28/12/2014

All Yours: Capítulo 3 - Justin Bieber

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"Meu coração bate um pouco mais lento, essas noites estão um pouco mais frias, agora que você se foi. Meus céus parecem um pouco mais escuros, doces sonhos vêm um pouco mais difíceis, eu odeio quando você se vai. Todos os dias o tempo está passando, eu estou cansado de toda essa viagem, leve-me embora para onde você está."
(Home Is In Your Eyes - Greyson Chance)

Justin e meu pai falavam sem parar sobre carros e eu tinha um livro da faculdade aberto na minha frente. Me concentrar estava sendo algo quase impossível, já que toda hora minha atenção voltava para o jovem que estava na minha frente. Era impossível não olhá-lo de vez em quando, mas eu estava me saindo bem. Eu ainda tentava assimilar que aquele mesmo Justin Bieber que tinha milhões de garotas enlouquecidas por ele estava comendo a comida que eu fiz, sentado na minha cozinha, dentro do meu apartamento que poderia ser considerado o mais simples do mundo e conversando com o meu pai. Era muita informação para um dia só.
Meus pensamentos foram cortados ao ouvir meu nome.
- Que? – Tirei os olhos do livro e passei a olhar a única pessoa além de mim que estava ali. – Me desculpe, eu estava concentrada no livro. – Menti.
- Você estuda o que? – Perguntou parecendo não muito interessado. Acho que ele só queria quebrar o silêncio que se instalara ali desde que meu pai saiu da mesa, momento que eu não faço a mínima ideia de quando foi.
- Medicina. – Falei timidamente. É difícil agir normal quando se tem uma celebridade dentro da sua casa.
- Legal! E como é? – Perguntou. – Acho que eu nunca teria coragem de cursar medicina. Eu desmaiaria a cada aula prática que eu tivesse. – Ele riu assim que terminou de falar e eu o acompanhei.
- As primeiras aulas práticas são muito nojentas, mas depois é tranquilo. – Falei. – Eu sou completamente apaixonada pela medicina. Não vejo a hora de me formar e poder ajudar os outros fazendo o que eu amo. – Justin sorriu assim que eu terminei de falar e eu senti minhas bochechas corarem. Era a segunda vez que ele sorria pra mim em dois dias e eu aposto que ele nem sabe disso.
- É exatamente o que eu sinto pela música. – Sorri e então a conversa acabou. Eu não queria puxar assunto e correr o risco de fazer perguntas que ele pudesse achar invasivas, então permaneci em silêncio. – Então... – Ele falou novamente e eu levantei meus olhos do livro para olhá-lo. – Esse apartamento é seu? – Perguntou olhando ao redor.
- Acho que posso dizer que sim. – Sorri fraco. – Por que?
- Não é nada, é só que achei ele bem.., simples. Mas não quero que se ofenda, só estou falando isso porque, você sabe... seu pai é dono da West Coast Customs. – Disse parecendo atrapalhado e eu senti vontade de rir daquela cena, mas me controlei.
- Não se preocupe, eu estou acostumada com essas perguntas. – Falei tentando mostrar que estava tudo bem. - É como você disse: meu pai é dono da West Coast Customs, não eu. Ele já paga minhas contas, não é justo que eu gaste mais do que eu realmente precise.
- Seu pai é um cara de sorte, você é uma ótima filha. – Sorri envergonhada. Eu sentia vontade de enlouquecer, de sair gritando pelas ruas o quanto eu sou sortuda, mas mantive o meu semblante mais normal possível. Vocês têm noção de quantas garotas matariam para estar no meu lugar? Acho que a pessoa de sorte aqui não é meu pai.
- Obrigada, ele também é um ótimo pai. – Justin sorriu e então voltou sua atenção para seu celular e eu voltei a minha para meu livro. Ele parecia ser uma pessoa realmente legal e não aquele badboy que a mídia fala.
- Você mora sozinha aqui? – Ele perguntou e eu senti vontade de rir. Justin definitivamente gostava de falar, parece que se sentia incomodado com o silêncio.
- Moro. Meu pai mora em New Jersey.
- Mas e a sua mãe? – E pensar que eu estava com medo de ser invasiva.
- Nós não nos vemos muito, ela mora em Torrance com o marido. – Voltei a prestar atenção no livro. Esse era um assunto que eu não gostava de falar.
- São apenas meia hora entre Brentwood e Torrance.
- Eu sei, Justin. É que... aconteceram algumas coisas, mas não quero falar sobre isso, ok? É algo pessoal. – Ele assentiu.
- Desculpa ser meio invasivo. – Oh, então você percebeu. – É que eu fico muito sozinho e quando encontro alguém pra conversar acabo falando demais. – Justin riu fraco.
- Tá tudo bem.
- Perdi algo? – Meu pai falou voltando à cozinha, local onde estávamos. Ele pegou o papel que estava em cima da mesa e o guardou no bolso. Era um rabisco de um carro, provavelmente o de Justin.
- Olivia é uma ótima filha. – Justin falou voltando sua atenção para meu pai.
- Ela é. – Meu pai sorriu para mim e eu retribuí, me encolhendo na cadeira. Quando eles vão parar com elogios? – Vamos, Justin? Amanhã nós continuamos.
- Vamos. – Ele levantou e então voltou a prestar atenção em mim. – Tchau, Olivia. Nos vemos qualquer dia. – Sorriu e acenou.
- Tchau, Justin. – Falei. – Tchau, pai. – O abracei fortemente e desejei que aquele abraço nunca acabasse. Eu sentia tanta falta de passar mais tempo com ele.
- Tchau, Liv. Se cuida tá? – Assenti. – Amanhã te ligo. – Beijou minha testa e virou-se, caminhando com Justin até a porta. Assim que eles saíram eu a tranquei, depois me joguei no sofá, soltando um longo suspiro depois.

