouvido, me causando arrepios, e então levou sua boca até a minha, dando início a um beijo. Suas mãos deslizaram pelo meu corpo e eu arfei assim que elas chegaram ao meu bumbum, o apertando com força. Pude sentir Justin sorrir com isso, mesmo sem terminar o beijo.
- É melhor não começarmos o que não iremos terminar. - Falei separando nossos lábios, o fazendo rir. - E você está maravilhoso também.
- Obrigado. Podemos terminar isso depois que voltarmos pra casa? - Perguntou e eu ri assentindo.
- Com certeza. - Pisquei pra ele, me afastando.

[...]

O Madeo é um restaurante italiano localizado em West Hollywood por onde várias celebridades já passaram. Eu já tinha visto algumas durante às vezes que eu estive por aquela região.
Nós chegamos lá exatamente 8:04PM e após entrarmos, pudemos ver meu pai sentado em uma mesa no fundo do restaurante bebendo algo em uma taça. Ele sorriu assim que nos viu e nós caminhamos até lá, recebendo o olhar das pessoas que estavam ali.
- Oi! - Disse e eu sorri o abraçando. Justin fez o mesmo depois de mim e então sentou na cadeira ao meu lado. Era esquisito pensar que eles eram super amigos, eu nunca imaginaria isso se meu pai não tivesse me apresentado Justin.
- Está aqui tem muito tempo? - Perguntei e ele balançou a cabeça negativamente.
- Não, cheguei tem alguns minutos. Eu já fiz os pedidos, está tudo bem? - Assenti. - E como foi lá no estúdio, Justin? Eu estive com o Josh [Gudwin] ontem e ele falou o quanto as músicas estão ficando incríveis. - Justin sorriu animado.
- Sim, eu estou dando o meu melhor nesse álbum. Não vejo a hora de lançá-lo. - Falou. - Liv ontem estava me ajudando a escrever uma música. - Justin me olhou e eu sorri.
- É, escrevemos alguns versos.
- Será que vocês podem parar com isso? - Eu e Justin o olhamos confusos.
- Com o quê? - Perguntei.
- De ser tão fofinhos, está me deixando mal por estar sozinho. - Rimos.
- E aquela mulher que você estava saindo em New Jersey? - Justin perguntou. Não sabia que meu pai tinha contado isso pra ele.
- Ela está em New Jersey, ué. - Disse, me fazendo rir. - Ainda estamos nos conhecendo, mas estou torcendo para que dê certo. Ela é uma pessoa incrível. - O garçom chegou com nossa comida e após nos servir se retirou. - Pedi um prato chamado Spaghetti All' Aragosta. Nunca comi, mas parece ser bom. - Observei o prato a minha frente. Basicamente era macarrão com lagosta e molho de tomate e parecia realmente apetitoso.
- Estou torcendo que dê certo. - Justin falou, fazendo meu pai o olhar. - O seu relacionamento.
- Qual o nome dela? - Perguntei.
- Rachel. Ela é uma boa pessoa, vocês se dariam bem. - Sorri. Era bom ver meu pai feliz. - Mas não estamos aqui para falar de mim. - Disse e eu e Justin nos entreolhamos.
- Estava ótimo falar sobre você. - Justin disse e eu e meu pai rimos. - Brincadeira, o que quer saber?
- O que está acontecendo entre vocês porque você me disse que só estavam se conhecendo, mas as coisas parecem estar mais sérias do que isso. - Pude perceber Justin corar um pouquinho.
- Talvez elas estejam um pouquinho mais sérias, mas isso não quer dizer que não estamos nos conhecendo. - Meu pai olhou entediado para nós.
- Será que vocês podem dizer algo que não me deixe mais confuso? - Ri.
- É difícil explicar, pai. Não temos nada sério, mas o que sentimos um pelo outro é mais do que uma simples paixão, sabe? - Justin me olhou sorrindo após eu dizer isso, o que me fez ficar meio envergonhada. Não tinha vergonha de dizer o que eu sentia para os dois, mas o jeito como Justin me olhava às vezes causava esse efeito em mim.
- Nunca fui um cupido tão bom igual fui dessa vez. - Meu pai disse, nos fazendo rir. - Você é um bom garoto, Justin, e eu realmente aprovo vocês dois juntos. - Justin sorriu.
- Obrigado. E eu sei que você tem medo de envolver a Olivia com a fama, mas eu me preocupo de verdade com ela, eu nunca deixaria nada de ruim acontecer. - Sorri.
- Eu sei que não. Você sabe que eu confio em você e só espero que nunca acabe com essa confiança. Minha filha é tudo que tenho e eu sou capaz de mover o mundo por ela, não se esqueça disso. - Sorri após meu pai me dizer isso. Ele era tão incrível e eu o amava tanto.
- Não esquecerei. - Justin falou sorrindo, enquanto eu segurava sua mão por baixo da mesa e entrelaçava nossos dedos. Eu estava tão apaixonada.

Justin's POV
Após jantarmos, dei a ideia de caminharmos um pouco pela região. Eu gostava de fazer isso às vezes, me fazia sentir um pouco mais "normal". Olivia estava meio apreensiva com a ideia e eu podia ver isso apenas ao olhar em seu rosto. Essa seria provavelmente a nossa maior aparição juntos desde quando começamos a sair de verdade, o que aconteceu há poucas semanas atrás.
Tão poucas semanas, mas o suficiente para me fazer apaixonar perdidamente por essa mulher. Eu queria tanto mostrar ao mundo o quanto eu estava feliz, o quanto minha garota era incrível, mas eu não faria isso até que ela estivesse 100% segura com a ideia. A felicidade dela em primeiro lugar, Enquanto isso nós fingimos que somos apenas amigos.
- Pai! - Olivia gritou após Ryan passar a mão em sua cabeça, bagunçando seu cabelo. Ela riu após isso, o que me fez rir também. Eu amava tanto vê-la feliz... - Eu bagunçaria o seu também se você tivesse algum. - Ryan olhou incrédulo pra ela e eu ri mais alto ainda. Tudo bem que ele não era totalmente careca, mas também não podíamos dizer que ele tinha muito cabelo.
- Você me magoou profundamente. - Ryan respondeu fingindo estar magoado.
- Ryan. - O chamei, atraindo sua atenção. - Não fica assim, a gente pode comprar uma peruca pra você. - Olivia riu, estendendo sua mão para que nós fizéssemos um high five, e eu bati minha mão na dela.
- Nós somos ótimos juntos. - Ela disse e eu concordei, ainda rindo.
- Não quero mais vocês juntos, se separem. - Ryan falou. Nós apenas rimos mais ainda, o fazendo rir também.
Pude sentir uma luz bater em meu rosto e minha primeira reação foi olhar para Olivia para ver se estava tudo certo e vi que ela ficou bastante desconfortável. Suspirei frustrado, enquanto a segurava pelo pulso, fazendo ela me olhar.
- Está tudo bem, Justin. - Disse, mas ela não me enganava. Eu sabia que ela não gostava disso.
- Eu sei que não está, Liv. - Falei. - Nós podemos ir para outro lugar ou até mesmo pra casa. Eu não gosto de te ver assim. - Ela suspirou, desviando seu olhar do meu. Pude perceber Ryan nos olhando.
- Não. - Falou após alguns segundos de silêncio. - É só que eu não estou acostumada com essa atenção, mas eu juro que quero me adaptar ao seu estilo de vida. - Liv sorriu, tentando me mostrar que realmente estava tudo bem. Eu sorri fraco, a puxando para um abraço.
- Não quero perder você. - Sussurrei para que só ela pudesse ouvir. Toda vez que eu colocava Olivia em uma situação dessa, meu coração apertava e eu sentia um medo absurdo dela não aguentar as coisas que a minha vida envolve e simplesmente desistir de tudo, desistir de nós. Não sei se suportaria ter meu coração partido mais uma vez.
Olivia separou o abraço e eu pude ver que ela tinha um sorriso enorme, o meu sorriso favorito, aquele que ela dava quando eu dizia algo bonitinho pra ela. Seus olhos procuraram o meu e quando eles se encontraram, eu sorri mais uma vez. Cara, ela era tão incrível.
- Você não vai me perder. - Disse antes de depositar um beijo na minha bochecha e entrelaçar nossas mãos.
O resto do passeio foi assim: nossas mãos entrelaçadas, enquanto eu não conseguia parar de pensar no quanto eu era sortudo por ter encontrado-a.



