03/01/2014

Envie sua fanfic: Suicide

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Hey lindaaas *u*
Finalmente voltei depois de alguns dias afastada do blog, mas infelizmente não é com ILWMB ainda.
O Envie sua fanfic de hoje é da Carol (@esposadobiba) e ela tem 13 anos. Aqui está o link do blog dela pra quem quiser visitar: http://ilysmimaginejb.blogspot.com.br/


Jamie Elizabeth Jensen's POV

Minha vida estava indo de mal à pior. Minha mãe colocou na cabeça que sua filha é uma psicótica depressiva e por isso estou internada nessa clínica de reabilitação. Todos os dias faço uma espécie de "diário" sobre como me sinto. Os médicos dizem que isso pode prever se vou tentar me suicidar ou não.
Ok, então lá vai: como eu devo me sentir em relação à isso? Sobre uma mãe que interna a própria filha numa clínica de reabilitação e a esquece. Como se eu fosse uma idosa em um lar de velhinhos. Assim como os idosos em um lar de velhinhos, eu também fui esquecida pela família. Mas bem, fui esquecida por alguém. Pela minha mãe. Porque eu não tenho bem uma família. 
Mas mesmo assim ela é minha mãe, ela não podia ter me internado nesse lugar.
Mas bem, por um lado eu não a culpo. Durante esses três últimos meses tentei me matar umas trinta vezes, indo parar no hospital umas sete vezes. 
Já tentei vários jeitos e modos de acabar com a minha própria vida. Mutilação, bulimia, anorexia, injetar drogas muito fortes na veia, tentar uma overdose por medicamentos, já tentei até me jogar na frente de um carro - mas ele desviou, infelizmente -. Mas nada dá certo.
Por que eu sou uma suicida? Pois bem, eu diria que eu não vivo, eu apenas... respiro, sobrevivo. Quando você não tem mais objetivos na vida, não é feliz e... simplesmente quer dar um basta em todo o seu sofrimento, você automaticamente não tem mais vontade de viver. Eu, não tenho motivos para continuar viva.
Ok, você deve estar pensando que eu sou dramática que ainda não sabe um terço sobre os sofrimentos reais da vida. Mas aí que você se engana. Meu sofrimento não são coisas do tipo: meu namorado terminou comigo, não tenho mais amigas e meus pais cortaram minha mesada. É, com certeza, bem pior do que isso. Todas essas coisas que acabei de citar me fazem dar risada perto dos problemas que eu tenho.
Meu pai morreu, tive que mudar de cidade - isso significa que perdi todos os meus amigos de infância -, minha mãe fica saindo com vários caras e o pior de tudo: a escola nova.
Uma garota de dezessete anos reclamando do colegial. Super original, não? Mas isso porque eu ainda não falei tudo o que tinha para falar.
Um colégio cheio de patricinhas metidas e garotos ninfomaníacos. Todos lá só pensam em dinheiro, popularidade e status. Naquele lugar, não há sequer um ser vivo que preste.
Então, pensando que eu ficar nessa clínica me afasta do colégio, eu acabo não achando tão ruim assim.
Aqui eu posso ficar sozinha, pensar. 
Todos pensam que estou mudando, voltando à ser uma garota normal. Um bando de inúteis. Que tipo de profissional não percebe que esse lugar não melhorou em nada na minha vida?
Ah, outro ótimo motivo para desistir de viver é o amor. Todo mundo quer ser amado. Todo mundo é amado. Menos eu. Que nem minha própria mãe me ama. Ela me vê como um erro. O erro que atrapalhou a adolescência, a juventude dela. A chamada "camisinha furada" ou "estava bêbada demais para ter noção do que eu estava fazendo".
Mas tudo isso irá mudar. Hoje. Finalmente irei conseguir sair dessa clínica e colocar um fim em tudo isso.
Durante semanas, armei um plano perfeito para sair dessa clínica sem que ninguém me visse.
Das quatro às cinco da tarde, todas as saídas ficam abertas devido ao horário de visita. Então só teria que descer pela janela, andar pelo meio do jardim e sair pelo portão dos fundos, onde só o caminhão de lixo passa. E graças à Deus, hoje não seria dia do caminhão de lixo. Ou seja, saída liberada.
Peguei a arma calibre 38 que consegui uma vez com um traficante em troca de umas jóias que ganhei no meu aniversário do ano passado. 
Não precisaria de jóias para morrer mesmo.
E então, comecei dar vida ao meu plano.
Assim que eu já estava há umas três quadras de distância da clínica, comecei a correr. Afinal, eu estava com uma calça branca e uma blusa cinza, de chinelo e com o cabelo todo na cara. Ninguém precisaria sequer se esforçar para perceber que eu era uma "louca". Mas bem, eu não era louca. Só era suicida.
Durante todo esse tempo, a arma foi dentro de uma mochila nas minhas costas.
Prendi meu cabelo em um coque frouxo e caminhei até a parte mais alta do parque.
Agora sim, eu iria tirar minha própria vida do jeito mais fácil e rápido possível.

Justin Drew Bieber's POV
Selena terminou comigo. Apenas disse que não me amava mais e que não era para eu procurá-la nunca mais.
Acho que é meio óbvio que não enfrentei isso muito bem. 
Agora estou aqui, no parque do dia em que nos conhecemos. O que eu estou fazendo aqui? Também não sei. Mas eu acho que o que eu gosto mesmo é de sofrer. Sofrer por alguém que nunca me deu, não me dá, e nunca irá me dar valor.
Caminhei até a parte mais alta do parque, que foi onde nós demos o nosso primeiro beijo.
Eu estava parecendo um gay, com certeza. Mas, quando um homem fica de coração partido, a última coisa com que ele se importa é a masculinidade.
Tudo o que você quer é se trancar em um quarto escuro e mandar um foda-se para a sociedade.
Quando cheguei naquele lugar do parque, o lugar mais alto e mais bonito, onde as flores florescem mais, havia uma garota lá.
- Desculpe, eu... não queria atrapalhar. - ela se virou para mim e pude ver que ela estava com uma arma em mãos.
Caralho, ela iria me matar só porque atrapalhei a privacidade dela?
- Sem problemas. Esperei tanto por esse momento que uma pessoa para assistir o que irei fazer realmente não vai importar.
- E o que você vai fazer? - perguntei um pouco confuso e curioso ao mesmo tempo.
-Vou me matar. Não que isso interesse à você, mas... você perguntou.
- O que? Você não pode se matar.
- Por que não? Me dê um bom motivo pra isso.
- Sua família, seus amigos... eles vão ficar muito tristes.
- Pena que não tenho nenhum dos dois. - ela deu um sorrisinho.
Respirei fundo e disse:
- Olha, vou te dar um ótimo motivo. Você pode não ter família, amigos e até ter problemas demais, mas... você tem Deus. E ele é seu melhor amigo. Ele é seu pai. Ele é tudo. Ele te deu a vida e é assim que você agradece? Dando um fim à ela?
Ela largou a arma e começou a chorar. Me aproximei dela e a abracei.
- Obrigada. - ela disse assim que nos separamos. - Mas eu... não tenho ninguém. 
- Pois bem. -suspirei. - A partir de hoje você tem à mim.

Notas finais da autora: Bom, essa ideia surgiu do nada e decidi fazer a oneshot pra mandar aqui pro blog. Espero que gostem!

7 comentários:

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