Eu nunca fui de prestar muita atenção em celebridades porque eu achava muito estranho esse negócio de amar alguém que você nem conhece de verdade, por isso nunca reparei em Justin. A única coisa que sabia sobre ele eram as loucuras que ele fazia, mas depois de conhece-lo é impossível não passar a pensar nele. Sua beleza é extraordinária, sua aparência é perfeita. Agora eu entendo porque tantas garotas são loucas por ele. E ele é legal apesar de tudo.
Depois de passar alguns minutos no sofá pensando no que acabara de acontecer, eu finalmente levantei e fui até o banheiro, onde tomei um banho e vesti meu pijama. Depois fui para a cozinha e enquanto lavava os pratos pensei em quanto dinheiro eu ganharia caso vendesse o garfo com o qual Justin comeu. Talvez eu pudesse viajar para Nova York e passar um dia inteiro fazendo compras nas lojas mais caras de Manhattan.
Após arrumar a cozinha fui para o quarto e deitei na cama junto com um dos livros da faculdade. Eu teria a última prova antes do recesso para as festas de final de ano e precisava estudar se quisesse uma nota boa, mas minha mente estava cheia. Muitas coisas aconteceram nesses dois dias.
Nick e Bethany agora dominavam meus pensamentos. Eu queria tanto esquecer a cena dos dois se beijando, mas era impossível quando o cheiro de Nick ainda estava impregnado no meu travesseiro e a minha foto beijando a bochecha de Bethany estava no porta-retrato em cima da minha escrivaninha. Os dois estavam por toda parte no meu apartamento.
[...]
A campainha tocava sem parar me fazendo levantar da cama. Passei as mãos no meu cabelo para abaixar um pouco o volume e fui até a porta da sala.
Abri a porta sem olhar quem era e vi Nick com a cabeça baixa e as mãos no bolso. Meu coração disparou no exato momento que meus olhos bateram nele.
- Oi. - Falou baixo. - Posso entrar? Eu quero conversar com você. - Bufei e dei passagem para ele entrar.
- Não precisa gastar saliva, eu não vou te perdoar. - Cruzei os braços tentando passar uma imagem de durona, mas a verdade é que eu era mole e meus olhos já começavam e se encher de lágrimas. - Você poderia ter me traído com qualquer uma, Nicholas, qualquer uma! Por que logo com a Beth? Minha melhor amiga... Eu odeio vocês.
- Liv... Me desculpa, por favor. Todos nós estávamos muito bêbados e meio drogados, eu não tinha consciência do que estava fazendo.
- Nick... - Falei. - Se você me amasse de verdade não me trairia nem depois de beber todo o álcool do mundo ou fumar toda a maconha, você sabe que é verdade. Agora, por favor, não me procura mais e fala pra Bethany não me procurar também. O que vocês fizeram não tem perdão. - Caminhei até a porta e a abri, como um sinal de que era pra ele sair. Nick então me olhou pela última vez e saiu rapidamente dali de dentro.
Esse foi o momento que eu desabei em lágrimas. Droga, eu o amava! E o filho da puta não tinha nem uma lágrima sequer nos olhos, nem estava com aparência de que estava arrependido. Babaca!
Sequei minhas lágrimas e fui para o quarto, me jogando na cama. Coloquei os livros no criado-mudo e então fechei os olhos, tentando pensar em algo que me fizesse esquecer Nick. Ele não merecia minhas lágrimas.
Meus pensamentos foram para meu pai e uma sensação de aconchego tomou conta do meu coração ao lembrar que ele estava por perto agora e que eu poderia vê-lo a hora que eu quisesse.
Acabei adormecendo lutando para manter minha mente longe de Nick e de Bethany.


Oi!
Vamos admitir que o final desse capítulo foi bem bosta askjdalcsk Me desculpem, sério galera '-'
Falando da minha ausência: eu não postei por causa da minha formatura (adeus, escola :D) e por causa do Natal que acabaram consumindo todo o meu tempo durante esses dias.
E sei que to meio atrasada, mas FELIZ NATALLLLL PARA AS MELHORES LEITORAS DO MUNDO! \o/ \o/
Bom gente, é isso e comente por favor o que acharam do capítulo, ok? Eu adoro ler o comentário de vocês <3
Beijinhos e até o capítulo 4 ;*

20/12/2014

Oneshot: Stay With Me (By: Anna)

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Jane Smith P.O.V
Estendi a esteira no chão e pendurei minha toalha na cadeira. O sol estava forte, mas tinha uma brisa gostosa na praia. Soltei uma risada ao ver Samanta e Allison correrem ate o mar, gritando como se estivessem bêbadas.
- Até parece que nunca viram água – Lydia disse e eu assenti sorrindo. Ela terminou de passar protetor no corpo e se deitou na cadeira para tomar sol. Fiz o mesmo que ela, passei o protetor em todo o meu corpo caprichando no rosto e em seguida deite-me na esteira. Estiquei meu braço e peguei minha bolsa para pegar o livro que estava dentro da mesma, abri na pagina que parei e continuei a ler.
Cerca de meia hora depois, Sam e Alli chegaram fazendo uma bagunça e pegando algo para beber na bolsa térmica.
- Cara, a água esta uma delicia! – Allison disse animada enquanto se secava – E Jane, você não tem noção de quantos caras gostosos tem nessa praia.
- Posso imaginar – falei encarando os garotos que estavam bem ao nosso lado, Samanta gargalharam enquanto me aplaudia por tal ato. Fazia um bom tempo que eu não sabia o que era paquerar.
Ainda era bem difícil pensar no assunto, assim como pronunciar as palavras “eu estou solteira”. Não fazia muito tempo que eu tinha terminado um namoro de anos, eu sabia que era por algo bobo, mas de qualquer forma eu quis prevenir ele de mais um sofrimento. Meu ex sofria ainda com a morte do pai que ocorreu logo quando nos conhecemos, eu sentia isso; essa dor que ele tentava não transmitir.
Samanta se levantou logo após se sentar dizendo que iria comprar um sorvete do idoso que estava bem a nossa frente, ela pegou seu dinheiro na bolsa e foi em direção ao velhinho que sorriu animado ao notar que teria uma clientela bonita.
Mas ela não completou nem metade do caminho, pois se virou e seus olhos estavam arregalados, eu ate riria se não estivesse preocupada. Movi os lábios perguntando o que havia acontecido e ela apenas maneou com a cabeça indicando algo atrás dela.
Foi impossível meu coração não disparar e minha respiração falhar ao ver tudo o que um dia eu tive, caminhando ao lado de um amigo. Rindo e bagunçando o cabelo fazendo gotas de água dançassem pelo ar, indicando que segundos atrás ele estava na água.
Seu físico sempre foi de tirar o fôlego de qualquer garota, mas eu fiquei me pensando se ele havia passado os últimos três meses vinte quatro horas na academia.
Justin sempre foi muito, muito, lindo e o fato de eu não vê-lo há cerca de um ano o deixava extremamente muito mais bonito por que eu tinha me esquecido de como era ter um homem daquele ao meu lado.
Senti meu coração sendo esmagado ao vê-lo abrir um sorriso gigante com algo que Daniel, o amigo que estava ao seu lado, lhe disse algo. Eu sempre fui o motivo de sorrisos daquela forma e saber que agora eu faço parte de seu sofrimento me fez sentir estúpida. Porque eu tinha um homem incrível ao meu lado e por conta de um medo de vê-lo sofrer por algo antigo eu o perdi. E é irônico porque eu o impedi de uma dor e a dei outra; a nossa separação.
- Ela estava te dando o maior mole! – Daniel gritou e gargalhou em seguida – O mundo inteiro sabe que você prefere as morenas Bieber, mas, porra ela era muito gostosa! – Justin revirou os olhos enquanto pegava uma toalha para se secar – Qual é Biebs, cadê todo aquele charme e desejo pelas mulheres, cara? Eu não o vejo há muitos anos, estou achando que você começou a jogar no outro time!
O sorriso de Justin sumiu ao ouvir as palavras de Daniel e ele apenas negou com a cabeça e se sentou em uma cadeira bufando e ficando em silencio enquanto os seus amigos escutavam os detalhas da vadia loira que havia dado em cima dele.
Aquela cena fez com que meus olhos enchessem de lagrimas e eu senti meu mundo desabar aos poucos a cada movimento de Justin. Hora ele passava as mãos no rosto outra ele bufava e se prendia em pensamentos enquanto fixava os olhos em algum ponto.
- Ele sempre tem que tocar nesse assunto – Biebs murmurou para Luke, o amigo que ele era mais chegado, e negou novamente – Eu ainda não superei caralho!
Ao ouvir isso eu me levantei e comecei a juntar minhas coisas.
- Jane não faça isso – Allison murmurou.
- Eu não vou conseguir ficar aqui – falei chorosa.
- Eu não estou entendo absolutamente nada – Lydia pigarreou brava e eu forcei um sorriso para ela, Lydia era nova entre eu e as meninas então basicamente ela estava por fora dos acontecimentos dos últimos cinco anos.
- Meu ex-namorado esta a poucos metros de nós – expliquei tristemente voltando a encarar o loiro que agora sorria fracamente para Luke e Nathan – Eu não quero ficar aqui – repeti sentindo minha garganta fechar, eu sabia que a qualquer momento eu poderia começar a chorar feito um bebe.
O único dia em que eu decido sair depois que eu termino meu namoro, eu encontro quem eu menos queria ver.
- Jane você tem que superar – Samanta disse se colocando em minha frente – Tem que seguir em frente, eu sei que é difícil.
- É fácil para vocês falarem isso caramba. Apenas três meses Sam, três meses que a gente esta separado. Nós namoramos por cinco anos, não é como se eu fosse esquecer tudo de uma hora para outra, ainda mais deixar de sentir.
- Eu sei disso, amiga. Sabe aquela teoria de que sempre devemos mostrar a ex-namorados o que eles perderam? Você tem que fazer isso agora – soltei uma risada cínica ao ouvir aquilo, já estava cansada das teorias de Allison.
- Ele não fez nada de errado e esse é o problema – falei me levantando, disposta e dar um mergulho e tentar esfriar a cabeça – É ele que tem que mostrar o que eu perdi.