Oi, gente!
Prometi que o capítulo 15 seria enorme e aí está hahaha Levei muito tempo para escrever, senhor. O objetivo desse capítulo não foi ter grandes acontecimentos que iria chocar vocês, mas sim momentos fofinhos entre os dois, só pra fazer vocês shipparem Jolivia mais ainda haha
Estou pensando em pular alguns dias na fanfic porque to achando muita enrolação e eu tenho muitas ideias pra colocar em prática, o que vocês acham? E bem, já tenho o final de All Yours planejado e já aviso que vai chocar vocês, então se preparem emocionalmente. Acho que a fanfic deve terminar lá pelo capítulo 30, sei lá. Estou tentando escrever mais, já que ano que vem começo a faculdade e quero terminar antes, mas não sei se conseguirei. Orem para que meu cérebro me dê muitas ideias para pôr em prática hahaha
Enfim, como vocês estão? Algum acontecimento emocionante na vida de vocês? Na minha não tá rolando nada de bom, final de ano foi bem chatinho :( Mas estou TÃO ansiosa pro ano que vem! Além de eu começar a faculdade e ir morar um tempo em outra cidade, teremos Purpose Tour! Infelizmente não no Brasil, mas vai ser um ano tão maravilhoso no fandom, eu não vejo a hora askjdkbfjdkfl Só de imaginar o quanto o Justin vai ficar feliz, eu já fico feliz também <3
E por fim, eu gostaria de dizer o quando vocês são fodas! Mesmo depois de eu ficar tanto tempo sem postar, vocês ainda comentam, eu me sinto tão feliz. Eu amo demais vocês, sério. Muito obrigada por não desistirem das minhas fanfics.
Por hoje é isso, gente. Acho que ninguém nem lê minhas notas finais hahaha E ah! Me sigam no twitter, eu gosto de interagir por lá :D Meu user é @hometocaitlin
Beijinhos e obrigada por tudo. Até o próximo capítulo ;*

Divulgando:
http://www.apenasguria.blogspot.com.br/
http://imaginandobeliebersonha.blogspot.com.br/

20/12/2015

Spoiler

Um comentário: | |
Oi, gente! Aqui é a Bia e eu só vim dar um sinal de vida. Estou escrevendo o capítulo 15 de All Yours e está ficando bem grande, então acho que vai dar pra compensar um pouquinho esse tempo todo sem postar, né? Haha Como eu sou legal, vou deixar um spoiler pra vocês:

"- A noite de ontem foi incrível. - Disse sorrindo, me fazendo sorrir também. Aproximei meu rosto do seu e o beijei.
- O que eu vou dizer é bem melancólico, mas qualquer segundo que eu passo com você é incrível. - Falei e ele fez uma cena de que ia vomitar, mas logo depois começou a rir.
- Brincadeira. - Disse. - Eu penso o mesmo. O que eu disse ontem antes de dormirmos não foi da boca pra fora, eu realmente te amo. - Sorri.
- Eu sei. Eu também não te respondi só por responder, eu também te amo. Muito. - Ele sorriu, me abraçando e juntando nossos lábios.
Todos nós esperamos um dia encontrar aquela pessoa que nos fará sentir completos, aquela pessoa que fará seu coração bater tão forte como se fosse sair de dentro de seu peito e que fará seus olhos brilharem como nunca, certo? Eu também esperava, eu também queria sentir essa sensação pelo menos uma vez na vida, e então Justin entrou na minha vida e eu finalmente pude sentir tudo isso. A cada dia que passava eu tinha mais certeza de que Justin me completava, eu sabia que nunca sentiria nada tão forte por alguém da mesma forma que eu sentia por ele."

Espero que gostem! Logo, logo eu posto, não me abandonem, por favor :(

15/11/2015

All Yours: Capítulo 14 - But I Love You

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"Então se acostume comigo chegando todo dia, acostume comigo por perto só para ver seu rosto. Não vai existir momento em que eu não vá precisar do seus braços. Acostume-se comigo te tocando, acostume-se comigo te amando, oh, acostume-se." (Get Used To It - Justin Bieber)

Durante todo o caminho eu me mantive imersa nos meus pensamentos e por isso eu só reparei que não iríamos para o estúdio quando o carro parou em frente a um restaurante de comida japonesa e Justin desceu do carro sem falar nada. Continuei no mesmo lugar onde estava antes e pude observar duas garotas animadas paradas em frente ao restaurante, com seus celulares em mãos. Elas ficaram ali durante todo o tempo que Justin ficou dentro do restaurante e quando ele saiu elas se desmancharam em lágrimas enquanto iam ao seu encontro. Eles se abraçaram, tiraram fotos e conversaram durante alguns segundos. Durante todo esse tempo eu mantive meu olhar fixo neles.
Isso tudo era tão surreal, todo esse carinho que essas garotas tinham por ele. Elas nem ao menos o conheciam, como podiam amá-lo tanto? Mesmo depois dele ter errado tanto, depois de ter as decepcionado tantas vezes, elas continuavam ali por ele, dedicando suas vidas a uma pessoa que talvez elas nunca conheceriam de verdade. Era um amor lindo, mas eu nunca conseguiria entender.
- Segura aí. - Justin falou colocando a sacola no meu colo, logo após adentrar o carro, o que me fez desviar o meu olhar das garotas para ele.
- Mudança de planos? - Perguntei e ele assentiu com a cabeça.
- Vamos fazer algo que vá te animar mais. - Falou.
- Justin... eu não quero te atrapalhar. Eu entendo o quanto terminar esse álbum é importante.
- Você também é importante. Eu estou trabalhando o dia todo, não vai fazer mal se eu interromper a gravação pra ficar com você. - Sorri, passando a olhar para a estrada. Eu nunca saberei o que eu fiz para merecer alguém como ele. - E o seu pai? - Perguntou.
- O que tem ele?
- Ele falou algo sobre mim?
- Por que ele falaria? - Disse virando meu olhar para ele.
- Talvez porque nós estamos saindo?
- Ele falou sobre você só quando a gente começou a se aproximar. Pra falar a verdade tem alguns dias que não falo com meu pai.
- E por que não? Você tem que aproveitar a presença dele enquanto ele está por perto. Eu sei que ele quase nunca vem pra LA.
- Sim, eu sei, mas é que a faculdade e uma certa celebridade tem ocupado muito meu tempo. - Ele riu.
- A celebridade tem ficado cada dia mais dependente de você. - Ele me olhou rapidamente sorrindo, me fazendo sorrir também. Entrelacei minha mão na dele, que estava apoiada na sua perna, e ele sorriu mais uma vez, apertando a minha mão.
- Você já parou pra pensar no quão louca é a rapidez que nós nos aproximamos?
- Sim, eu sempre penso nisso. Você acredita em destino? Eu acredito e acho que nós somos destinados um ao outro. Você vai ter que me aturar por muito tempo ainda.
- Acho que posso suportar esse sacrifício. - Ele riu.
- Não vai ser fácil pra mim também. - Ia respondê-lo, mas seu celular começou a tocar, então ele apertou algum botão no volante do carro que atendeu a ligação e colocou no viva-voz.

"- Justin, onde você está? Já era pra estar aqui! - Uma voz masculina desconhecida por mim falou do outro lado da linha.
  - Eu não vou gravar mais hoje.
  - Como assim não vai? Está todo mundo aqui te esperando.
  - Josh, minha garota precisa de mim agora. Me desculpa, cara. Amanhã a gente continua.
  - Beleza." E então a ligação foi finalizada, enquanto eu tentava não sorrir com aquele "minha garota".

- Justin...
- Não precisa se preocupar, ok? Está tudo bem. - Ele falou apertando minha mão novamente.
- É só que eu não quero te prejudicar.
- E você não vai. Eu prometo. - Assenti, passando a olhar pra frente novamente.
Alguns poucos minutos depois nós chegamos no meu prédio, o que eu estranhei, já que nós sempre íamos para a casa do Justin, mas não falei nada. Justin colocou o carro na garagem do prédio e nós subimos para o meu apartamento, que ficava no sétimo andar.
- Quais são seus planos pra noite? - Perguntei, jogando minha bolsa em um dos sofás, observando Justin caminhar em direção à cozinha. O segui.
- Comer, assistir algo na televisão e conversar. - Falou colocando a sacola do restaurante em cima da mesa e retirando as coisas de dentro dela. - Você tem algo para bebermos? Esqueci de comprar.
- Acho que tem cerveja ainda.
- Perfeito.
- Enquanto você arruma aí eu vou tomar banho, ok? - Justin assentiu e eu fui para o banheiro, onde tomei um banho rápido, e depois fui para o quarto. Coloquei uma roupa confortável e sequei o cabelo. Ao ir pra sala, me deparei com Justin sentado no sofá, bebendo cerveja e mexendo no celular. Ele só me notou quando eu sentei ao seu lado.
- Até que fim, estava quase indo ver se você estava bem. - Ri.
- Estava secando o cabelo. Por que não ligou a televisão? - Falei pegando uma garrafa de cerveja que estava em cima da mesinha de centro.
- Eu estava escrevendo umas ideias que tive pra uma futura música.
- Posso ler? - Ele assentiu.
- É só alguns versos. - Falou me entregando o celular com o aplicativo de notas na tela.