Justin Bieber P.O.V
- Eu estou dizendo, essa cara ta muito mole! Duas, ele dispensou duas mulheres gostosas – Daniel dizia mais uma vez.
- Estou começando a concordar com o Daniel, Bieber. Uma, tudo bem, mas duas? – Nathan disse rindo e eu revirei os olhos
- Vocês não entendem não é mesmo? – falei nervoso, odiava quando os dois se intrometiam em minha vida – O problema agora para mim, não é ter dado fora em duas garotas e sim eu ter levado o fora, ta legal. Estou pouco me fodendo se vocês acham que eu sou gay, sei bem que... – suspire fechando os olhos – sei bem que Jane nunca achou isso.
Nathan riu incrédulo e tomou um gole de sua cerveja.
- E lá vem você de novo com essa garota, esquece ela porra! Ela te deu um pé na bunda, segue para outra agora.
- Ah me desculpa se eu não tenho medo de assumir que estou apaixonado e que estou sofrendo pelo termino do meu namoro.
Nathan me olhou raivoso e eu apenas dei de ombros.
- O que esta querendo dizer com isso?
- Estou dizendo que você devia parar de fazer graça e ir atrás de Allison, porque nós já sabemos que você esta completamente de quatro por ela. Allison é bonita, com certeza deve chover homens nos pés dela.
- E eu acho que você devia cuidar da sua vida – respondeu me fuzilando.
- E você da sua – murmurei – Quer saber eu vou para o mar!
Me levantei e caminhei rapidamente ate a água. Sinceramente? Eu não precisava de ninguém esfregando na minha cara que eu havia levado um fora ou que eu estava sendo egoísta comigo mesmo em não aproveitar a minha vida de solteiro. Especialmente os meninos que não sabiam o verdadeiro significado de amar uma garota.
Eu não tive amnésia para esquecer cinco anos em três meses. Merda, eu estava planejando tantas coisas para nós dois e ela destruiu tudo o que vivemos. Provavelmente conheceu um cara em Londres e descobriu que não estava verdadeiramente apaixonada por mim.
Fico me culpando todas as noites, criando hipóteses ou tentando lembrar-me de erros para que ela terminasse comigo. Eu era fiel e ela sabia muito bem disso, eu não a traí em nenhum dia desde que nós começamos a namorar. Eu não olhei com outros olhos para outra mulher, por que eu só tinha olhos para ela. Para Jane.
Que merda que ela tinha na cabeça para terminar do nada?
Jane Smith o que você fez comigo? Éramos perfeitos junto! Todos achavam isso, então você tem a maluca idéia de fazer um intercambio e tudo vai por água abaixo.
Eu sabia que namorar a distancia era um problema, ainda mais por um ano, mas eu faria tudo para continuar dando certo. Nós passamos por coisas piores juntos, porque agora não conseguiríamos?
Nove meses se passam tudo esta indo bem, temos que ressaltar isso, eu estou louco para te reencontrar. A saudade me consome a cada dia mais e eu também estou ansioso para a surpresa que venho preparando.  Ainda pensava em me matar por não ir com você, mas eu te disse não é mesmo? O filho da puta do meu chefe não me liberou, nem para que eu passasse pelo menos um mês com você.
Então meu mundo desaba quando você me liga em um dia frio.
“Acho que devemos terminar Justin”, sua voz ainda se reproduz em minha mente, zombando de mim e das circunstancias que minha vida tomou depois que você me deixou.
“Londres é perfeito” ela murmura quando eu não digo nada, há uma certa magoa na sua voz mas eu sei que ela sorri ao citar Londres “Um sonho, Biebs! Eu não sei se vou conseguir voltar, pretendo ficar”
Eu sei que eu não posso fazer nada para impedir isso, eu tinha que terminar de pagar a reforma do meu apartamento, tinha serviços na empresa há concluir. Não podia deixar tudo aqui por um capricho dela.
Minha vida estava em Miami. E a minha razão estava em Londres.
Separados por um oceano.
Eu não tinha mais uma aliança no meu dedo anelar. Meus planos não seriam concluídos. A reforma do meu apartamento foi á toa.
Será que Jane nunca percebeu minhas intenções?
Eu havia feito um quarto a mais naquela merda! Cinco anos de namoro, acha mesmo que já não estava na hora de aprofundar as coisas?
Eu amava aquela garota de uma forma tão grande que ninguém consegue entender. Ela era o meu tudo, a única garota nesse mundo que conseguiu me prender. Jane me enfeitiçou.
O mar levou todos os meus pensamentos assim que eu mergulhei e por alguns segundos eu fiquei aliviado. Ao voltar à superfície eu respirei fundo recuperando o meu fôlego.
- Você tem bom gosto, tenho que admitir – uma voz soou risonha a poucos metros de mim. Virei meu rosto e sorri fracamente para a ruiva que arregalou os olhos ao notar que eu observava, soltei uma risada e resolvo me aproximar. Já que não esta dando em cima de mim descaradamente, resolve um pouco mais de atenção.
Afinal, eu sou homem apesar de tudo.
Mas no segundo seguinte eu me arrependo do meu ato e do meu pensamento, por que a mulher da minha vida esta ao lado dessa ruiva. Jane me encara firme e intensamente nos olhos, um arrepio percorre meu corpo inteiro e aquela coisa boba de “um filme passou em minha mente” acontece comigo.
Todos os momentos maravilhosos que eu passei ao lado daquela garota fez com que eu engolisse em seco diversas vezes, por que minha garganta estava seca. Lembranças de tempos bons são horríveis quando você esta no pior dos seus momentos.
Em um ato robótico, totalmente impensado, eu estava indo em sua direção. Meus pés caminhavam por vontade própria, era como se eu não tivesse controle sobre o meu corpo. As amigas de Jane sorriram fracamente para ela e começaram a sair do mar.
- Achei que iria morar em Londres – disse a primeira coisa que me veio em mente. Não queria mostrar fragilidade a Jane, se eu tocasse logo de cara no assunto por que terminamos? ia ser difícil manter minha fragilidade de lado.
Eu era a prova viva de que homem apaixonado é uma merda. Ainda mais quando as circunstancias – no meu caso, o termino do namoro – te leva a acreditar que os sentimentos não era recíproco.
- Eu cheguei ontem – explicou calmamente – Desisti do curso.
- Então você desistiu? – perguntei incrédulo, a raiva começando a se mostrar presente no meu tom de voz. Eu era raiva, sarcasmo e rancor em pessoa. Não poderia existir melhor combinação para um cara de coração partido.
- Justin, por favor... – ela murmurou sabendo que a qualquer minuto eu começaria um discurso de todos os motivos por eu estar odiando-a naquele instante.
- Por favor, o que? – perguntei rindo sarcástico e abrindo meus braços para dar mais drama a minha cena – Estou começando a achar que tem um cara no meio de tudo isso – Jane não disse nada, apenas deixou com que eu continuasse – Você termina comigo faltando apenas três meses para terminar o curso Jane, me diz a verdade vai, um britânico é melhor que um canadense? Eu já ouvi que eles têm bastante charme e...
- Justin para! – ela indagou brava e eu ri – Não tem cara nenhum ta legal?
- Então é uma mulher? – perguntei assustado
- Eu não sou lésbica! – ela grunhiu
- Então me diz logo a verdade Jane, pois eu não agüento mais ficar me culpando por algo que eu nem sei se fiz.
- O problema é comigo, Justin.
Neguei com a cabeça e me segurei para não gritar com ela, dizer tudo o que estava entalado. Respirei fundo e contei ate dez, mas nada adiantou me segurar.
- Você tem que parar de achar que o mundo gira em torno de você. Se faz algo Jane, tem um motivo. TEM UM MOTIVO! – gritei – Eu to completamente acabado com o que você esta fazendo comigo, ta legal? Suas palavras... – engoli em seco – “acho que devemos terminar”, “não, por que Londres é perfeito” e o caralho a quatro, isso tudo era alguma ladainha. Todo mundo sabe disso. Era apenas uma desculpa para ficar com alguém naquela merda de cidade. Fico pensando se todos esses anos juntos valeram de alguma coisa para você Jane! – gritei e fiquei mais nervoso ao notar que eu não conseguia mais segurar minhas lagrimas – Como você conseguiu terminar um namoro de cinco anos do nada?
- Eu tive meus motivos – ela disse e só então que percebi que seu rosto estava molhado, tanto por estar no mar como pelas lagrimas.
- Quer saber Jane, quero que você vá para o inferno! Não quer contar? Não conta! Aproveita a viagem e leva essa merda de orgulho com você.
E então ela riu incrédula e aquilo me deixou mais nervoso ainda, se isso era possível. Antes que eu pudesse ir para cima dela e fazer sabe se lá o que, Luke e Daniel agarram meus braços.
- Você esta exaltado pra porra Bieber! – Nathan exclamou empurrando meu peitoral para longe de Jane.
- Me larga! – berrei e puxei meus braços com força me soltando – E quer saber de mais uma coisa Jane?
- Justin não! – Luke me advertiu já sabendo o que eu iria dizer – Não vale a pena.
- Quer saber Jane?
- Se acalme, por favor – ela sussurrou e eu a ignorei.
- Naquele maldito dia em que você terminou tudo, eu tinha comprado uma aliança – ela engoliu em seco e eu ri cínico por estar dizendo aquilo quando prometi a mim mesmo que guardaria aquele assunto comigo – Por que eu iria te pedir em casamento quando voltasse.
E então eu percebi que o mundo dela parou e de alguma forma ela se arrependia.
Aquilo me fez melhor por que ela sofreu com a revelação.
Olhei em volta vendo o tanto de pessoas que observava toda aquela cena e ri fraco.
- Isso que acontece quando você entrega seu coração para uma garota – me senti orgulhoso quando alguns caras assentiram – Ela te deixa nas nuvens e depois arranca suas asas da forma mais horrenda possível.
Me virei e comecei andar em direção ao guarda-sol que eu e os meninos estavam. Peguei minhas coisas rapidamente e sai da praia indo ao meu carro, não tinha mais o porquê eu ficar ali. Já me sentia humilhado o suficiente.
- JUSTIN! – ouvi Jane gritar e acelerei meus passos – JUSTIN ME ESCUTA, EU PRECISO FALAR COM VOCÊ!
- ME DEIXA! – gritei de volta, acionei o alarme para destravar o carro e quando eu abri a porta, meu braço foi agarrado com uma força razoável – Me deixa – repeti, agora encarando seus olhos.
- Eu não posso fazer isso de novo – ela murmurou com os olhos marejados, sorriu fracamente quando eu não disse nada. Seu rosto foi se aproximando do meu e quando nossos lábios estavam próximos, eu encarei a realidade e disse firme.
- Vê se me esquece, porque de hoje em diante você e apenas alguém que eu conheci.