"Reflecting on the days when we used to be just friends"
(Refletindo sobre os dias quando costumávamos ser só amigos)
"Now this is out our hands, our love is here to stay"
(Agora isso está nas nossas mãos, nosso amor está aqui para ficar)
"So get used to me checking in all day"
(Então se acostume comigo chegando todos os dias)
"Get used to me falling through just to see your face"
(Acostume comigo por perto só para ver seu rosto)

- Eu gostei. Acho que dará uma ótima música. - Falei entregando o celular de volta pra ele.
- Sim, eu já tenho as ideias na minha cabeça, eu só preciso transformá-las em versos. - Ele disse digitando mais algumas coisas. - O que você acha de "there ain't a day I won't need you"? ("não vai existir um dia que eu não vá precisar de você")
- Não vai rimar. Deixa eu ler mais uma vez. - Falei puxando o celular pra mim. Li o que ele já tinha escrito umas duas vezes, então reformulei a frase que ele tinha dito antes. - Que tal "there ain't a moment I won't need your brace"? (não vai existir um momento que eu não vou precisar dos seus braços) - Ele abriu um sorriso enorme.
- Isso! - Falou digitando o que eu tinha escrito. - "Get used to me touching you, get used to me loving you" (acostume-se comigo te tocando, acostume-se comigo te amando) - Falou enquanto digitava.
- "Get used to it" (acostume-se) - Falei e ele sorriu mais uma vez enquanto escrevia.
- Não sabia que você era boa em compor.
- Nem eu sabia. - Ele riu.
- Se essa música entrar pro álbum te darei os créditos de compositora. - Falou guardando o celular no bolso.
- Se você não der eu cobrarei. - Ele riu.
- Eu deixei a comida na cozinha, vou buscar. - Assenti. Enquanto Justin ia até a cozinha eu aproveitei para olhar meu celular e havia uma mensagem do meu pai dizendo que estava com saudades de mim, o que me fez sentir mal. Não era justo eu ficar tantos dias sem procurá-lo.
- Acho que amanhã vou faltar as primeiras aulas na faculdade pra fazer algo com o meu pai. - Falei assim que Justin voltou.
- Por que não faz algo com ele a noite? - Ele disse colocando a comida em cima da mesinha de centro e logo após sentando no chão.
- A gente poderia comer na mesa da cozinha, Justin. - Sugeri.
- Não, assim é menos formal. - Ri, sentando ao seu lado, ambos encostados no sofá.
- Eu poderia fazer algo com ele a noite, mas eu vou pro estúdio com você, esqueceu? - Falei pegando os hashis e começando a comer.
- Você pode ir outro dia, Liv. Logo seu pai vai voltar pra New Jersey e sabe-se lá quando ele volta aqui. Eu não quero atrapalhar sua relação com ele. - Justin falou colocando um sushi cheio de molho dentro da boca.
- Obrigada. - Falei e ele me olhou com aquela cara de confusão que ele fazia às vezes. - Por ser tão compreensível. - Justin sorriu, se aproximando e me dando um breve selinho.
Após isso nós ficamos em silêncio durante alguns segundos, então Justin decidiu falar.
- Nós deveríamos vim pra sua casa mais vezes ao invés da minha. - Passei a olhá-lo.
- Sério que gosta de ficar aqui? Não tem nada demais.
- E é por isso que eu gosto tanto daqui. Parece mais com um lar, sabe? Minha casa é muito grande, eu me sinto muito sozinho lá.
- Faz sentido. Por que não compra uma casa menor? - Falei bebendo um pouco da minha cerveja.
- E ter paparazzis em cada janela da minha casa? Não daria certo. - Disse. - Eu estou pensando em devolver a casa e ficar em hotéis. Bem menos solitário. E além do mais, agora eu posso vim pra cá sempre que me sentir sozinho, certo? - Falou sorrindo e eu ri.
- Mi casa, su casa. - Ele riu. - Se depender de mim você não vai mais se sentir sozinho. - Falei aproximando meu rosto do seu e juntando nossos lábios. Justin me envolveu nos seus braços, nos aproximando mais, e sua língua adentrou a minha boca, me causando um arrepio. Era assim toda vez que nós nos beijávamos de uma forma mais intensa. Eu amava demais esse homem.

[...]