Jane Smith P.O.V
- Você tem que contar para ele, amiga – Allison disse se pondo ao meu lado, enquanto eu encarava a rua onde segundos antes Justin saiu em disparada.
- Ele não vai me ouvir – falei exaltada, minhas mãos tremiam e eu sentia meu coração a mil – Eu não posso perdê-lo Alli, não posso.
- Pega o meu carro e vai ate o apartamento dele – disse Lydia estendendo a chave de seu carro. A agradeci e caminhei ate seu Corolla.
- Jane! – Luke gritou e eu me virei, ele jogou sua blusa e eu ri – Ele teria um ataque maior se você aparecesse só de biquíni.
- Valeu! – dito isso eu entrei no carro e acelerei para o prédio onde Justin morava.
A blusa de Luke parou na metade das minhas coxas e por esse motivo as pessoas me olharam torto no hall , chamei o elevador e ao entrar no mesmo apertei o botão do décimo segundo andar.
Quando o elevador parou no meu destino, corri ate a ultima porta do corredor e comecei a bater com força.
- Eu não vou abri essa merda Jane, eu sei que é você. Eu não vou abrir.
- Jus, por favor, abra e vamos conversar.
- Vá embora.
- Eu preciso te dizer muitas coisas – continuei como se ele não tivesse me expulsando.
- Não quero saber de porra nenhuma Smith, apenas vá embora, me esquece e segue a sua vida.
Encostei minha cabeça e na porta e respirei fundo.
- É isso que eu estou fazendo Biebs, seguindo a minha vida. Você é minha vida. Eu sinto muito... por tudo... não quero te perder.
- Você deveria ter pensando nisso antes de acabar tudo.
- Olha, só me escuta ta? Por favor.
Ele não respondeu.
- Bom... eu não sei se você ainda esta ai, mas mesmo assim eu vou falar por que eu não agüento mais guardar tudo. Preciso de te dizer a verdade.
Respirei fundo e contei ate dez antes de começar a despejar tudo de uma vez, não podia pensar na possibilidade de desistir de novo.
- Desde o momento em que você e meu pai foram apresentados formalmente, percebemos que ele não tinha gostado nadinha de você e pra mim era tudo ciúmes bobo de pai. Eu nunca tinha tido um namoro sério e então ele via a possibilidade de ali estar meu primeiro amor. E ele estava certo. Todos sabem que minha mãe nunca foi a mais perfeita e muito menos a mais presente, então pra ela não fazia diferença se eu estava sofrendo por um cara ou se eu estava feliz com um – suspirei fundo e cruzei meus braços enquanto encostava minhas costas na porta – Já meu pai... ele sempre foi tão presente, sempre contei sobre minhas paqueras e ele regia bem com isso. Com você era diferente e eu não entendia o porquê.
Respirei fundo mais uma vez recuperando meu fôlego.
- Você esta ai Biebs? – perguntei e recebi um silencio em resposta. Eu não sabia se continuava a contar já que era bem provável que eu estava falando sozinha.
Encarei meus pés descalços já que eu tinha deixado minhas coisas na praia e decidi continuar falando.
- Já fazia algum tempo que meu pai queria me dizer algo, ele vivia me ligando e pedindo para que eu fosse visitá-lo em Londres, eu não te contei porque ele me pediu para não te dizer o motivo da viagem, e por isso eu criei a idéia do intercambio. Não deve ter feito muita lógica pra você, mas como o namorado perfeito você aceitou mesmo não querendo aceitar.
“Quando eu cheguei à casa de meu pai, tive uma pequena surpresa. Ele não estava, tinha viajado de ultima hora por conta de algum problema na empresa. Ficou evidente que esse problema era mais importante do que o que ele tinha que me contar, era o que eu achava. Meu pai demorou quase cinco meses para voltar, sempre ligava para ele para tentar saber o que ele tinha a me dizer, mas a resposta sempre era a mesma; ele não queria falar pelo telefone.
Logo que ele chegou, eu corri para saber o porquê de tanto mistério, mas acabei sendo enrolada por mais duas semanas.  Aquilo estava me irritando profundamente, eu tava perdendo meu tempo ali, tava perdendo meu tempo sem você e então quando eu resolvi voltar, meu pai tomou coragem para me dizer à verdade.  Eddie me chamou no seu escritório e despejou em mim da forma mais fria possível. “Foi eu que matei Jeremy” foi isso que ele me disse. Foi ele que matou seu pai, foi ele que foi o culpado de todo o seu sofrimento, foi meu pai. E era por isso que ele não gostava de você, porque Eddie e Jeremy eram inimigos e meu pai não queria o filho de seu inimigo com a sua filha.
Toda essa briga começou por conta de sua mãe, Pattie recusou o pedido de casamento do meu pai porque estava apaixonada por Jeremy, e foi quando eles deixaram de ser melhores amigos para serem inimigos. Eu não tive coragem de continuar com você depois disso, era como se eu fosse a culpada de tudo. Eu me sentia suja e não queria conviver ao seu lado sem ter coragem o suficiente para te contar.
Eu sei que fui covarde, é só que... fiquei com tanto ódio do meu pai que acabei estragando o que nós tínhamos. Sinto muito por isso, sinto por estarmos totalmente quebrados, sinto pelo seu pai, sinto pela sua dor, sinto... e sinto sua falta Biebs. Sinto tanto a sua falta”
Apenas me recordo brevemente de eu me sentar em frente à porta de seu apartamento, depois de contar toda a verdade, e sussurrar
- Estou te esperando aqui fora.