- Abre a boca! - Justin gritou logo antes de jogar um sushi na minha cara e então começou a rir como se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo.
- Sua vez! - Gritei e joguei uns três de uma vez, fazendo ele me olhar incrédulo e eu começar a rir.
- Três de uma vez foi injusto. - Ele disse rindo.
- Não foi não. Injusto é essa sujeira que a gente fez. - Falei recolhendo um bolinho de arroz que estava no chão. Tinha comida espalhada pela sala toda.
- Pop stars não limpam. - Ele falou se jogando no sofá e eu ri irônica.
- Que engraçado. Pode levantando daí. - O puxei pela mão e ele sentou no sofá.
- Sério mesmo?
- Sim. - Falei. - Leva as coisas pra cozinha que eu vou buscar uma vassoura pra varrer isso aqui. - Ele assentiu, mesmo que de má vontade, e eu fui até a área de serviço, onde peguei a vassoura e voltei pra sala pra varrer a sujeita. Depois de tudo limpo ali, eu voltei pra cozinha e Justin estava terminando de lavar a louça.
- Não creio. - Falei o abraçando por trás e ele riu.
- Eu sou uma pessoa muito útil.
- Estou vendo. Não precisava ter lavado. - Disse pegando o pano de prato para começar a secar a louça.
- Eu quis te ajudar. Foi bom pra me lembrar de como se fazia isso. - Ri.
- Até que não é difícil, né?
- Difícil não é, mas eu prefiro não fazer. - Ri novamente.
- Infelizmente nem todo mundo tem uma fortuna igual a sua.
- Então a gente faz assim. - Ele disse fechando a torneira e puxando o pano de prato da minha mão pra secar a mão. - Como nós somos destinados um ao outro, teremos que nos casar, certo? Aí você não vai precisar mais fazer isso. - Ele me puxou pela cintura para perto de si. - O que você acha? - Ri.
- Nem pensar. Se você casar comigo vai ter que me ajudar a limpar a casa toda. Nada de empregada. - Dei um selinho nele e me afastei, voltando a secar a louça. Ele encostou no balcão da cozinha com os braços cruzados e ficou me observando enquanto eu terminava.
- Sério que não vai querer empregada? Tarefas domésticas são chatas.
- Sério. Como meus filhos saberão o valor das coisas se eles terão tudo de mão beijada?
- Se eles ficarem mimados a gente põe eles pra adoção.
- Justin! - Ele riu. - Que coisa horrível.
- É, foi meio ruim mesmo. Então a gente pode colocar eles pra fazerem os serviços de casa enquanto a gente assiste televisão. - Ri.
- Você será um ótimo pai.
- Eu sei que serei. - Falou. - Vou ficar lá na sala enquanto você termina, tá? - Assenti e ele saiu da cozinha.
Não havia muita louça, então eu terminei bem rápido. Voltei pra sala, vendo Justin deitado no sofá mexendo no celular e pulei em cima dele, fazendo ele soltar um gemido de dor.
- Seus ossos me feriram. - Ri.
- Desculpa. Está escrevendo de novo? - Perguntei.
- Não, estou vendo o feed do Instagram.
- Falando em Instagram, aquela foto nossa que você postou me rendeu muitos seguidores.
- Eu vi! E você nunca postou uma foto.
- Se continuar assim eu vou ter mais seguidores que você. - Ele riu.
- Claro que vai. - Ri e após isso nós ficamos em silêncio. Minha cabeça estava apoiada no peito de Justin e eu podia ouvir seu coração batendo. Era bom estar perto assim dele, me transmitia paz. O mundo poderia estar acabando, mas Justin sempre conseguia me acalmar, me fazer esquecer todos os problemas. Era só ele sorrir que tudo ficava melhor.
- Me desculpa por hoje mais cedo. - Falei e pude sentir que ele fixou seu olhar em mim.
- Pelo quê?
- Por ter agido feito uma adolescente mimada com a minha mãe. Você não precisava ter presenciado aquilo. - Ele bloqueou a tela do celular e o jogou em cima da mesinha de centro.
- Você não precisa se desculpar. Eu entendo que você não estava preparada pra receber aquela notícia. - Ele falou me envolvendo nos seus braços.
- Não estava mesmo. Eu nunca imaginei que isso aconteceria. - Justin continuou em silêncio para que eu continuasse falando. - Depois que ela e meu pai se separaram eu sofri muito, sabe? Era difícil ir pra escola e ver meus amigos com suas famílias perfeitas, enquanto eu tinha que ver minha mãe com o amante e ao mesmo tempo ver o meu pai cada dia mais pra baixo. Tudo o que eu queria era a minha família de volta, mas como você poder ver isso nunca aconteceu. E agora ela vem com essa notícia de que está grávida... eu não pude me controlar porque ela está tendo aquilo que ela tirou de mim: a família, a coisa mais importante que eu tinha. - Justin ficou em silêncio após isso, provavelmente pensando no que falar.
- Quando meu pai casou pela segunda vez eu também fiquei bem chateado. Quando nós somos jovens e temos pais separados, nós sempre temos aquela esperança de que eles voltem, então quando meu pai me deu a notícia eu fiquei dias sem falar com ele. Era tão difícil pra mim, eu não conseguia aceitar que meu pai iria construir uma família com outra mulher. Mas no final de tudo eu vi o quanto todos estavam felizes, até mesmo minha mãe estava feliz por ele, então por que eu estava tão chateado? Meu pai só estava tentando achar a felicidade dele, eu deveria estar feliz também. - Ele deu uma pausa antes de continuar. - Eu sei que a minha história é bem diferente da sua, mas o que eu quero dizer é que você não deve ficar brava pela felicidade da sua mãe. Eu sei que no passado ela não fez as melhores decisões, que ela poderia ter se separado do jeito certo, mas as pessoas não são perfeitas, elas sempre vão cometer erros e isso é algo que nós não podemos mudar.
- Você conseguiu me atingir profundamente. - Falei sentindo que iria chorar a qualquer momento e Justin deu um beijo no topo da minha cabeça. Ele e meu pai eram as únicas pessoas com as quais eu já falei tão abertamente sobre o meu passado. Eu confiava em Justin de uma forma surpreendente e isso me preocupava de certa forma porque eu não sabia como eu reagiria se algum dia ele quebrasse essa confiança.
- Eu só não quero que você sofra mais por causa disso. Eu sei que você não conseguirá ficar bem com sua mãe da noite por dia, mas por favor, dê o seu melhor. Você vai ver como a vida vai parecer mais fácil depois. - Eu fiquei em silêncio pensando em tudo o que ele me disse e no quanto ele estava certo. Como ele conseguia sempre ter a coisa certa pra dizer?
- Obrigada, Justin. - Falei me apoiando no meu braço para que pudesse olhar em seus olhos. - Eu sei que já falei obrigada pra você várias vezes, mas é que você sempre faz eu me sentir melhor, sempre tem os melhores conselhos, eu não sei como consegui viver todo esse tempo sem te conhecer. - Ele riu. - Obrigada de verdade, tá? Eu acho que nunca conseguirei retribuir tudo que você faz por mim. - Justin sorriu me puxando para cima dele e me apertando em um abraço.
- Só continue sendo você mesma. Minha vida é muito difícil e desde que você entrou nela, tudo pareceu se iluminar, você me deu um motivo pra querer levantar da cama todos os dias e viver a melhor vida que eu puder. Talvez você pense que eu que fiz a diferença na sua vida, mas é porque você não sabe como eu mudei pra melhor depois de te conhecer. Você é o meu anjo, Liv. - Quando ele terminou de falar eu já tinha algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto e um sorriso enorme que não se desmanchou nem quando eu juntei meus lábios ao de Justin dando início a um beijo repleto de sentimentos. A cada momento que eu passava com Justin eu tinha mais certeza ainda de que aquela paixão toda que eu sentia por ele estava se transformando em algo mais forte, algo que eu nunca senti antes, mas que eu estava adorando.
A medida que o beijo foi esquentando, Justin nos virou, ficando por cima de mim. Suas mãos deslizavam por cada centímetro do meu corpo, deixando uma sensação de calor por onde elas passavam. Nós separamos nossos lábios para que eu pudesse retirar a camiseta de Justin e nesse momento ele sorriu pra mim, antes de me puxar pela mão para que eu pudesse levantar. Justin me pegou no colo, de forma que eu tinha as minhas pernas envolta de sua cintura, nos dando um contato mais íntimo, e então fomos para o quarto, onde ele me colocou delicadamente na cama. Ele deslizou seus lábios pelo meu pescoço antes de distribuir beijos echupões por aquela área, então se afastou para retirar minha camiseta.
Ao olhar para meus seios ele mordeu os lábios, o que o deixou extremamente sexy, e eu o puxei para que pudesse beijá-lo mais uma vez. Justin retirou meu sutiã e então afastou seu rosto do meu, levando sua boca até meus seios, me fazendo arfar. Ele parecia saber cada movimento que precisava fazer para me deixar louca.
Após alguns segundos eu nos virei na cama, ficando por cima dele e fazendo ele sorrir maliciosamente. Óbvio que ele já sabia o que eu iria fazer e por isso tinha uma cara tão feliz. Retirei sua calça e já pude ver o quanto ele estava animadinho. Ao encostar minha boca em seu pênis, ele arfou, mas eu quis brincar um pouquinho então fiz os movimentos mais lentos que eu consegui, o deixando impaciente.
- Não faz isso. - Ele disse quase sussurrando. Eu estava enlouquecendo-o e estava amando isso. Fui aumentando a velocidade gradativamente e Justin já tinha mordido tanto seu lábio inferior que ele estava vermelho, então decidi que era hora de parar, o que fez ele me olhar decepcionado.
- Vamos logo ao que interessa. - Falei, o fazendo rir.
Justin nos virou na cama mais uma vez e usou suas mãos para retirar meu short e a minha calcinha. No momento em que sua língua encostou na minha vagina, eu arfei e enquanto ele foi aumentando a velocidade, eu fui apertando o lençol da cama com cada vez mais força. Pouco antes de chegar ao meu ápice, Justin parou e sorriu.
- Só dando o troco. - Falou ao ver que eu olhei com raiva pra ele, me fazendo revirar os olhos. Ele então se posicionou em cima de mim novamente e me beijou mais uma vez antes de me penetrar. Nós dois gememos ao mesmo tempo e conforme a velocidade foi aumentando os gemidos foram ficando mais altos e mais intensos. Minhas unhas faziam caminhos pelas costas de Justin que eu sabia que deixariam marcas e nós nos beijávamos tanto que nossos lábios já deviam estar vermelhos.

[...]

Após chegarmos ao ápice, o corpo de Justin caiu mole em cima do meu e ele tinha sua respiração descompassada, assim como a minha. Nós ficamos assim por um momento, então ele se jogou no espaço livre ao meu lado e então puxou o cobertor, cobrindo nossos corpos.
- Acho que essa foi a melhor. - Ele meio que sussurrou, ainda sem ter recuperado o fôlego, e eu ri.
- A primeira foi bem boa também. - Falei virando meu corpo em sua direção, de modo que eu pudesse olhá-lo.
- Todas foram boas. Nós dois juntos somos ótimos nesse negócio de sexo. - Disse, me fazendo rir e corar um pouquinho. Ficamos em silêncio após isso, apenas nos fitando. Eu não conseguia parar de pensar o quanto eu era sortuda. - Liv? - Justin me chamou após todo esse silêncio e eu continuei o olhando, esperando ele falar. - Eu sei que é meio cedo pra dizer isso, mas eu te amo.



Postei em duas semanas kasdjkncdkjdkj acho que foi um recorde! Hahahahah Sei que não é tão pouco tempo assim, mas pra quem fica três meses sem postar, duas semanas é como se fosse dois dias hahahaha
E aí galera, como vocês estão? Quais são as novidades?
É incrível como em tão pouco tempo tanta coisa pode acontecer, né? Quando eu postei a última vez eu achava que faltava uma eternidade pra Purpose ser lançado e olha só agora, estamos ouvindo o melhor álbum do século ahahaha Desde o dia 13 eu não consigo parar de ouvir esse álbum, fica tocando o dia todo, eu até vou dormir ouvindo ele. Eu estou apaixonada por todas as músicas, sem exceção. Estava aqui escrevendo quais as que eu gostei mais e quando vi já tinha escrito quase todas as músicas do álbum ahahah E vocês? Estão assim também? Qual sua música favorita?
A turnêêêê gente! Eu nunca imaginava que nós íamos ter as datas assim tão rápido, sério! Eu imaginava que o Justin só ia divulgar a turnê no ano que vem, mas não, eu tô feliz demais! Pra ficar mais feliz só ele anunciando as datas do Brasil, o que eu espero que não demore.
E gente, eu to tirando minha carteira de motorista! To fazendo as aulas há uma semana e to me sentindo super adulta e velha! Hahahahahaha Mas to muito feliz porque não vou mais ficar dependendo do meu pai ficar me levando nos lugares, posso pedir o carro dele emprestado e ir. Agora só falta ter dinheiro pra comprar meu próprio carro, né? haha
Nossa, eu tô feliz demais com essa volta do Justin, meu coração parece que vai sair pela boca KKKKK
Mas enfim, eu ia escrever só uma mensagenzinha pra vocês mas quase escrevi uma fanfic nova né? Vou indo. Me digam aí nos comentários o que vocês acharam desse capítulo. Eu amei, achei que ficou bonitinho e eu escrevi ele tão rápido que até me surpreendi. Espero que gostem também. Obrigada por lerem, vocês são demais <3
Até o próximo capítulo! ;*

Divulgando:
http://imaginebelieberjus1.blogspot.com.br/2015/10/a-gangue-3.html

29/10/2015

All Yours: Capítulo 13 - Pregnant?

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"Eu sou doente de amor e eu não posso ser curado. Aconteceu tão rápido, agora eu estou flutuando por você, porque você é o amor do meu coração." (Light Up The Dark - Greyson Chance)