Justin Bieber P.O.V
Depois de suas ultimas palavras um silencio incomodo tomou posse do corredor. Ou Jane tinha ido embora ou ela realmente estava esperando ali.
Respirei fundo e me levantei do sofra caminhando ate a porta, cocei minha nuca e fiquei pensando se abria ou não. Se eu abrisse seria um sinal de que eu a perdoaria, mas... eu estava disposto a fazê-lo?
Não fazia a mínima idéia do que pensar ao menos sentir sobre o tudo o que Jane tinha contado. A morte do meu pai era algo que ainda me feria, mas eu já estava conformado que eu não o tinha mais presente. Afinal fazia cinco anos desde que eu o perdi.
Os anos fez com que as feridas fossem se curando.
De qualquer forma, saber que o responsável pela pior fase da minha foi o meu sogro era... horrível. Eu estava ficando nervoso não pelo o que Eddie fez e sim por eu ter apenas o sentimento de conformidade, era como se todo o espírito de vingança tivesse saído de mim.
Depois de minutos discutindo com a minha consciência o que era o melhor a fazer, eu abri a porta. E me arrependi de não ter feito isso antes, talvez quando Jane tivesse terminado de falar tudo. Porque ela dormia completamente torta no chão, sua cabeça estava encostada na parede bem ao lado do batente da porta, Jane abraçava seu corpo já que estava desprovida de roupas decentes.
Ela usava uma camisa masculina que eu logo reconheci ser de Luke, a mesma encontrava-se levantada deixando a mostra a parte debaixo do biquíni de Jane.
- Droga Jan... – sussurrei me abaixando, sua respiração estava calma e eu poderia ficar observando aquela garota para sempre e não me cansaria disso. Coloquei uma mecha de seu cabelo castanho atrás de sua orelha e acariciei sua bochecha com meu polegar – Você é um babaca, Justin – murmurei pra mim mesmo.
Passei um braço por debaixo das coxas de Jane e outra pela sua nuca, me levantei e voltei para dentro do apartamento. Fechei a porta com meu pé e segurei a garota com mais força enquanto caminhava em direção ao meu quarto.
Deitei Jane com cuidado para não acordá-la, peguei um lençol fino no armário e a cobri, Jan resmungou e agarrou meu travesseiro continuando a dormir.
Verifiquei se as cortinas estavam fechadas e então sai do quarto fechando a porta em seguida. Fui ate a sala e me joguei no sofá.
Não liguei a televisão, não queria barulho algum, apenas o silencio para eu poder pensar. Mas, isso não foi possível já que meu celular começou a tocar irritantemente. Nunca odiei tanto This Is War na minha vida. O nome de Samanta piscava na tela e eu revirei os olhos enquanto atendia.
- A minha amiga esta ai não esta? – perguntou preocupada e eu ri.
- Esta Sam – respondi – Ela ta bem.
- Isso significa que vocês se acertaram? – perguntou esperançosa e eu ri novamente.
- Não!
- Não? Serio? Deixa-me falar com ela então.
- Jane ta dormindo, Sam.
- Dormindo?
- Longa historia – murmurei – Quando Jane acordar eu peço para ela te ligar.
Não deixei Samanta responder já que desliguei meu celular e o taquei no outro sofá.