Após abrir meus olhos, me dei conta de que não sabia onde estava. O quarto estava escuro e silencioso, o único som que eu podia ouvir era de pássaros do lado de fora da casa. Um perfume masculino adentrou minhas narinas, então eu pude perceber onde eu estava e as memórias da noite passada surgiram na minha mente. Ontem foi tão... perfeito. Bem clichê essa palavra, mas era o único modo que eu poderia descrever os acontecimentos.
Em algum momento desde que acordei me peguei sorrindo sem motivo algum e rolei na cama, puxando o travesseiro de Justin para mim. Então era tudo verdade? Ele assumiu mesmo que estava apaixonado por mim?
Enquanto meus pensamentos estavam fixos em Justin, eu bati meu olho em um bilhete no criado-mudo, no qual estava escrito "Estou no andar de cima." com uma letra não muito bonita que me fez rir.
Peguei a primeira roupa que achei no caminho - a camisa enorme do Justin que ele estava usando ontem, que estava jogada no chão do quarto, e que me servia de vestido - e saí do quarto, indo até a escada que eu sabia que levaria até o jardim de inverno da casa. Justin estava lá, apenas de cueca, sentado em um banquinho e fumando. Estranhei, já que nunca tinha visto ele fumar na minha frente, mas não falei nada.
- Bom dia. - Falei pra ele me notar.
- Oi, bom dia. - Ele sorriu pra mim e fez sinal para eu me aproximar. - Dormiu bem? Eu fechei a cortina para você dormir até a hora que quisesse. - Eu ia sentar ao seu lado, mas ele me puxou e me fez sentar no colo dele.
- Dormi muito bem, obrigada. - Sorri. - Não sabia que você fumava. - Apontei para o cigarro que ele tinha apagado em um cinzeiro logo após eu chegar.
- Você tem me feito esquecer do cigarro. - Ele sorriu fraco, sem mostrar os dentes e eu retribuí seu sorriso, só que de forma exagerada. - Mas minha cabeça tem estado cheia e eu precisava de um cigarro pra acalmar.
- E posso saber o que está te incomodando? - Ele suspirou.
- É, acho que pode. - Falou. - Sabe, Liv... eu acho que depois de ontem os meus sentimentos ficaram claros, né? - Assenti.
- Espero que sim. - Ele riu.
- Eu estou apaixonado por você já tem algumas semanas, talvez antes mesmo de você criar algum sentimento por mim, mas eu tenho medo, sabe? Sempre tentei não criar esse tipo de relacionamento com você porque não quero causar problemas na sua vida, não quero que você perca a sua privacidade por causa de mim. Meu trabalho é maravilhoso, mas acaba causando problemas para as pessoas com as quais me relaciono e eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com você.
- Justin... - Falei e virei de frente pra ele, sentando com uma perna de cada lado do corpo dele, de modo que eu podia olhar diretamente em seus olhos, e coloquei meus braços em volta de seu pescoço. - Quantas vezes eu vou ter que falar que eu não me importo? Que eu estou disposta a enfrentar tudo? Você acha que se eu não quisesse você por perto eu ainda estaria falando com você?
- Mas você não entende a proporção de tudo, Liv.
- Estou disposta a entender. - Falei antes que ele pudesse dizer algo a mais. - E se você continuar falando isso eu vou ficar chateada. Parece que eu não sou forte o suficiente.
- Você é uma das mulheres mais fortes que eu conheço. - Me deu um selinho. - Vou tentar parar de pensar tanto nisso, ok? E prometo que vou te proteger de tudo e de todos.
- Eu confio em você. - Disse antes de beijá-lo. Ele me puxou mais pra frente, nos dando um contato mais íntimo, e eu movi meu quadril, o fazendo soltar um gemido rouco. Era bom saber que eu tinha esse controle sobre ele.
- Depois não reclama quando eu não conseguir parar. - Ele falou e riu em seguida. Levei minha boca até seu pescoço e comecei a distribuir beijos naquela região, até chegar no seu ouvido.
- E quem disse que eu quero parar? - Justin enrolou a mão no meu cabelo e puxou minha cabeça para frente da sua, me beijando em seguida.
Quem diria que algum dia eu estaria tão apaixonada por ele? Tão apaixonada a ponto de não ligar pra mais nada que não fosse ter ele ao meu lado? Nada mais me importava, nem os fãs, nem a mídia, nem a falta de privacidade, nada. Era loucura? Talvez. Talvez me envolver tanto com ele fosse a maior loucura que eu já teria feito na minha vida, mas aí estava o problema: eu realmente não me importava. Seu toque, seu beijo, seu sorriso, seus olhos... ele me envolvia de uma forma surreal, eu sentia que se eu não pudesse ter ele ao meu lado eu não poderia ser feliz, e aí estava o maior problema. Poderia ele sentir o mesmo que eu? Ele poderia me amar com a mesma intensidade? Eu só esperava que a resposta para todas essas perguntas fosse sim porque sem ele eu nunca me sentiria tão completa do jeito que sou hoje.
- Eu queria poder ficar assim com você o dia todo. - Ele disse, me trazendo de volta a realidade. Minha cabeça estava apoiada no ombro dele e ele me abraçava carinhosamente.
- Nós podemos. - Falei fazendo manha e ele riu.
- Não podemos, não. Não vou deixar você faltar aula.
- Só um dia não faz mal.
- Faz mal pra minha relação com seu pai. Pensa se ele descobre que você tá faltando aula pra ficar comigo? Minha chances vão reduzir consideravelmente. - Ri, jogando minha cabeça pra trás.
- Você é muito preocupado. - Justin beijou meu pescoço, me causando arrepios.
- Quando o assunto é você eu realmente me preocupo demais. Quero te ver sempre feliz. - Sorri, o beijando mais uma vez. - Vamos descer, vou te levar na faculdade. - Ele deu tapinhas na minha perna e eu levantei do seu colo, segurando sua mão em seguida e o puxando.
- É sério isso que você disse sobre gostar de mim há semanas? - Perguntei enquanto nós descíamos a escada de mãos dadas.
- É. Por que eu mentiria? - Dei de ombros.
- Não sei, é só esquisito ouvir isso. - Ele me olhou meio confuso, com as sobrancelhas um pouco arqueadas.
- Esquisito?
- Sim. Eu nunca achei que isso aconteceria, sabe? Ouvir isso de você. Eu achava que você nem sentia nada por mim. - Justin riu e me deu um beijo na bochecha.
- É impossível não sentir nada por você. - Sorri, ficando na ponta dos pés para beijá-lo na bochecha.
Depois de chegarmos no quarto do Justin e as cortinas serem abertas, pudemos ver o quanto aquele quarto estava bagunçado. Nossas roupas, sapatos e a roupa de cama estavam espalhadas pelo chão.
- Nós fizemos um estrago ontem. - Justin falou e eu ri, sentindo minhas bochechas esquentarem um pouco.
- Idiota. - Ele sorriu, chutando um tênis para o lado e se jogando na cama.
- Pode pegar o que quiser no meu closet. - Assenti e fui em direção ao banheiro, onde tomei um banho quente meio demorado e levei algum tempo procurando uma escova de cabelo, a qual eu me dei conta que estava na minha cara, em cima da pia. Depois peguei a minha roupa de ontem que tinha ficado no banheiro e saí enrolada na toalha, já com o cabelo penteado, e fui para o closet ver o que eu podia arrumar lá. Não tinha tantas roupas como eu pensei que teria, mas não podia dizer o mesmo dos sapatos. Eram prateleiras e mais prateleiras de tênis de todos os tipos e eu fiquei me perguntando qual a necessidade de tanto sapato pra uma pessoa só.
Depois de pegar o que precisaria e terminar de me vestir com a mesma saia e sapato de ontem e uma t-shirt branca de Justin que eu coloquei por dentro da saia, decidi que eu precisaria de uma jaqueta, então peguei uma preta muito bonita que não era tão grande e a vesti, me olhando no espelho após isso. Não estava ruim, estava arrumado até demais para ir para a faculdade, mas eu iria assim mesmo.
Justin estava dormindo quando eu terminei e eu sorri ao vê-lo todo enrolado no cobertor com a boca meio aberta. Ainda era meio difícil acreditar que tudo isso era verdade e que finalmente existia um "nós".
- Ei, acorda. - Falei beijando sua bochecha e ele resmungou um pouco antes de me puxar e me prender entre seus braços. - Quando eu queria ficar em casa você não deixou, agora que eu me arrumei você fica me prendendo? Não estou te entendendo. - Ele riu ainda sem abrir os olhos.
- Fiquei com preguiça.
- Nós podemos ficar deitados aqui o dia todo. - Beijei sua bochecha mais uma vez e novamente ele riu, se afastando de mim e sentando na cama.
- Não adianta, não vou deixar você faltar aula. - Ri.
- Tá bom, vai se arrumar então.
- Estou indo. - Ele me deu um beijo e foi para o banheiro. Fiquei deitada na cama mexendo no celular e aproveitei para mandar uma mensagem para Hailey falando que tinha dado tudo certo com o Justin e mandei uma mensagem também para o meu pai dizendo que estava com saudades e que queria vê-lo. Após Justin entrar na minha vida eu praticamente o abandonei. Depois entrei no Instagram já que fazia dias que não entrava e me surpreendi ao ver que eu tinha mais de 40 mil seguidores sem nunca ter postado nenhuma foto, tudo graças a uma foto postada pelo Justin do dia que nós fomos no McDonald's de madrugada. Eu tinha falado pra ele não postar foto nenhuma, mas tudo bem.
Justin demorou longos minutos no banho e quando saiu passou direto por mim e entrou no closet, saindo de lá minutos depois completamente vestido.
- Estou pronto.
- Finalmente. - Falei saindo da cama e ele me mostrou a língua, parecendo uma criança.
Peguei minha bolsa e nós descemos até o primeiro andar de mãos dadas, mas as soltamos ao chegar na garagem, onde um homem de uns quarenta e poucos anos estava parado em pé ao lado do Rolls Royce do Justin.
- Bom dia. - Justin falou ao nos aproximarmos.
- Bom dia. - O motorista disse e abriu a porta para entrarmos. Depois deu a volta no carro e entrou no banco do motorista, o que eu eu não pude ver já que havia uma espécie de parede com uma janelinha que estava fechada separando os bancos da frente dos de trás.
- Você vai pro estúdio comigo hoje, né? - Justin perguntou.
- Vou. Que horas você vai pra lá?
- Depois que deixar você na faculdade. - Ele entrelaçou nossos dedos novamente e ficou fazendo carinho na minha mão com o polegar.
- Você vai ficar o dia todo lá? - Perguntei.
- Vou.
- Deve ser cansativo.
- E é, mas eu gosto tanto de fazer músicas que eu nem vejo a hora passar. É meio que um hobbie misturado com trabalho. - Sorri, me sentindo orgulhosa dele. Justin realmente não era nada do que as pessoas falavam sobre ele e a cada dia eu tinha mais certeza disso.
Nós fomos para minha casa, onde eu peguei meu material da faculdade e passei um pouco de maquiagem. Depois fomos almoçar em um restaurante no centro de LA antes de Justin me deixar na faculdade. O local não estava muito cheio, o que me deixou um pouco mais confortável para agir normalmente, o que era difícil quando eu sabia que estava sendo o centro das atenções. Nós fomos atendidos por um garçom que anotou nossos pedidos e se retirou, nos deixando sozinhos.
- Meu aniversário está chegando. - Ele falou sorrindo.
- Verdade! É dia primeiro de março, certo? O que você vai fazer?
- Andou pesquisando sobre mim, é?
- Que tipo de amiga eu seria se não soubesse a data do seu aniversário? - Justin riu.
- Do meu tipo. Você nunca me falou a sua. - Fiz a melhor cara de inconformada que eu consegui, o que fez Justin rir mais uma vez.
- Não acredito nisso.
- Ei, ei, ei. - Ele colocou as mãos pro alto, como quem se rende. - Não é culpa minha se você nunca me contou.
- Dessa vez eu vou aceitar seu argumento. E meu aniversário é dia vinte e dois de abril.
- Vinte e dois de abril. Não esquecerei. - Sorri.
- E então, o que você pretende fazer pra comemorar seu aniversário?
- Não sei... não quero nada grandioso. Estava pensando em viajar com alguns amigos.
- Sem boates? Uau. - Ele riu.
- Não sou eu que planejo festas em boates, as pessoas que fazem e me avisam, aí tenho que ir.
- Como se você não gostasse. - Justin riu novamente, mas parou quando o garçom chegou com nossas comidas. Por um momento eu esqueci quem era a minha companhia e fiquei pensando no porque da comida ter chegado tão rápido, mas assim que lembrei quem Justin era tudo fez sentido.
- Pois saiba que eu prefiro passar a noite em casa com você do que em uma boate. - Ele falou após o garçom se afastar e eu sorri, sentindo meu coração acelerar como sempre acontecia quando Justin me falava algo bonitinho.
Nós tivemos que ir embora logo após terminar de comer porque alguns paparazzis descobriram onde Justin estava e não paravam de tirar fotos, deixando Justin um pouco irritado. O trânsito estava bem ruim, então o caminho até a faculdade foi longo e rendeu muito tempo para Justin me contar sobre seu álbum que estava planejado para sair em novembro e o quanto ele estava ansioso com isso. Me contou também que tinha mais de trezentas músicas gravadas, que ainda não sabia quais músicas iriam entrar no álbum novo e prometeu me mostrar algumas delas hoje a noite.
Justin me deixou na faculdade por volta das 2 horas da tarde e logo que eu desci do carro pude avistar Hailey sentada sozinha em um banco enquanto lia um livro.
- Boa tarde. - Falei sentando ao seu lado. Ela sorriu maliciosamente ao me ver e eu ri.
- Boa tarde, senhora Bieber. - Ri novamente.
- Está avançando as coisas rápido demais, Hailey.
- As únicas pessoas avançando as coisas são você e o Justin. - Balancei a cabeça negativamente, sorrindo envergonhada. - Vamos, me conta tudo.
- Nós passamos a noite juntos, ué. - Ela revirou os olhos.
- Eu quero detalhes, Liv, detalhes.
- Tá bom. Basicamente, nós nos encontramos na boate, Justin ficou com ciúmes do Roman e me chamou pra ir pra casa dele. Aí começou a chover, nós nos molhamos, ele me emprestou uma roupa dele, fez algo para comermos e o resto você já imagina. - Ela riu.
- O resto não precisa contar. - Falou. - E ele se declarou pra você?
- É, acho que sim.
- Como assim você acha? Me conta as coisas direito, Olivia.
- Eu estou contando. Ele disse que está se apaixonando por mim, mas que tem medo de levar isso adiante por causa de quem ele é.
- É, a vida dele não é fácil. Mas e você? Tá decidida mesmo a ficar com ele?
- Claro que sim.
- Acho bom, senão iria te bater. - Ri.
- O que eu sinto por ele é intenso demais pra deixar as outras pessoas atrapalharem tudo.
- Ai meu Deus, que lindo. Eu quero algo assim pra minha vida também.
- E o Josh? Nunca imaginaria que você gostava dele.
- Eu ia te contar, mas estava esperando as coisas se acertarem mais. Ainda não tinha certeza se eu gostava mesmo dele ou era só uma atração.
- Então quer dizer que você está gostando mesmo dele. - Ela sorriu.
- Estou, mas ainda estamos nos conhecendo melhor. Não é nada tão intenso igual você e o Justin.
- Os sentimentos que rolam entre mim e o Justin não são normais.
- São lindos, isso sim. - Sorri. - Vem, vamos entrar. Tenho que falar com o professor antes da aula começar. - Ela disse levantando e puxando minha mão para que eu levantasse também. Nós caminhamos juntas por algum segundo, mas nos separamos dentro do prédio de medicina já que nossos horários eram diferentes.