Jane Smith P.O.V
Me virei na cama mais uma vez e me espreguicei sentindo minha costas estralarem. Sentei no colchão macio e cocei meus olhos, encarei as paredes bege claro e depois a cama de casal onde eu me encontrava. Senti meu coração disparar quando reconheci o quarto, levantei-me rapidamente e daí do quarto em disparada.
Encontrei Justin na cozinha, de costas para mim pegando algo na geladeira, ao fechá-la Bieber se virou e me encarou dos pés a cabeça e depois pousou seus olhos nos meus. Ele não teve reação alguma apenas arqueou a sobrancelha e levou o copo de água ate a boca, tomou um longo gole, sem um minuto se quer tirar os olhos de mim e depois colocou o copo já vazio na pia. Todo movimento era feito lentamente, como se tudo fosse calculado.
Depois de um longo período em silencio, Justin enfiou sua mão no bolso de sua calça e me estendeu o celular.
- Samanta ligou – explicou sem desviar seus olhos dos meus – Está preocupada com você.
- Ligo para ela mais tarde – murmurei, encostei-me na parede colocando minhas mãos para trás e mordi meu lábio inferior – Nós podemos conversar? Tipo... cara a cara?
- Você pode tomar banho se quiser – falou ignorando minhas perguntas – Tem algumas roupas sua no meu closet.
- Não quero tomar banho agora – falei cansada, caminhei ate a grande janela da cozinha, que dava para uma rua calma de Miami e soltei todo o ar de uma vez – Por favor, não continue me ignorando, apenas vamos conversar logo e resolver as coisas.
Ouvi o suspiro de Justin e pelo reflexo do vidro pude ver ele passando as mãos no cabelo e depois no rosto.
- Sei que não gosta de discutir o relacionamento, mas acho que temos muitas coisas a consertar. Não podemos fingir que esta tudo resolvido e cada um seguir seu caminho, cinco anos Biebs... Acha mesmo que nosso namoro deve terminar assim?
- É você que tem de responder isso Jane – ele disse aparentemente nervoso – Afinal, o jeito mais maduro de se terminar um relacionamento é pelo telefone, a milhas de distancia. Super maduro.
- Eu já expliquei meus motivos – falei histérica virando para ele – Será que você não pode se colocar no meu lugar, merda?
- Você se colocou no meu por acaso? – perguntou como se fosse obvio e eu respirei fundo.
- Temos vinte e cinco anos – falei tentando manter a calma -, somos adultos e vamos conversar como adultos ou como dois adolescentes?
- Você é realmente adulta Jane? Sempre te achei a mulher mais corajosa, ai você me surpreende sendo covarde o suficiente para terminar um...
Não deixei ele responder e sai da cozinha indo em direção ao quarto dele.
- Onde você esta indo? – Justin perguntou vindo atrás de mim – Cadê a maturidade Smith? Achava que era eu que não conseguia encarar uma discussão.
- E é – gritei me virando para ele. Eu poderia arrancar todo o meu cabelo e não seria o suficiente para me acalmar – Você não consegue encarar uma briga sem jogar os meus defeitos na minha cara, eu sou covarde, egoísta, já se atreveu a perguntar se eu era lésbica. Qual será     a próxima? Falar que eu sou uma vadia inconseqüente que só pensa nela mesma?
- Talvez essa seja a melhor forma de te definir – Justin disse serio me encarando profundamente.
Quando eu não consegui controlar as lagrimas e muito menos o choque que suas palavras me causaram, Justin fechou os olhos e negou com a cabeça.
- Me desculpa – ele sussurrou mostrando um imenso arrependimento – Droga Jane, eu não queria falar isso.
Virei-me e fui ate o quarto de Justin, eu não conseguia controlar meus soluços e minhas lagrimas. Não conseguia controlar o som desesperador que saía de minha boca, passei minha mão sobre meu rosto secando-o e joguei todas as minhas roupas no chão do closet. Subi no pequeno banco que tinha no canto do cômodo e peguei uma mala qualquer, jogando-a no chão em seguida.
- A última coisa que eu sou nessa merda de vida é uma vadia – murmurei socando minhas roupas dentro da mal, de qualquer jeito.
Quando juntei todas as minhas coisas, vesti uma calça jeans e uma regata preta e calcei um chinelo. Sai do quarto batendo a porta e fui direto para a porta de saída.
- Jane, por favor, não vá embora – Justin disse se levantando do sofá e vindo ate mim.
- Já tirei a conclusão de que não tem chance alguma pra gente, talvez seja o certo nos separar.
- Não diga isso pelo amor de deus – ele disse desesperado.
- Você agiu sujo dessa vez – falei olhando-o nos olhos – Justin... é o certo.
- NÃO É JANE, NÃO É! – ele gritou e eu fechei meus olhos – Eu te amo, merda.
- Ama mesmo? – perguntei arqueando a sobrancelha.
- Você ainda duvida disso? – falou rindo incrédulo – Eu não sou bom o suficiente, né? – completou agora com uma feição de incerteza.
- Se não fosse não namoraríamos por cinco anos.
- Você esta indo embora – falou apontando pra porta.
- É o melhor a se fazer – respondi desviando meus olhos dos seus.
- É o melhor pra você?
- Você sabe a resposta.
- Então fica – ele pediu de forma carinhosa – Por favor. Fica.
Fica comigo.
Pousei minha mão na maçaneta da porta e fechei meus olhos. Era realmente o certo a se fazer? Ir embora e tentar seguir a minha vida? Tentar esquecer quase seis anos de namoro?
- Meu sonho era casar com você – ele tentou mais uma vez - E ate o momento em que você bateu na minha porta mais cedo eu acreditava que ainda era possível, mas agora... Já não sei se vou realizá-lo.
- Me perdoe – sussurrei.
- Como quiser – Justin respondeu e eu percebi que ele havia desistido - Como quiser – repetiu.
- Por ter terminado pelo telefone – completei me virando para ele – Por ter sido covarde.
- Você é tudo pra mim Jane – ele disse negando – Eu... – bufou se interrompendo e fechou os olhos.
- Eu te amo – falei prendendo meus lábios entre os dentes – Eu sou covarde... não vou conseguir ir embora sem você.
Justin abriu os olhos e deixou a respiração sair com tudo, ele riu sem acreditar e colocou a mão na boca. Funguei me aproximando um pouquinho dele.
- Casa comigo pelo amor de deus – ele falou exasperado e eu ri fraco enquanto passava meus braços por seu pescoço, o abracei forte e Justin apertou minha cintura levando meu corpo para mais perto dele.
Depositei um leve beijo em seu pescoço e o apertei mais, com toda a minha força, Biebs riu fraco e fez o mesmo comigo.
- Vai, diz que sim – ele sussurrou e eu me afastei o suficiente para poder olhar Justin nos olhos.
- Você esta realmente disposto a me aguentar para o resto da vida? – Biebs bufou e tombou a cabeça para trás.
- Eu não teria feito tanto esforço para te convencer a ficar se não tivesse disposto, Jan – dei risada e beijei a ponta de seu nariz.
Justin roçou nossos lábios e abraçou a minha cintura com um braço, enquanto a sua outra se prendia em meus cabelos. Apertei seus ombros e depois deslizei minhas mãos sobre seus braços fortes, beijei o canto de sua boca e afastei meu rosto.
- Sim – eu respondi e ele sorriu lindamente, lhe dei um selinho e sorri mostrando o quão feliz eu também estava. Justin mordeu o meu lábio inferior e o puxou para si, avancei meu rosto pra frente e colei nosso lábio vorazmente, dei espaça para a língua quente de Bieber entrar em minha boca e explorá-la da forma que almejasse.
Arranhei sua nuca fracamente e fiquei na ponta dos pés para poder sentir mais seus lábios aos meus, chupei sua língua e encerrei o beijo com um selinho.
- Hum – ele disse beijando minha bochecha – Deixa eu te perguntar uma coisa.
- O que? – perguntei grudando nossos lábios de novo, Justin riu e enfiou sua língua novamente dentro da minha boca, nos beijamos por mais longos minutos ate ele separar e me perguntar;
- Se a parte do intercambio foi mentira – disse sorrindo – Porque você demorou tanto para voltar?
Mordi meu lábio inferior e ri.
- Vamos dizer que a parte do curso foi verdadeira – disse fazendo graça e Justin arqueou a sobrancelha.
- Você estava fazendo curso do que Jan?
- Era um curso de técnicas – falei brincando com seu cabelo
- Técnicas de que?
- Eu só posso mostrá-las na cama, você quer que eu te mostre?