[...]

As aulas hoje terminavam às 7:30 da noite e assim que deu o horário para sair eu meio que corri pois sabia que Justin estaria me esperando. No caminho até a saída do prédio encontrei com Hailey e nós fomos juntas até o estacionamento ao lado, local onde Justin estava e onde Hailey tinha deixado o carro da mãe dela.
- Quase não dá pra notar que Justin está aqui. - Ela falou olhando para o luxuoso carro preto fosco estacionado entre dois carros bem mais simples.
- Mais um pouco e eu não acharia ele. - Ela riu.
- Olivia! - Uma voz feminina conhecida gritou e todo o meu bom humor pareceu desaparecer do meu corpo ao reconhecer quem era. Lisa, ou melhor, minha mãe, acenava sorrindo e caminhava em minha direção. Essa deveria ser a quarta ou quinta vez que ela vinha me procurar na faculdade, mesmo eu deixando bem claro que não queria que ela fizesse isso.
- Quem é? - Hailey perguntou. Nunca tinha apresentado minha mãe a nenhum dos meus amigos, até porque ela era alguém com quem eu não queria contato.
- Minha mãe. - Falei, olhando fixamente para a mulher que se aproximava.
- Ah sim, hm, eu vou falar com Justin. - Hailey disse se afastando e indo até o carro estacionado logo atrás de nós.
- Oi. - Lisa falou ao chegar perto. Ela era uma mulher morena de 49 anos que estava sempre sorrindo e parecia nunca deixar nada lhe entristecer.
- Oi. O que faz aqui? - Perguntei cruzando meus braços na frente do peito.
- Vim te ver. Eu disse que voltaria.
- Eu já falei que não quero te ver.
- Liv, por favor, eu preciso muito falar com você. É importante. - Ela disse segurando meu braço quando eu ameacei lhe dar as costas. Virei pra ela esperando ela falar o que queria, mas ela não disse nada.
- O que é?
- Vamos até alguma lanchonete, eu não quero conversar assim. - Revirei os olhos. Ela sempre me fazia ficar alguns minutos conversando com ela contra a minha vontade.
- Não posso, um amigo está me esperando pra gente sair.
- Por favor, Liv. - Bufei.
- Me espera no Starbucks. - Falei lhe dando as costas e indo até o carro do Justin. Hailey estava sentada no banco do carona e os dois estavam conversando, mas pararam assim que eu apareci na janela ao lado do Justin.
- Não me bate, a gente só tava conversando. - Hailey falou assim que me viu, me fazendo rir.
- Relaxa, eu sei que vocês estavam nos espionando.
- Talvez. - Justin falou, me fazendo rir novamente. - Então aquela é a sua mãe? - Assenti. - O que ela queria?
- Ela quer me contar algo, está me esperando no Starbucks.
- E por que você não foi ainda? - Justin perguntou.
- Eu vim te avisar, ué. E também vim te chamar pra ir comigo.
- Acho melhor não, Liv. Ela deve estar querendo passar um tempo com você.
- Por favor, Justin, eu vou ficar mais tranquila se você estiver lá comigo.
- Ai que lindo. - Hailey falou e eu e Justin olhamos rindo pra ela ao mesmo tempo. - O que foi?
- Nada. E então, Justin? - Falei.
- Não sei, Liv...
- Por favor... - Justin revirou os olhos.
- Tá bom, eu vou.
- E eu vou meter o pé pra casa. Quero saber de tudo depois, Liv. - Assenti, observando ela acenar e sair do carro em seguida, indo até seu carro. Justin pegou um óculos escuro dentro o porta-luvas e o colocou no rosto, então saiu do carro, o trancando logo após isso.
- Muito obrigada por fazer isso por mim. - Falei enquanto caminhávamos até um dos vários Starbucks que existiam dentro do campus.
- Qualquer coisa pra te ver bem. - Sorri.

[...]

O local estava vazio, o que foi um alívio para Justin. Não havia paparazzis, já que estávamos dentro do campus, mas isso não impedia o fato de que um alvoroço poderia ocorrer caso tivesse alguém ali. Lisa estava mexendo em seu celular, mas assim que nos viu uma expressão de surpresa surgiu em seu rosto, que logo desapareceu dando um lugar ao seu sorriso habitual.
- Justin, essa é Lisa, e Lisa, esse é Justin. - Falei os apresentando e sentei em uma das cadeiras. Eles se cumprimentaram em um abraço e então sentaram novamente.
- Espero que não tenha problema em eu ter vindo. A Liv fez questão. - Justin falou.
- Está tudo bem. Se ela confia em você, então não tem porque eu não confiar. - Olhei pra ela com tédio.
- E então? - Falei.
- Como foi o seu Natal e Ano Novo? - Ela perguntou.
- Sério que você vai ficar de conversa fiada? Fala logo o que é tão importante. - Justin me olhou incrédulo, mas eu o ignorei.
- Eu quero saber como vão as coisas. Você é minha filha, eu me preocupo com você.
- Estão ótimas, mas se é pra isso que você me chamou então já posso ir embora.
- Liv. - Justin falou e eu o olhei. - Vai com calma. - Disse segurando minha mão por debaixo da mesa e eu respirei fundo, me acalmando.
- As coisas estão cada vez melhores, Lisa. E com você?
- Poderia estar melhor e você sabe o por que, né? - Não respondi, apenas mantive meu olhar fixo nela. Eu não gostava quando ela tentava se reaproximar de mim, ainda não tinha certeza se estava pronta para perdoá-la e tinha menos certeza ainda se conseguiria algum dia. Ter ela próxima de mim só me deixava mais abalada. - Bom, vocês precisam ir, então eu vou direto ao assunto que me trouxe aqui. - Ela falou depois de perceber que eu não a responderia. Seu olhar passou rapidamente por Justin, que prestava atenção na conversa sem dizer uma palavra, e então parou em mim, onde permaneceu por alguns segundos. Lisa então riu sem graça. - Eu não sei como dizer isso.
- Fica calma. Tenho certeza que seja o que for que você tenha que contar, a Liv não vai perder a cabeça. - Justin falou e eu olhei pra ele, mas tudo o que eu recebi foi um sorriso discreto que me fez suspirar fundo mais uma vez.
- Ok, vamos lá. - Lisa falou. - Eu... eu estou grávida. - Ao ouvir essas palavras eu senti meu coração bater mais forte e tudo pareceu girar. Como assim minha mãe estava grávida? Ela teria um filho com o homem que eu mais odiava no mundo, era isso mesmo? Então eles seriam uma família feliz, a família que eu nunca pude ter por causa da mulher que estava na minha frente?
- Justin, vamos embora. - Falei levantando e pegando minha bolsa. Eu não poderia mais ficar naquele lugar, eu precisava sair dali, era tão difícil digerir tudo aquilo.
- Liv... - Justin falou, mas eu apenas neguei com a cabeça.
- Não, só vamos, por favor. - Disse e então saí de dentro daquele lugar o mais rápido que eu pude.
Eu sei que estava sendo egoísta, que não era justo eu ter raiva apenas porque minha mãe estava construindo uma família, mas também não era justo ela ter feito tudo o que fez e então vir até mim e me contar isso como se fosse algo normal, mesmo sabendo o quanto eu sofri durante a minha adolescência por não ter uma família.
Enquanto estava encostada no carro de Justin tentando digerir tudo isso e tentando não chorar, eu o vi se aproximar. Ele tinha mãos nos bolsos da calça e a cabeça abaixada, provavelmente tentando não ser reconhecido, mas assim que chegou perto de mim ele fixou seu olhar no meu.
- Babe... - Falou me puxando para um abraço e suspirei, tentando não chorar.
- Só não vamos falar sobre isso agora, ok? - Ele beijou o topo da minha cabeça.
- Ok.
Nós ficamos abraçados por alguns segundos, apenas o suficiente para que eu me acalmasse um pouco mais. Justin tinha esse poder sobre mim, ele poderia me acalmar apenas com um abraço ou com um sorriso e isso era algo que eu me perguntava se era normal ou se era algo com o qual eu deveria me preocupar.