Oláááááá gente! Como ocês tão?
Uma oneshot para vocês POR QUE eu não sei quando que eu irei postar o próximo capítulo de Broken, talvez ano que vem por que final de ano, vocês sabem né, uma correria da porra e vou confessar que to tendo uma certa dificuldade para escrever o capítulo hahaha. Mas okay, vai sair, só não sei quando. Lembrando que: essa oneshot tá postada no meu SS, okay? Okay! E ela é a que eu mais gosto de todas as que estão prontas.
A Belieber Drew pediu meu twitter e vou aproveitar e passar minhas redes sociais para quem quiser me seguir, blz? 
E pirem comigo pq ano que vem tem muito famoso nesse Brasil. Ed Sheeran, Ariana Grande, Nicki Minaj, Maroon 5. Se eu fosse rica iria em todos, pq amo que nem chocolate. 
Sobre o novo cabelo do Justin, não sei o que dizer. Fico estranho? Sim, ficou, mas sejamos sinceras essa porra de moleque consegue ficar feio?
E mais uma coisinha - que eu piro a cada dia mais - parece que temos uma casal novo na área :)))))) Essa coisa de "ela é minha grande amiga" cola cmg não viu Bieber? E sim to shipando ele com a Hailey, e se me xingarem shippo uma ménage entre esse dois e a Kendal no meio hahahahaha
FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO PARA TODAS VOCÊS!!!! E COMEMOREM PQ EM MARÇO TEM SINGLE :)))))))))
Beijookas e até :)

13/12/2014

All Yours: Capítulo 2 - Dad

12 comentários: | |
"Vou te amar incondicionalmente, não há medo agora. Se liberte e apenas seja livre, eu vou te amar incondicionalmente."
(Unconditionally - Katy Perry)

A University Of California é uma faculdade de grande nome no mundo todo, com campus em várias cidades dos Estados Unidos. Olivia estudava na UCLA (University Of California, Los Angeles), o campus localizado na região de Westwood, na cidade de Los Angeles, o maior campus de toda a University Of California.
Ela estava cursando o segundo ano do curso de medicina e não podia estar mais feliz. Quase não acreditara quando viu seu nome entre os que foram aceitos para ingressar na faculdade. Sempre foi seu sonho poder ajudar os outros de alguma maneira e a cada dia ela tinha certeza que escolhera o curso certo. Olivia amava a medicina mais do que tudo.
Percorrendo o corredor do prédio de medicina a caminho da aula de química, Olivia não pode deixar de pensar nos acontecimentos da noite passada. Não conseguia tirar a imagem de Nick beijando Bethany da sua cabeça. Foi tão... nojento. Duas das pessoas que ela mais amava no mundo estavam traindo-a.
- Olivia! – Ela ouviu Nick a chamar, mas fingiu que não. Continuou seu caminho até sua sala, mas ele infelizmente a alcançou. – Tudo bem? – Ele tentou a beijar, mas ela virou o rosto. – O que foi? – Perguntou confuso, como se nada tivesse acontecido.
- O que você acha? – Falou com deboche e apressou o passo, conseguindo entrar na sala antes dele a alcançar novamente.
Sentia que seus olhos estavam cheios de lágrimas e uma vontade enorme de chorar invadia seu corpo, mas ela se controlava. Sua vida estava um caos, nada estava dando certo e ela não tinha ninguém com quem pudesse conversar.
[...]
As aulas de Olivia terminavam às 4 horas da tarde e logo após ela ia direto para casa, um apartamento simples que sua mãe morou antes de se casar novamente.
Ajeitou seu gorro na cabeça e enfiou as mãos no bolso do casaco, tentando se proteger do frio que fazia. Já era dezembro e ela se sentia feliz pois logo teria seu tão esperado recesso de 15 dias, onde poderia relaxar e ficar por um curto tempo longe de toda essa correria que era a faculdade. Também se sentia triste já que passaria seu segundo Natal sozinha. Dessa vez ela não teria nem Nick e nem Bethany para ficar com ela e seu pai morava do outro lado do país, em New Jersey. Mesmo ele tendo muito dinheiro, só via Olivia uma vez por ano, que era quando ele viajava para Los Angeles para resolver problemas do trabalho.
Ao passar pela portaria do prédio, ouviu do porteiro a mesma cantada de sempre e ela passou direto, sem olhar. Já não se sentia mais incomodada com ele, porém o achava cada dia mais nojento.
- Ei, espera. Tem algo pra você aqui. – Ele gritou quando Olivia já estava quase entrando no elevador e ela virou para olhá-lo. Em suas mãos tinha uma pequena caixa e ela a pegou sem conseguir decifrar quem a mandara aquilo. Não era uma pessoa que recebia muitas encomendas.
- Você sabe de quem pode ser? – Perguntou ao homem parado em sua frente e ele balançou a cabeça de forma negativa.
- Veio pelo correio. – Ela assentiu e então lhe agradeceu, podendo finalmente pegar o elevador.
Assim que entrou em casa e largou a mochila no sofá, concentrou-se em abrir aquele pacote e foi isso que ela fez. Arregalou os olhos ao ver que dentro do embrulho havia um iPhone, algo que ela nunca desejou, mas que sabia que custava muito caro. Junto com a caixa havia um bilhete e ela o pegou para ler:

Sei que você não gosta desse tipo de presente, mas eu já estava cansado de querer falar com você e não conseguir. Já está todo configurado e pronto para uso. Meu número está na agenda e eu quero que me ligue assim que ler isso. Espero que goste, papai.

Revirou os olhos ao terminar de ler. Esse tipo de presente era típico do seu pai, mesmo sabendo que ela não gostava que ele lhe desse essas coisas caras. Pagar a sua faculdade e as despesas do apartamento já era o suficiente.
Com um certo cuidado, Olivia ligou o aparelho em suas mãos e ficou por alguns segundos tentando descobrir onde ficava os contatos. Tecnologia não era o seu forte.
Depois de conseguir realizar a ligação, esperou seu pai atender, o que não demorou muito.
- Liv! – Ele praticamente gritou. Seu pai era um homem sério, mas com Olivia ele se transformava em outra pessoa. – Gostou do presente?
- Gostei, mas você sabe o que eu penso sobre presentes caros.
- Eu sei, mas você merece. Não sei como aguenta viver sem celular.
- Já estou acostumada. – Pode ouvir seu pai rir do outro lado da linha. – Queria falar algo comigo?
- Sim, eu tenho novidades! – Falou animado.
- Mais? – Ele riu novamente.
- Mais! – Sua voz esbanjava animação. – Eu estou trabalhando com um antigo cliente e estou em Los Angeles. Devo ir aí em uma hora. – Olivia sentiu a animação do seu pai lhe consumir e ela não lembrava quando foi a última vez que se sentiu feliz desse jeito. Havia um ano e meio que ela não o via.
- Tá falando sério? Não brinca com isso pai!
- Não estou brincando! Estou resolvendo umas coisas e já chego aí. – Falou. – Aliás, preciso desligar, querida. Não durma, quero você acordada quando eu chegar. – Olivia riu.
- Tá bom, pai. Até daqui a pouco. – E então a ligação foi finalizada. Ela então largou o seu novo celular em cima da mesa de centro e correu para arrumar tudo para quando seu pai chegasse. Juntou todo o lixo, lavou a louça, arrumou sua cama e então foi para o banheiro, onde tomou um banho super rápido. Estava tão feliz que finalmente veria seu pai.
Enquanto fazia macarrão para a janta, ouviu a campainha tocar. Desligou o fogo e correu até a porta, a abrindo rapidamente e vendo parado ali a pessoa mais importante na vida dela. Não pensou duas vezes antes de o abraçar.
- Cada vez que eu te vejo você está mais linda. – Falou depois que se separaram e ela sorriu timidamente.
- Obrigada, pai. Você também não está nada mal. – Ele riu.
- Que cheiro bom, o que você está fazendo? – Perguntou adentrando o apartamento em direção a cozinha e ela o seguiu.
- Macarrão.
- Eu adoro seu macarrão. – Disse antes de sentar em uma das cadeiras. – Cadê aquele moleque que vive socado aqui? Como é mesmo o nome dele? – Ela riu. Seu pai morria de ciúmes de Nick.
- Nick, pai. E ele não está aqui, aconteceram algumas coisas. – Ela falou voltando a cozinhar. – Mas não quero falar sobre isso agora. E você?
- Está tudo indo muito bem, Liv, principalmente na minha vida profissional. Nunca faltam clientes e... – Seu celular, interrompendo-o. – Ah, deve ser meu cliente. Nós combinamos de sair para resolver mais algumas coisas, mas acho que ele chegou cedo demais. – Falou enquanto colocava o telefone no ouvido. Olivia pode ouvir ele falar o número de seu apartamento e então desligar o telefone. – Ele está subindo, tudo bem pra você?
- Quem? – Falou, virando-se para olhá-lo.
- Justin Bieber, meu cliente. Vamos personalizar um de seus carros e ele quer estar envolvido em todo o processo.


E ae genteeee!
Eu disse que o segundo capítulo ia ser maior e aí está! Espero que vocês gostem :D
Estou tendo ideias novas pra fic a cada dia e estou super animada para colocá-las em prática *u*
Digam aí nos comentários o que se passa na cabeça de vocês hahaha Quero saber o que vocês estão achando ^^
Beijinhos e até o próximo capítulo ;*