Como prometido aí está o capítulo novo!
Depois de meses, já não era sem tempo, né? hahahaha
Queria colocar mais momentos fofinhos entre os dois, mas isso vai ficar pro próximo. Já tenho muitas coisas planejadas pra essa fanfic, inclusive o final, e espero que vocês gostem de tudo que vai acontecer.
Com o ano chegando ao fim a minha vida tem estado mais corrida. É ENEM, vestibular, auto-escola, fora a pressão de ter que começar a definir o meu futuro, então eu não tive muita cabeça pra fanfic, mas também não quis abandonar o blog pra sempre haha. Eu tenho um carinho muito grande por esse blog, pelas fanfics e pelos leitores, isso tudo fez parte da minha adolescência, eu não sei se algum dia terei coragem de me desfazer de tudo, porém eu peço que tenham paciência. Como eu já disse, não dá pra postar sempre, mas isso não quer dizer que eu tenha abandonado. Não importa quanto tempo eu fique sem postar, eu sempre voltarei pra vocês <3
Bom, como vocês sabem, muitas coisas aconteceram com o Justin durante esse tempo que eu fiquei sem postar. Ele lançou What Do You Mean?, Sorry, o nome e a tracklist do álbum foram divulgados, ficamos sabendo que a 1D vai lançar álbum no mesmo dia que ele, a mídia andou falando mal dele como sempre, etc. Eu quero que vocês me contem o que estão achando de tudo isso.
Eu estou amando! Me lembra da época de Believe que nós ficamos nessa ansiedade também, só que agora é um milhão de vezes melhor, porque é o retorno dele, é ele mostrando que está aqui para ficar. Nossa, meu coração parece que vai explodir de alegria toda vez que penso nisso, porque ainda não caiu a ficha direito de que ele está mesmo de volta, que teremos álbum, turnê e muitas coisas que não temos há muito tempo. Não consigo controlar minha ansiedade hahaha
Enfim, falem aí nos comentários, vamos conversar. Vou responder todas vocês, prometo :)
Espero que tenham gostado do capítulo novo e até o próximo. Obrigada por me esperarem por todo esse tempo <3

Divulgando:
http://imaginebelieberandjarbara69.blogspot.com.br/
http://bestfandomintheworld.blogspot.com.br/

18/10/2015

Explicando meu sumiço e uma pergunta importante

16 comentários: | |
Oi gente, aqui é a Bia, como vocês estão? Devem estar pensando que eu abandonei o blog né? Eu não abandonei, nunca irei abandonar, mas devo admitir que ando "relaxada" com ele. Não tenho mais a mesma empolgação de antes e nem o mesmo tempo livre. Nesses últimos meses eu tenho andado muito nervosa com o ENEM e com o meu futuro e acho que essa foi a causa do maior bloqueio criativo que eu já tive. Sério, eu não consegui escrever nem metade do próximo capítulo de All Yours direito e o que escrevi achei uma bosta. Mas vamos ao que interessa. A questão é: vocês querem que eu continue All Yours? Se tiver pelo menos cinco pessoas que querem eu prometo que posto um capítulo novo na semana após o ENEM, nem que eu tenha que ficar até de madrugada escrevendo. Se não quiserem a gente vê o que eu faço, se começo outra fanfic ou saio de vez do blog, sei lá. Me respondam, por favor, a sua opinião é muito importante pra mim. Muito obrigada a vocês que continuaram me esperando, vocês são demais. <3

29/08/2015

The Exchange: Capítulo 5 (REPOSTANDO)

5 comentários: | |

Mais um capítulo dessa IB horrorosa que eu escrevi em 2011 e apaguei do blog por burrice hahaha Só to repostando pq foi a segunda fanfic que eu escrevi e tenho um carinho enorme por todas as minhas fics, então não quero correr o risco de perdê-las. Aqui é o lugar mais seguro pra guardá-las, pois sei que nunca vou perdê-las. Então por favor, não riam hahahaha Eu sei q tá horrível e tal mas eu só tinha 14 anos, era novata nesse mundo de fics haha Bom, é isso, vamos a mais um momento pra eu passar vergonha rs


Acordei, tomei banho e vesti minha roupa. Júlia saiu do quarto na mesma hora que eu.
Você: Jú, vamos passar no Starbucks antes de ir na escola? - Você disse enquanto desciam a escada. Júlia: Claro.
O Starbucks ficava no caminho da escola. Vocês foram caminhando e no caminho você contava sobre o seu passeio com Justin. Ela comemorava a cada palavra que você dizia. Não demorou muito para chegar. Vocês sentaram em uma mesa e pediram apenas cappuccino.
xxx: Oi meninas. Que surpresa vocês aqui.
Você, Júlia: Oi Chris. Oi Justin. - Vocês se cumprimentaram.
Chris: Podemos nos sentar aqui com vocês? - Eles seguravam dois cafés.
Júlia: Claro que sim.
Justin: Vocês não têm aula hoje?
Você: Temos, mas passamos aqui pra tomar um cappuccino antes de ir. E você, Chris? Porque está na escola?
Chris: Não tenho aula hoje. Tem uma reunião com os professores.
Júlia: Que sorte. - Nossos cappuccinos chegaram e nós bebemos enquanto conversávamos.
Justin: Se quiserem podemos levar vocês até a escola. - Ele disse enquanto caminhávamos até a saída do Starbucks.
Você: Não precisa. A escola é perto daqui. Podemos ir andando.
Justin: Nós fazemos questão. - Eles nos puxaram até o carro de Justin. Hoje era uma Ranger Rover preta. Entramos e chegamos na escola em menos de cinco minutos.
Você: Eu disse que era perto. - Disse assim que chegamos.
Chris: Não tem problema. Pelo menos passamos um tempo juntos.
Júlia: Pessoal, nós temos que entrar. Mais tarde vão lá em casa. Leva a Cait e o Chaz se quiserem.
Justin: Nós vamos sim. - Ele e Chris nos acompanharam até a entrada da escola e muitas garotas nos fuzilaram com os olhos. Algumas se aproximaram pra tirar fotos, mas a maioria ficou parada, olhando. É hoje que nós morremos aqui. Eles se despediram de nós com um beijo no rosto e foram embora. Entramos na escola e no caminho até nossas salas combinamos de assistirmos filme na nossa casa. A primeira aula era de Matemática e não tinha ninguém conhecido na minha sala. Fiquei sozinha a aula toda. 
As aulas demoraram uma eternidade pra passar, mas logo eu e Júlia estávamos indo pra casa. Decidimos passar em um supermercado para comprar alguns doces. Compramos e voltamos pra casa. Hoje era o dia de Júlia fazer o almoço. Subi, tomei banho, troquei de roupa e liguei pro pessoal. Você foi ligar o computador e tinha um email da sua mãe.
"(seu nome), como estão as coisas aí? Eu e seu pai estamos com saudades. Contratamos uma empregada pra vocês, amanhã; ela vai começar. Me conte tudo que está acontecendo. Beijos, mamãe." 
Mandei um email de volta pra ela:
"Mãe, eu também estou com muita saudade de você e do papai. Muito obrigada pela empregada, vai ajudar muito. As coisas aqui estão ótimas. Nós viramos amigas do Justin Bieber, aquele que canta Baby. Você sabe, né? Estamos gostando de tudo aqui e a casa é maravilhosa. Muito obrigada. Beijos, (Seu nome)."
Desliguei o computador e o almoço já estava pronto. Almoçamos e depois lavamos e guardamos tudo. Agora era só esperar o pessoal chegar.


É sério, não zoem hahaha